XX É 20?:

QUANDO O ENSINO DE MATEMÁTICA PARA SURDOS SE TORNA UM ESPAÇO SEMIÓTICO DE CONSTRUÇÕES LINGUÍSTICAS

  • Renata Barbosa Dionysio Universidade Federal do Tocantins, Instituto Nacional de Educação de Surdos http://orcid.org/0000-0002-4841-2974
  • Luciana Andréia Rodrigues Furtado Instituto Nacional de Educação de Surdos
Palavras-chave: Educação de Surdos. Ensino de Matemática. Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Educação de Jovens e Adultos.

Resumo

Neste artigo exploramos uma proposta pedagógica construída para o ensino de números romanos para alunos Surdos do  4º ano do Ensino Fundamental noturno, de uma escola especializada na educação de Surdos, dentro de uma perspectiva bilíngue. Mais especificamente, procuramos mostrar como a demanda real de um aluno oportunizou uma situação de ensino e aprendizagem envolvendo a utilização das linguagens numa perspectiva plural. A problematização realizada mostrou que os diversos signos foram explorados semioticamente em prol do letramento dos discentes e assim as linguagens foram relacionadas a partir de diferentes signos e suas equivalências. Dessa forma, foi possível, a partir da vivência e da experiência real de um discente construir um cenário onde o conteúdo curricular de números romanos ganhou significado associado a questões do cotidiano. Com isso, lançamos luz a necessidade de criação de uma estratégias didáticas que oportunizem mediações pedagógicas em prol do letramento do Surdo Jovem e Adulto para sua emancipação social.

Biografia do Autor

Renata Barbosa Dionysio, Universidade Federal do Tocantins, Instituto Nacional de Educação de Surdos
Doutoranda em Ciência, Tecnologia e Educação no CEFET-RJ pesquisando semiótica de imagens na Educação de Surdos. Em Exercício provisório no Instituto Nacional de Educação de Surdos , como professora de Estágio Supervisionado no Departamento de Ensino Superior(DESU) e atuando também no Núcleo de Educação Online (NEO). Investindo em pesquisas na área de Ensino de Ciências, Educação de Surdos, Semiótica da Imagem e Formação de professores na perspectiva Bilíngue. Professora da Universidade Federal do Tocantins, ministrando disciplinas relacionadas à Educação e Educação em Ciências. Mestre em Ensino de Ciências pelo IFRJ, com pesquisas em análise semiótica de objetos sonoros de matriz exclusiva para educação em Química. Especialista em Ensino de Ciências ( IFRJ) e em Supervisão e Administração Escolar (UCAM). Graduada em Licenciatura em Química (UFRJ) e Pedagogia (Universidade Internacional Signorelli).
Luciana Andréia Rodrigues Furtado, Instituto Nacional de Educação de Surdos

Professora do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), Mestranda do Mestrado Profissional em Diversidade e Inclusão (CMPDI) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Licienciada em Pedagogia pelo DESU/INES. Especialista em Educação de Surdos, uma Perspectiva em Construção. Pesquisa nas áreas de Educação de Surdos, Mediação Escolar e Inclusão.

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Publicado
2019-06-17