BICHAS, O DOCUMENTÁRIO

HISTÓRIAS DE HOMOFOBIA E EMPODERAMENTO EM UMA LEITURA QUEER

  • Sulivan Charles Barros Universidade Federal de Goiás
Palavras-chave: Orientação Sexual. Sexualidade. Cinema. Documentário.

Resumo

 As narrativas cinematográficas exercem grande poder sobre o público. Elas veiculam e constroem relações de gênero e sexualidades o que torna de extrema relevância a investigação dos discursos/práticas/efeitos do cinema na constituição de valores e representações sociais. O cinema foi priorizado aqui como um lócus de criação marcado pela experiência das identidades de gênero, sexualidade, desejos e afetos e pela possibilidade de ser o cinema um recurso didático que possibilita a construção do 23 conhecimento social. Neste sentido, foi analisado, em uma leitura queer, o documentário Bichas de Marlon Parente que trata da história de seis jovens homossexuais nordestinos. Os personagens aparecem para o público, contando como se “assumiram” para as famílias, como enfrentaram reações e como lidaram/lidam com situações de homofobia em locais públicos. O documentário, a partir da fala destes jovens, sugere que a palavra “bicha” pode/deve ser usada como forma de empoderamento da comunidade homossexual. Palavras-chave: cinema; homofobia; Teoria Queer

Referências

BUTLER, J. Problemas de Gênero. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

DIAS, B. O I/Mundo da Educação em Cultura Visual. Brasília: Editora da Pós-Graduação em Artes da UNB, 2011.

FOUCAULT, M. Arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1997.

HALL, S. A Identidade Cultural na Pós-Modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

JENKINS, K. A História Repensada. São Paulo: Contexto, 2001.

LAURETIS, T. “Imagenação”. Cadernos de pesquisa e debate do Núcleo de Estudo de Gênero da UFPR, Curitiba, n. 2, dez/2003, pp. 1-79.

MISKOLCI, R. “A Teoria Queer e a Sociologia: o desafio de uma analítica da normalização” In. Sociologias. Porto Alegre, ano 11, nº 21, jan./jun. 2009.

NEPOMUCENO, M. A. “O colorido cinema queer: onde o desejo subverte imagens”. In. Anais do II Seminário Nacional Gênero e Práticas Culturais – culturas, leituras e representações. João Pessoa, UFPB, 2009.

PARENTE, M. Eu sou Bicha! Entrevista especial com Marlon Parente. Disponível em: https://goo. gl/YYXEEq. Acesso em 27/08/2016.

SILVA, M. R. N. da. “Madame Satã: uma estética marginal”. In. NÓVOA, J. (Org.). Cinema-História: teoria e representações sociais no cinema. Rio de Janeiro: Apicuri, 2008.

SONTAG, S. Contra a Interpretação. Porto Alegre: L&PM, 1997.

SPIVAK, G. C. Pode o Subalterno Falar? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.

WALSER-LANG, D. “A Construção do masculino: dominação das mulheres e homofobia” In. Estudos Feministas. Florianópolis, 9 (N.E.), agosto-dezembro, 2001.

WALSER-LANG, D. “Décontruire le masculin, problèmes épistémologiques”. In. SOHN, A. M; THÉLAMON, F. L’Histoire sans les femmes est-elle possible? Paris: Perrin, 1997.

Publicado
2017-06-30
Como Citar
Barros, S. C. (2017). BICHAS, O DOCUMENTÁRIO: HISTÓRIAS DE HOMOFOBIA E EMPODERAMENTO EM UMA LEITURA QUEER. Muiraquitã: Revista De Letras E Humanidades, 5(1). https://doi.org/10.29327/216343.5.1-4
Seção
ARTIGOS