REVISTA COMMUNITAS https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS <p>A&nbsp;<strong>Revista Communitas</strong>&nbsp;&nbsp;é uma publicação semestral, voltada para a publicação de textos inéditos na área de&nbsp;Educação, Letras, Linguística e áreas afins das Ciências Humanas. A revista publica artigos e resenhas e conta com a colaboração de pesquisadores nacionais e estrangeiros. Os trabalhos encaminhados para publicação devem ser inéditos, em meios eletrônicos, não sendo permitida a sua apresentação simultânea para avaliação em outro periódico.</p> <p><strong>ISSN:</strong>&nbsp;2526-5970 |&nbsp;<strong>Ano de criação:&nbsp;</strong>2017 |&nbsp;<strong>Área do conhecimento:&nbsp;</strong>Educação e Letras |&nbsp;<strong>Periodicidade:</strong>&nbsp;Semestral&nbsp;|&nbsp;<strong>Qualis:</strong>&nbsp;B1 (2017/2018) |&nbsp;<strong>DOI:&nbsp;</strong>em registro</p> pt-BR <p>Os Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, resguardando-se os direitos de&nbsp;<strong>primeira publicação</strong>&nbsp;para a Revista Communitas. Em virtude da aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são&nbsp;<strong>de uso gratuito,</strong>&nbsp;com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais.</p> communitas.revista@ufac.br (Prof. Dr. Rafael Marques Gonçalves) revistas@ufac.br (Portal de Periódicos da UFAC) Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 OJS 3.1.2.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 EDITORIAL https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3781 <p>--</p> Rafael Marques Gonçalves Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3781 Sex, 29 Mai 2020 20:02:46 -0500 BLACK MIRROR E EDUCAÇÃO: https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3764 <p>-</p> Felipe da Silva Ponte de Carvalho, Edméa Santos, Tania Lucía Maddalena Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3764 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 DO JOGO DA AMARELINHA A BANDERSNATCH https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3248 <p>O presente artigo pretende explorar o conceito de hiperficção a partir de duas narrativas analógicas apresentadas na metade do Século XX, especificamente <em>O Jardim dos caminhos que se bifurcam</em>, de Jorge Luis Borges (1941), e o <em>Jogo da Amarelinha</em>, de Julio Cortázar (1963), para desenvolver uma análise da narrativa digital de <em>Bandersnatch</em>, primeiro filme interativo elaborado pelos criadores do seriado <em>Black Mirror</em>, lançado em dezembro de 2018 na plataforma em streaming <em>Netflix</em>. Quando adentra o suporte digital, a hiperficção possui a caraterística marcante de possibilitar a interação mediada pelo hipertexto, em maior ou menor medida, permitindo o leitor/espectador/usuário de decidir sobre os rumos da história. A reflexão apresentada neste artigo pretende, portanto, entender esses novos caminhos narrativos da ficção na era da hipermídia, conceituada como hiperficção – um fenômeno contemporâneo que apaga as fronteiras demarcadas entre literatura, filmes, <em>games</em> e hipertextos.</p> <p>&nbsp;</p> Tania Lucía Maddalena Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3248 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 DA BANALIDADE DO ÓDIO https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2792 <p>O artigo discute o ódio como prática social de anticoesão no contexto de um “tsunami neoliberal global conservador” (SÜSSEKIND, 2018). Argumentamos que o <em>tsunami </em>se alimenta de ódio, desejo de aniquilação do outro e do apagamento da diferença (SUSSEKIND, 2017; 2018a; OLIVEIRA, SÜSSEKIND, 2018), maquina resultados institucionalizados (Base Nacional Comum Curricular, Escola sem Partido) e se nutre de atitudes e sentimentos individuais e sociais de <em>banalização do mal</em>(ARENDT, 1999) nas tessituras da vida cotidiana. Conversando com as teorias de Arendt sobre a relação entre cidadania e o ódio e sustentando a defesa de que a luta pela democracia exige a valorização da diferença na relação com <em>o outro, </em>discutimos episódios da série <em>Black Mirror</em>entrelaçados aos nossos <em>estudos nos dos com os</em><em>cotidianos</em>nas escolas e universidades em que vivemos e criamos conhecimentos, na busca por indícios (GINZBURG, 1989) que nos ajudem a entender mais sobre a autorização aos ódios, preconceitos, perseguições declaradas especialmente a professores, gestores e pesquisadores nesse espelho (SÜSSEKIND, PRESTES, 2017) em que nos miramos como sociedade, desenhada e cindida por linhas abissais (SANTOS, 2007). Um espelho de escuridão.</p> Maria Luiza Süssekind , Alan Pimenta , Debora A. Ferreira Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2792 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 BLACK MIRROR E O EPISÓDIO ENGENHARIA REVERSA https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3199 <p>O presente trabalho tem como objetivo analisar as relações do episódio Engenharia Reversa, da série britânica Black Mirror, com o caso do jovem que foi torturado nos fundos de um supermercado em São Paulo por ter furtado uma barrinha de chocolate; assim como os discursos de ódio como ressonância da veiculação do ocorrido nas redes sociais. O texto dedicar-se-á revelar as sequelas dos prolixos e padecidos anos de racismo – provenientes do processo de escravização no Brasil – que afetaram e ainda afetam a vida e vivências do povo negro em solo nacional, evidenciando a importância da presença desse debate na educação básica brasileira. A abordagem metodológica deu-se através da revisão literária e análise de discursos de ódio. A criticidade sobre as concepções da falsa superioridade de raças impostas no século XVI e ratificadas pela sociedade contemporânea resulta na reflexão do espaço do povo negro e do seu poder de ruptura de fundamentos do racismo enraizado em solo brasileiro.