“PROFESSORA, TÔ SENTIDO FALTA DA AULA”

perspectivas de práticas curriculares matemáticas e o sentimento de pertencimento à EJA no contexto de isolamento social no Ceará

Autores

Palavras-chave:

Educação de Jovens e Adultos, Pertencimento à EJA, Prática curricular matemática

Resumo

Neste artigo objetivamos discutir sobre como a prática curricular matemática de uma professora da Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem desvelado o sentimento de pertencimento dos estudantes à modalidade. As discussões têm como base alguns áudios e imagens, trocados por meio de WhatsApp, entre professora e estudantes, em torno de uma atividade de Matemática, trabalhada de forma remota no período de isolamento social, no segundo semestre de 2020. Analisamos esses materiais a partir de referenciais teóricos do campo da EJA e da Educação Matemática. Dentre os resultados, verificamos que os estudantes têm se mostrados participativos e interessados em resolver as atividades propostas, mantendo assim, contato com a professora. Concluímos que o contexto de isolamento social aflorou um sentimento de carência dos estudantes em relação à escola, que as atividades propostas pela professora, somada às relações de proximidades e afetividade construídas entre ela e os estudantes, influenciam para que eles se sintam pertencente à escola e a EJA.

Biografia do Autor

Francisco Josimar Ricardo Xavier, Universidade Federal Fluminense

Doutorando em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense (PPGE-UFF). Mestre em Educação pelo PPGE-UFF. Tem interesse em estudos  e pesquisas sobre Curr´ículos, Currículos em Matemática, Etnomatemática, P´raticas Curriculares envolvendo a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). É membro do Grupo de Etnomatemática da UFF (GETUFF) e do Grupo de Pesquisa em EJA (GPEJA-UFF).

Adriano Vargas Freitas, Universidade Federal Fluminense

Doutor em Educação Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mestre em Educação pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP), Especialista em Ensino de Matemática pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Graduado em Matemática. Professor do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense (PPGEdu-UFF). Professor do Instituto de Educação de Angra dos Reis (IEAR-UFF). Desenvolve pesquisas relacionadas à Educação Matemática, Formação de Professores e Currículos direcionados a Educação de Jovens e Adultos. Coordenador do Grupo de Pesquisas em Educação de Jovens e Adultos (GPEJA).

Maria Cecilia Fantinato, Universidade Federal Fluminense

Possui graduação em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1980), mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1987) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2003), incluindo a realização de Doutorado Sanduiche na Rutgers University (NJ, USA), em 2001. Realizou pós-doutorado na Universidade de São Paulo (2011) e na Universidade de Lisboa (2011-2012). Atualmente é professora titular da Universidade Federal Fluminense, atuando na Faculdade de Educação, no curso de Pedagogia e na Pós-Graduação Stricto Sensu, e também na Especialização do Instituto de Matemática. Coordena o Grupo de Etnomatemática da UFF (GETUFF). Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino e Aprendizagem de Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: etnomatemática, educação matemática, educação matemática de jovens e adultos, formação contínua do educador e pesquisa etnográfica

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Publicado

2021-09-29

Como Citar

XAVIER, F. J. R.; VARGAS FREITAS, A. .; FANTINATO, M. C. . “PROFESSORA, TÔ SENTIDO FALTA DA AULA”: perspectivas de práticas curriculares matemáticas e o sentimento de pertencimento à EJA no contexto de isolamento social no Ceará. Communitas, [S. l.], v. 5, n. 11, p. 25–35, 2021. Disponível em: https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/5351. Acesso em: 24 out. 2021.

Edição

Seção

Dossiê Temático