Brincadeiras

espaços de interações e subjetivações

Palavras-chave: Criança. Brincadeiras. Subjetividades. Jogo de poder.

Resumo

O artigo analisa experiências vivenciadas em uma turma do curso de Pedagogia, desenvolvido pela Universidade Federal do Acre, por meio do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR), na cidade do Jordão-AC, Brasil, envolvendo professores, acadêmicos, crianças indígenas e não indígenas. A observação realizada pelos acadêmicos e pela professora da disciplina se constituiu em estratégia para coleta das informações dos dois momentos: em uma escola indígena, na aldeia Altamira, e em uma escola da cidade do Jordão. As observações foram registradas em diário de campo, tendo como foco de atenção as brincadeiras e seus desdobramentos com as crianças, nesses dois espaços sociais diferenciados. Teve como objetivo descrever, analisar e diferenciar essas duas experiências, pela relevância dos fragmentos, para o debate da formação de professores. Para análise, foi mantido diálogo com Foucault (2000-2005-2014 2017), Hall (1997 - 2002), como também com autores que dialogam com esses pensadores. Nesse percurso, evidenciamos diferenças e aproximações das brincadeiras, nesses dois espaços, e o quanto estas atravessam a subjetivação.

Referências

ACRE. Prefeitura Municipal de Rio Branco. Currículo de Referência Único do Acre para a Elaboração: educação Infantil. Equipe de Educação infantil. SEE/SEME, 2019.

ARROYO, M. G. Outros Sujeitos, Outras pedagogias. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.

CANDAU, V. M. F. (Org.). Didática Crítica Intercultural: aproximações. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.

MORAIS, M. J. Acreanidade, invenção e reinvenção da identidade acreana. Rio Branco: Edufac, 2016.

FOUCAULT, M. A ordem do Discurso: aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. Tradução de Laura Fraga de., 2005.

FOUCAULT, M. A arqueologia do Saber. 6. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2000.

FOUCAULT, M. Vigiar e Punir: nascimento da prisão; tradução de Raquel Ramalhete. 42. ed. Petropólis, RJ: Vozes, 2014.

FOUCAULT, M. Microfísica do poder. Organização e revisão técnica de Roberto Machado. 6. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2017.

LARROSA, J. Pedagogia profunda: dança pirueta e mascaradas. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

NARODOWSKI, M. Infância e Poder: a conformação a Pedagogia Moderna; tradução de Mustafá Yasbek. Bragança Paulista: Editora da Universidade São Francisco, 2001. 200p. (Coleção Estudos CDAPH. Série Historiografia).

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução Tomaz Tadeu da Silva, Guaracira Lopes Louro. 7. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

HALL, S. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções do tempo. Educação e Realidade, 1997. Disponível em: file:///C:/Users/LUANAM~1/AppData/Local/Temp/71361-296141-1-PB.pdf. Acesso em: 10 jul. 2020.

SERPA, A. (Org.). Espaços culturais: vivências, imaginações e representações. Salvador: EDUFBA, 2008.

SILVA, T. T. (Org.). Liberdades Reguladas: a pedagogia construtivista e as outras formas de governo do Eu. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998.

SILVA, T. T. S. (Org.). A produção da identidade e da diferença. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2000.

Publicado
2020-12-07
Como Citar
Loureto, M. B., & Pessoa, V. I. F. (2020). Brincadeiras: espaços de interações e subjetivações. Muiraquitã: Revista De Letras E Humanidades, 8(2), 15. https://doi.org/10.29327/210932.8.2-10