</p> Telma Brito Rocha, Cleyton Williams Golveia da Silva Brandão Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3199 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 PRÁTICAS CIBERFASCISTAS https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2990 <p>As práticas cotidianas mediadas pelas tecnologias digitais em rede vêm reconfigurando a cultura, dando sentido e forma à cibercultura. Nessa ambiência, temos acompanhado as políticas de ódio que promovem e se desdobram em (micro)práticas fascistas, sobretudo, aquelas práticas que moram dentre de nós, mas que às vezes nos escapam e as publicamos e partilhamos nas redes <em>online</em>, as quais denominamos de práticas ciberfascistas: práticas de ódio contra gênero, sexualidade, raça, classe, território... Para analisar as práticas ciberfascistas e refletir em possibilidades de uma vida não fascista, que são as apostas desta pesquisa cartográfica, utilizamos acontecimentos que reverberaram nas redes online. Cartografamos rastros digitais e tecemos teorizações para problematizar o tempo presente articuladas com o episódio “Engenharia Reversa” do seriado “<em>Black Mirror</em>”. Como resultado dessa pesquisa, destacamos algumas práticas ciberfascistas: o uso de perfil falso; ataques por causa da ausência de face; linchamento em rede; e <em>fake news</em> para letalização dx outrx. Como modos de (re)existência não fascista, destacamos as práticas: ampliar a liberdade ética-estética-política e de respeito ao outro; combater sem cessar as políticas de ódio; e potencializar múltiplas formas de resistência, de produzir e dar sentidos a novos contornos à vida cotidiana, ao viver em rede.</p> Felipe da Silva Ponte de Carvalho, Pedro Spineli Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2990 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 REFLEXÕES SOBRE A IMORTALIDADE DIGITAL EM CONTEXTOS EDUCATIVOS https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3192 <p>Esta pesquisa apresenta reflexões sobre as possibilidades da imortalidade digital em contextos educacionais. Metodologicamente, o estudo com abordagem qualitativa foi executado por meio de pesquisa bibliográfica da literatura, da análise de projetos em execução e de episódios da série <em>Black Mirror</em> relativos à temática, e da coleta da opinião de indivíduos via grupo focal.</p> Vinicius Galvao, Cristiano Maciel Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3192 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 “QUEDA LIVRE” E AS INTERAÇÕES DOS ADOLESCENTES NAS REDES SOCIAIS https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3022 <p><strong>Resumo: </strong>Os adolescentes estão muito presentes nas redes sociais. Vários &nbsp;têm uma página pessoal no Facebook e a acessam frequentemente. &nbsp;Pensar a relação dos estudantes com o referido site é interesse desse texto. Para tanto, realizamos conversas sobre as suas interações no Facebook, como também, apresentamos uma produção audiovisual contemporânea que põe em evidência as interações sociais a partir da internet. O episódio “Queda livre” (2016) da série “Black Mirror” (2011), apresenta a personagem Lacie, uma jovem mulher sedenta por boas avaliações na rede em busca de popularidade e boa reputação no mundo virtual. O episódio foi analisado por nós e, posteriormente, apresentado para três turmas de alunos dos Anos Finais do Ensino Fundamental de uma escola pública da cidade de Canoas-RS. Após assistirem ao episódio realizamos e gravamos em áudio conversas a respeito da narrativa. Com a análise das discussões foi possível perceber que os estudantes entenderam a forma caricaturada que o episódio põe em evidência a relação das pessoas com o mundo virtual. Assim, assistir ao episódio da série e problematizá-lo no ambiente escolar proporcionou interessantes discussões sobre as interações dos adolescentes no ambiente virtual. Além de chamar atenção para as novas possibilidades de sociabilidades a partir das interações online.</p> Rosana de Medeiros, Analice Dutra Pillar Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3022 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 CORPO, GÊNERO E SEXUALIDADE EM BLACK MIRROR https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2836 <p>Assim como as telenovelas de outrora na América Latina, as séries internacionais atualmente são um artefato cultural produtivo no emaranhado de fluxos semióticos e discursivos que disputam/forjam a produção de subjetividades em grande parte das culturas ocidentais. Neste artigo, a partir de um dispositivo midiático, analisamos as tensões em torno da produção da identidade e diferença como elemento potente aos estudos em educação pós-crítica, cartografando problematizações de gênero e sexualidade (em interseccionalidade com outros marcadores da diferença) que aparecem com maior ênfase em alguns episódios da série britânica<em> Black Mirror</em>. Desta forma, nossa rota cartográfica acompanha as seguintes produções: “Hino Nacional”, “Cala a boca e dança”, “<em>San Junipero</em>”, “Arkangel” e “<em>Hang the DJ</em>”. Apostamos que independente da intenção das pessoas que a criaram, ao ser consumido por centenas de milhões de pessoas em diversas partes do mundo, estes episódios e seus temas, passam a fazer parte de disputas morais nas mais diversas arenas internacionais, nacionais, locais, sempre interferindo no processo educacional das populações.</p> Fernando Pocahy, Thalles Cruz Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2836 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 O CONSUMO E A ANÁLISE MULTIRREFERENCIAL DA REPRESENTAÇÃO FEMININA EM NOSEDIVE (2011) https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3256 <p>O presente artigo tem como propósito discutir por meio da análise do episódio <em>Nosedive</em> da série <em>Black Mirror </em>(2011), alguns aspectos da multirreferencialidade como potencialidade nos campos da Educação e Comunicação. Partimos do pressuposto de que por meio da compreensão da linguagem audiovisual é possível integrar a compreensão de diferentes dimensões de realidade, promovendo o desenvolvimento crítico-reflexivo e a ampliação do julgamento estético dos sujeitos. O reconhecimento das muitas camadas de leitura e interpretação das imagens do episódio confere visibilidade à pluralidade de olhares sob questões sociais relevantes tais como a estereotipização e a objetificação da figura feminina nos meios cinematográficos, nos quais o irreal se naturaliza e acaba por reproduzir-se como a verdadeira representação visual do real. Para isso, foram analisados: aspectos teóricos da lógica do consumo, as imagens, contextos e paletas de cores da narrativa, no exercício da multirreferencialidade. Como resultados da nossa investigação destacamos que o episódio fomenta reflexões acerca do fenômeno contemporâneo da vigilância e sua constituição a partir da primazia do consumo nas relações sociais.&nbsp;</p> Andrea Versuti, Glenda Esther Ferreira da Silva, Nicole Pachêco Vieira Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3256 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 REFLEXÕES SOBRE GÊNERO EM “BLACK MIRROR”: https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2888 <p>Este artigo tem o objetivo de analisar os atravessamentos de gênero no episódio “<em>San Junipero</em>”, da terceira temporada da série <em>Black Mirror</em>, exibida pela Netflix. As questões relativas ao conceito de gênero estabelecidas na história de duas mulheres em que a tecnologia estabelece a mediação das experiências vividas por elas são tomadas sob as noções de sociedade do controle em Deleuze (1992), da concepção ciborguiana de Haraway, Kunzuru e Silva (2000) e da epistemologia do armário em Sedgwick (2007). Estes orientadores analíticos apontam alguns sentidos que se inscrevem numa aparente visão otimista sobre vida e morte, sobre eternidade, sobre amor, sobre a transferência da consciência e dos desejos entre mulheres bissexuais e lésbicas. Como metodologia, utilizamos as práticas de análises de audiovisuais a partir das concepções de leitura realista e leitura subversiva de Flick (2009). A narrativa do episódio aponta possibilidades interpretativas em diferentes níveis de significado. Um deles se inscreve num confinamento da lesbianidade das protagonistas a partir de elementos da sociedade de controle, da ideia de reclusão no armário e da automatização do humano e das orientações sexuais dissidentes do padrão heteronormativo. A morte, a eternidade e a felicidade não são idílicas, nem salvadoras, nem redentoras.</p> Ivan Amaro Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2888 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 BLACK MIRROR, INTERNET DAS MENTES E EDUCAÇÃO https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2814 <p class="BodyNoIndent"><span style="font-family: 'Times New Roman','serif';">Diante da inquietação que a série Black Mirror promove, reflexões a respeito da articulação entre a internet das mentes, a cerebralidade artificial (SQUIRRA, 2016b) e a educação contemporânea foram realizadas. O presente artigo encontra-se incluído no contexto de uma dissertação de mestrado sobre Cibervídeos na Educação Online (MARTINS, 2017). O objetivo do presente estudo é refletir a respeito dos fenômenos da cibercultura retratados no episódio “The Entire History of You”, da série Black Mirror, que nos convidam a pensar sobre a educação contemporânea. A partir do método da Pesquisa-formação na Cibercultura (SANTOS, 2014) desenvolvemos uma ambiência formativa na disciplina eletiva Cineclube, do curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A roda de conversa foi gravada, possibilitando a emergência de narrativas que contribuíram para a compreensão de que a evolução da cerebralidade artificial pode contribuir para a produção de conhecimento e para usos educacionais, ao potencializar processos de ensino e aprendizagem contextualizados com a educação na cibercultura.</span></p> Vivian Martins, Edméa Santos Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2814 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 TODA A HISTÓRIA DA SUA VIDA https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2797 <p>Nos últimos anos, a tecnologia experimentou avanços importantes. A série de televisão britânica "<em>Black Mirror</em>" destaca vários cenários em que esses ditos avanços poderiam potencialmente levar a uma sociedade distópica. Este artigo tem foco no terceiro episódio da primeira temporada de <em>Black Mirror</em>, intitulado “<em>The Entire History of You</em>”. O episódio é ambientado em um mundo no qual a maioria dos humanos tem um dispositivo chamado “<em>Grain</em>” implantado em seus corpos. O <em>Grain</em> captura as imagens vistas pelos olhos do usuário e as registra, para que possa assistir momentos anteriores de sua vida. O objetivo do artigo é tomar o episódio descrito como ponto de partida para discutir seu contexto no âmbito educacional em três perspectivas, o artefato em si, e sua possível inserção no cenário educacional; a questão ética envolvida, que permeia e deve ser debatida; e, a defesa de uma modernidade onde a tecnologia deve ser parte do cenário educacional para habilitar a cidadania no mundo digital.</p> Flavia Santoro Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2797 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 TECNOLOGIA IMERSIVA https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2837 <p>Esta pesquisa tem como objetivo apresentar o resultado de um estudo de caso utilizando a metodologia Inquiry Based Learning, realizado no curso de Design Digital de uma universidade privada de grande porte do Estado do Paraná. Atendendo a demanda da necessidade de conectar o conteúdo estudado com a realidade vivenciada do educando fora do âmbito educacional, a proposta discutiu o tema de estudo tecnologia imersiva, utilizando uma série televisiva para provocar reflexão crítica sobre o tema abordado. Com esse objetivo, foi realizada atividade em sala de aula com uma turma de estudantes promovendo a discussão do seriado Black Mirror, do ponto de vista das tecnologias imersivas que foram apresentadas previamente na série. Os pontos discutidos abordaram a tecnologia imersiva na sociedade atual e no futuro e utilização da metodologia imersiva na educação. Os resultados mostram que os estudantes assistem ao seriado, acreditam que a tecnologia imersiva é uma realidade e que no futuro ela estará cada vez mais presente no nosso dia-a-dia e na educação.</p> Raquel Pasternak Glitz Kowalski, Patricia Lupion Torres, Leonardo Gonçalves Rodrigues da Silva Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2837 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 A SÉRIE BLACK MIRROR E OS ELEMENTOS DA NARRATIVA PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO CONTEXTO DA CULTURA DIGITAL https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3257 <p>Os programas direcionados a incrementar o uso das tecnologias digitais nas escolas parecem considerar os aspectos da formação menos importantes que o fornecimento de equipamentos. Os elementos relacionados às máquinas normalmente são priorizados, em detrimento dos elementos relacionados às pessoas, como se as tecnologias, por si só, fossem capazes de funcionar de forma autônoma e de promover mudanças. Neste sentido, as narrativas sobre as percepções do professorado em relação ao uso das tecnologias em sala de aula podem ser mais efetivas que políticas públicas criadas em gabinetes, distantes do contexto de suas práticas pedagógicas, que chegam às escolas sem a anuência e a participação docente na construção/elaboração dessas políticas. Deste modo, acreditamos que os professores precisam construir narrativas sobre seu uso das tecnologias digitais em sala de aula, de forma crítica e reflexiva. Assim, este artigo tem o objetivo de mostrar que a apropriação social das tecnologias, por parte dos professores, e a ampliação da cultura digital operam no sentido de empoderá-los para o compromisso político e cidadão, individual e coletivo, de lutar por questões fundamentais da sociedade. Neste viés, as narrativas da série Black Mirror favorecem inúmeras reflexões sobre o uso das tecnologias digitais, que reconfiguram as relações das pessoas com as coisas, com os processos e com as demais pessoas. Esses elementos da série podem contribuir para a construção das narrativas digitais dos professores e seu processo de consolidação da cultura digital.</p> Ana Beatriz Gomes Carvalho, Thelma Panerai Alves Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3257 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 VIAGEM À SAN JUNIPERO https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2793 <p>Este artigo apresenta reflexões sobre turismo e educação decorrentes da investigação exploratória e bibliográfica, com base na análise do episódio San Junipero, do seriado Black Mirror. À medida que descrevemos o episódio, traçamos paralelos entre a educação não formal propiciada pela atividade turística e o aprendizado por meio das experiências. Foi necessária a mobilização de conhecimentos produzidos por diferentes áreas e em diferentes épocas - mantendo a não linearidade no tempo e no espaço que caracteriza o episódio - e uma tentativa mais transdisciplinar de abordagem do conteúdo suscitado, como a educação não formal e informal de Gohn (2005, 2006), Gadotti (2005), o mundo dos ciborgues (HARAWAY, 2009), além de artigos mais recentes sobre San Junipero (PHILLIPS, 2017; SPOLIDORO, 2017; FARIÑA, 2017). Concluímos que, em San Junipero, a aprendizagem ocorre por meio das experiências turísticas das personagens no mundo virtual, construído a partir do <em>backup </em>de suas memórias, oriundo de um processo de educação informal.</p> Ari da Silva Fonseca Filho, Angela Esteves Modesto Copyright (c) 2019 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/2793 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 AS POLÍTICAS DE CURRÍCULO NO BRASIL https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3004 <p>Objetiva-se uma nova lógica para as políticas de currículo no Brasil em diferentes espaços pedagógicos. Assim, elege-se dois eixos problematizadores de análise: a lógica da diferença e a lógica da equivalência (LACLAU, 1996a, 1996b, 2005, 2006), ambas guiadas pelas categorias da hegemonia, do(s) discurso(s) e dos antagonismos, e que desestabilizam a ideia do poder absoluto (LACLAU; MOUFFE, 2006). Para explicar como se dá esse processo de desestabilização do poder e compreender se há possibilidades de se pensar uma nova lógica no Brasil atual, opta-se por uma metodologia discursiva vinculada à Teoria Social do Discurso de Laclau; Mouffe (2006). Os aportes teóricos pautam-se em autores que usam a categoria poder, a partir das lógicas da diferença e da equivalência como Pinto (2006) e Mouffe (2007), potencializando as teorizações quanto à hipótese de que há um pensamento no campo da política que pode atrelar-se à nova lógica política proposta no campo das ciências sociais que se articula de forma potencial para compreendermos com mais clareza como o campo das políticas de currículo no Brasil do século XXI vem se redirecionando. Os achados investigativos são significativos e potencializadores em razão de ora fixar sentidos e significados e ora se caracterizarem de forma circunstancial e parcializada.</p> Rafael Ferreira de Souza Honorato, Maria Zuleide da Costa Pereira, Letícia Ramos Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3004 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 PROFESIÓN, POSGRADO Y PEDAGOGÍA: https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3282 <p>El artículo presenta parte de los hallazgos de una investigación sobre la formación doctoral de profesores de la Universidad de Guayaquil, Ecuador que cursan sus estudios de posgrado en educación en una universidad argentina. La investigación se desarrolló en el marco de una estancia académica de estudios posdoctorales mediante beca otorgada por la Asociación Universitaria Iberoamericana de Posgrado (AUIP). Desde un enfoque metodológico biográfico-narrativo, el estudio arroja que los trayectos doctorales no son lineales ni definidos exclusivamente por cuestiones curriculares. Las narrativas de los docentes muestran que la profesión, la actualización y la condición biográfica, vincular y afectiva atraviesan los cotidianos del doctorado y se profundiza aún más cuando éste se realiza en el extranjero. El trabajo busca aportar al debate académico sobre la complejidad que asume la formación doctoral y lo tensionante que puede resultar para quienes emprenden la aventura de transitarla</p> Jonathan Ezequiel Aguirre Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3282 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 O PROFESSOR DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E AS REFORMAS EDUCACIONAIS https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3079 <p>A presente pesquisa tem por objetivo identificar e analisar como o professor se posiciona e responde em termos de atuação profissional, às pressões da política educacional orientada para a busca de resultados (ou desempenho) dos alunos frente às avaliações em larga escala, nas escolas de Ensino Fundamental (anos iniciais), no município de Rio Branco, Acre. O foco é a relação estabelecida entre professor-reforma-estratégias que esse profissional tem desenvolvido frente às exigências que têm provocado alterações em seu trabalho. Para tanto, se apoia em referenciais teóricos, como: Torres (2009); Freitas (2012); Ball (2004); Oliveira (2004); Ximenes (2012), Contreras (2002) e Giroux (1997). Os sujeitos da pesquisa são professores da rede municipal de Educação de Rio Branco – Acre que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental, priorizando-se os professores do 3º (terceiro) e 5º (quinto) anos. É um estudo de abordagem qualitativa com enfoque descritivo que visou à obtenção de dados com o suporte da entrevista semiestruturada e de questionário. A pesquisa identificou que significativas mudanças foram empreendidas na rede de ensino local com o regime de colaboração, reestruturando a organização do ensino, resultando em modificações no trabalho docente. Trabalho pedagógico dos professores tem sido direcionado por descritores do ensino e avaliações periódicas, tornando a ação do professor essencialmente regulada. Ao professor tem sido imputado a responsabilidade pelos resultados, produzindo como consequência a intensificação do seu trabalho e a restrição da autonomia profissional. As estratégias de enfrentamento têm se voltado fortemente para ações didático-metodológicas em detrimento às de natureza política.</p> Clícia Rodrigues da Silva, Elizabeth Miranda de Lima Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3079 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 INTERDISCIPLINARIDADE NO ENSINO DE GEOGRAFIA https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3311 <p>A interdisciplinaridade é uma realidade que não pode ser negligenciada pelo professor, pois passamos por um momento em que tal prática se faz necessária como estratégia pedagógica a fim de aproximarmos o aluno do conhecimento que se deseja transmitir a ele, ao mesmo tempo em que se criam conexões entre diferentes disciplinas. Nesse sentido, este artigo tem a função de promover por meio do romance – “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, uma possibilidade interdisciplinar entre Geografia e Literatura, tendo o conceito de Lugar como referencial teórico para as discussões críticas presentes no romance, uma vez que Azevedo expõe uma realidade vivida por moradores de cortiços da cidade do Rio de Janeiro dos fins do século XIX e que podem ganhar novos olhares por meio da Geografia e do conceito de Lugar aqui trabalhado. Para tanto, buscamos uma metodologia que dialogasse com as diferentes visões de alguns autores selecionados acerca do referido conceito e como essa categoria de análise pode ser depreendida por meio de uma leitura do romance, onde o lugar ganha novos significados através da produção e reprodução dos personagens pelo espaço vivido por eles.</p> Rafael Alves de Freitas, José Silvan Borborema Araújo Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3311 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 CASAIS ENTRONIZADOS https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3193 <p>O presente artigo tem por objetivo refletir frente aos discursos visuais das fotopinturas que compõe as famílias Kraiczy, Volorate e Goronze, que perfazem alguns elementos para abordar este objeto de pesquisa fotográfico na região central do Paraná. É relevante este trabalho sobre as imagens dos casais de origem ucraniana, que participaram da formação do imaginário desta região paranaense na metade do século XX, em relação à análise de alguns aspectos que o referenciaram enquanto representações e práticas culturais, bem como suas contradições, disputas e permanências que engendraram os vários discursos sobre os embates territoriais do centro paranaense; cujas expressões visuais e dentro do ambiente rural e urbano, proporcionam uma idealização visual no interior de suas residências, servindo como um modelo de percepção de memória. A metodologia de análise das imagens deste cenário está relacionada ao contexto de todos os elementos presentes nas fotopinturas, do mesmo modo que a descrição de dados pertinentes a especificidade dos âmbitos pesquisados.</p> Helena de Oliveira Andrade, Valdir Machado Guimarães, Daniely Maçaneiro Ricardo Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3193 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ENSINO DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA: https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3244 <p>O presente trabalho apresenta o resultado de um mapeamento de artigos publicados na Revista Educação Especial com a temática inclusão no Ensino de Ciências e Matemática no período de 2000 a 2018. O objetivo foi conhecer como os pesquisadores desse ensino estão desenvolvendo essa temática no Brasil. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica cujo dados foram analisados a partir da abordagem quantitativa. A revista publicou 625 artigos nesse período, mas somente 21 foram desenvolvidos no Ensino de Ciências e Matemática. Assim, esses 21 artigos foram analisadas a partir da organização de fichas onde foram registrados: áreas do ensino de Ciências (ciência, química, física e biologia) que mais desenvolveram trabalhos com esses alunos, que tipo de aluno especial os pesquisadores mais trabalharam, autores, instituição de origem, região e os temas mais desenvolvidos pelos pesquisadores. Os resultados mostraram que as áreas que mais desenvolveram trabalhos com alunos especiais nessa revista foram a biologia e matemática. As instituições que mais publicaram foram as públicas da região sul do país e os tipos de alunos especiais que os autores mais desenvolveram seus trabalhos foram alunos com deficiência visual, seguido dos surdos. Os artigos, em sua maioria, apresentaram resultados de pesquisa que não envolvem temas específicos de Ciência, ou seja, os temas envolvem reflexão sobre esse ensino para alunos com NEE.</p> Rafael Soares Silva, Carmem Lúcia Costa Amaral Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3244 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 O PROFESSOR DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E A ORGANIZAÇÃO DO TEMPO ESCOLAR https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3080 <p>O presente artigo apresenta alguns dos resultados da pesquisa realizada durante o mestrado em educação. O problema central condutor da pesquisa foi identificar como no ambiente escolar o professor da primeira etapa do Ensino Fundamental, no município de Rio Branco, Acre, organiza o tempo escolar e como esta organização interfere na aprendizagem dos alunos. A análise dos dados deu-se com base no diálogo com algumas categorias do materialismo dialético, como mediação, práxis e trabalho, em articulação com a especificidade do espaço escolar. As principais conclusões revelam que a concepção de tempo escolar dos sujeitos envolvidos é de um tempo cronológico desvinculado das necessidades dos sujeitos, o livro didático assume, em situações, o papel de condutor do processo de organização do tempo, os alunos demostram gostar da escola, mas percebem que suas necessidades integrais não são atendidas neste ambiente. Defende-se, portanto, a proposta de uma educação na qual todos os sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem tenham uma intencionalidade comum que reflita na práxis comprometida e responsável dos sujeitos, sejam eles educadores e educandos.</p> Maria Aparecida De Souza Vangiler, Elizabeth Miranda de Lima Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3080 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 VISUALIDADE, LÍNGUA DE SINAIS E CONHECIMENTO PRÉVIO https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3142 <p>O ensino para surdos demanda reflexões teóricas e práticas eficazes, partindo-se da condição linguística desses alunos – Libras como L1 e Língua Portuguesa como L2 (BRASIL, 2002; 2005). Este artigo busca refletir sobre três elementos fundamentais para a efetiva realização desse ensino: Visualidade, Língua de sinais, Conhecimento prévio. Para isso, recorre-se a pesquisadores que se debruçam sobre as respectivas temáticas referentes à importância do uso de recursos visuais e imagéticos, à importância da perspectiva bilíngue - língua de sinais como língua de instrução e de contato do aprendiz surdo e Língua Portuguesa escrita - e à consideração sobre o conhecimento que o aluno surdo traz para o contexto escolar (BAKTHIN, 1990, 1997, 1998; QUADROS, 1997; 2017; FERNANDES, 2006; CAMPELLO, 2007; KOCK, ELIAS, 2007; PEREIRA, 2009; LEBEDEFF, 2010; SANTAELLA, 2012).</p> Osilene Maria de Sá e Silva da Cruz, Viviane Da Silva Pinheiro Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3142 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 PREGUNTAS INICIALES EN UN PROCESO DE AUTOEVALUACIÓN Y AUTOCALIFICACIÓN DEL ALUMNADO https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3291 <p>Este artigo analisa as respostas dos professores em treinamento de duas carreiras diferentes a três perguntas levantadas na primeira turma do ano de 2019: O que eu quero aprender durante este ano? O que eu quero sentir durante esse processo? O que estou disposto a fazer para aprender e sentir o que proponho? A estratégia questiona o início de uma estratégia didática muito complexa e poderosa, que é a autoavaliação e qualificação dos alunos. Este texto faz parte de uma investigação em que o que aconteceu com essa estratégia didática em diferentes disciplinas e carreiras de formação de professores foi registrado por dez anos.</p> Sebastián Trueba Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3291 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 DIFERENÇA DE GÊNERO E A POLÍTICA EDUCACIONAL DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO - PNE (2014-2024) https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3370 <p>Este texto tem como objetivo discorrer sobre a possibilidade de pensar a diferença de gênero no Plano Nacional de Educação - PNE após a supressão dos termos gênero e sexualidade no texto original do Projeto de Lei nº 8.035/2010. O argumento baseia-se no fato de que o PNE, sobretudo na sua diretriz III do Art. 2º, apresenta apagamentos da diferença de gênero, mas também lacunas pelas quais é possível fazê-la emergir. Quando tal diretriz substitui os termos gênero e sexualidade e traz menção à “erradicação de todas as formas de discriminação” a lacuna se apresenta. Nesse sentido, é impossível falar de erradicação de discriminação sem situar o objeto discriminado. Metodologicamente, o artigo está sustentado pela teoria e filosofia pós-estruturalista e explora temas como gênero, política, currículo, diferença, educação. Conclui-se que é possível pensar a diferença de gênero por meio das brechas nas políticas educacionais, subvertendo o currículo e tornando possíveis outras formas de viver.</p> João Paulo Lopes dos Santos Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3370 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 GESTÃO E AÇÃO DAS POLÍTICAS ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL NA UFAC https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3379 <p>Este trabalho apresenta resultados de uma pesquisa realizada na Universidade Federal do Acre (UFAC) Campus Sede, e teve como objetivo a análise dos processos de materialização do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) no contexto da criação da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAES). Para tanto, o estudo pautou-se na materialização de uma ação de Assistência Estudantil (AE) especifica, a saber: Programa Pró-Inclusão. Considerou-se como instrumento de pesquisa os editais publicados pela instituição dos períodos de 2013 a 2019, buscando identificar: o contingente de estudantes dos cursos de graduação beneficiados pela ação; a proporção da demanda em relação à oferta da ação; os cursos que atendem o maior número de estudantes bolsistas. Como resultados das questões suscitadas, tem-se que, 2.123 (dois mil, cento e vinte e três) estudantes foram beneficiados; um equilíbrio nos primeiros anos (2013 a 2015; coeficiente menor de 01 por vaga) e significativa distorção nos anos seguintes (2016 e 2019; valor superior a 01 por vaga); Engenharia Florestal, História Licenciatura e Geografia Licenciatura, são os cursos que ocupam os três primeiros lugares em relação ao atendimento dos estudantes bolsistas.</p> Adão Rogério Xavier Silva, Markc Clark Assen de Carvalho Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3379 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 ESCRITURA ACADÉMICA, RELATOS DE EXPERIENCIA Y GIRO NARRATIVO EN EL ENCIERRO GLOBAL https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3780 <p class="Corporesumoabstract">Este artículo lo escribimos en una conversación que se inició en una investigación y se extendió luego de la defensa de una tesis doctoral (1), en momentos de encierro global provocada por la pandemia del coronavirus. Mediante él, pretendemos abordar el problema de la escritura en el campo académico desde una doble perspectiva: el de una argumentación a favor de la relevancia imperiosa de las narrativas de experiencia para conocer los mundos de la vida y las experiencias que viven los sujetos en los bordes de la vida social, y para aprender de ellos; el de la presentación de un relato de experiencia de formación construido a partir del abordaje interpretativo y hermenéutico de los relatos de sí de una persona que padece y escribe en el encierro, como una oportunidad para aproximarnos a un saber que tal vez tenga algo para decirnos en el nuevo contexto. A partir de esta doble mirada, ponderamos las potencialidades de la narrativa biográfica como modo de investigación y como género discursivo válidos para una comprensión más sutil, vital y significativa de los procesos de formación y para sobre-vivir en un nuevo mundo, diferente al que hemos estado sufriendo. En cierto modo, este texto bifronte pone en conversación por lo menos a tres sujetos de enunciación: una ex-tesista de doctorado que ya inició sus estudios de posdoctorado (Cynthia Bustelo), un ex-director de tesis y ahora colega de la ex-tesista (Daniel Suárez), y una persona que atravesó una experiencia formativa en la cárcel y que se dispuso a contar su historia de formación (Liliana Cabrera). También trae al diálogo a algunos autores que han pensado y escrito acerca del viraje narrativo del pensamiento social.</p> <p class="Corporesumoabstract">&nbsp;</p> Daniel Suárez, Cynthia Bustelo Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3780 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 CONTRIBUIÇÕES DE STEPHEN BALL E COLABORADORES PARA O ESTUDO DE POLÍTICAS DE CURRÍCULO https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3373 <p>O presente texto apresenta algumas das formulações teóricas do sociólogo inglês Stephen Ball que podem contribuir para o estudo de políticas curriculares. Trata-se de uma breve explanação da “abordagem do ciclo de políticas” (<em>policy cycle approach</em>) e da “teoria da atuação” (<em>theory of policy enactment</em>), evidenciando constructos que convocam pesquisadores do campo de Políticas Educacionais a transcender a compreensão de que as políticas são imposições, algo que vem “de cima para baixo”, que alguém planeja e escreve, fixa em um texto, e outra pessoa “implementa”. Para Ball e colaboradores, os profissionais envolvidos no ato de interpretação da política e no ato de materialização dos textos em ações práticas, têm força e importância equivalentes em relação aos demais sujeitos e agentes que participam das formulações discursivas e da produção das políticas. Asseveram assim, que a produção de políticas educacionais é um processo ininterrupto e inevitavelmente marcado por disputas entre grupos com interesses conflitantes, na qual os textos são tentativas contínuas de reinvenção das práticas da mesma maneira que as práticas traduzem constante recriação dos textos.</p> Rubia Carla Donda da Silva, Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3373 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 MATERIAL ESTRUTURADO PARA ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS SURDOS-AUTISTAS A PARTIR https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3805 <p class="Corporesumoabstract">A alfabetização de alunos com necessidades educacionais especiais é um tema muito debatido e desafiador para os profissionais que atuam como mediadores no processo de aquisição da leitura e da escrita. Muitos métodos não favorecem o olhar sobre os gostos individuais e a realidade de vida aluno. Desta forma, este trabalho tem por objetivo apresentar um modelo de Material Estruturado para Alfabetização de Alunos Surdos-autistas a partir de preferências de interesse do aluno, baseado numa perspectiva visual de alfabetização. Visto que os alunos com estas necessidades educacionais específicas, aprendem melhor por meio de recursos visuais que possibilitem ampliar o reportório linguístico, social e cultural. O artigo apontará algumas considerações sobre a educação de surdos e características do Transtorno do Espectro Autista (TEA) de forma objetiva, procurando elucidar questões importantes que antecedem a preparação do material pedagógico individualizado, buscando favorecer a aprendizagem da leitura e da escrita com compreensão.</p> Dora Vieira da Costa, Viviane de Oliveira Freitas Lione Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3805 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500 PERFOMANCES NA ENCRUZILHADA https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3246 <p>Resenha de:</p> <p>SANTOS, D. S. <strong>Como fabricar um gangsta: masculinidades negras nos videoclipes de Jay-Z e 50 Cent.</strong> Salvador: Devires, 2019.</p> Thiago Cazarim, Jadson Chagas Copyright (c) 2020 REVISTA COMMUNITAS http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/3246 Sex, 29 Mai 2020 00:00:00 -0500