https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/issue/feed MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES 2020-02-03T15:08:10-05:00 Gerson Rodrigues Albuquerque gerson.ufac@gmail.com Open Journal Systems <p><strong>ISSN: 2525-5924&nbsp;</strong></p> https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/3249 ENSINO E APRENDIZAGEM DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA, SEGUNDA LÍNGUA/LÍNGUA ADICIONAL: DIÁLOGOS COM ESTUDOS DE LÍNGUA(GENS) DE CARÁTER MULTI/INTER/TRANS/INDISCIPLINAR 2020-01-31T08:23:24-05:00 Shelton Lima de Souza mail@mail.com Paula Tatiana da Silva mail@mail.com 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2764 O EXAME CELPE-BRAS COMO POLÍTICA GATEKEEPING PARA A NATURALIZAÇÃO NO BRASIL 2020-01-31T08:24:31-05:00 Renata Anunciação renatafma@gmail.com Helena Regina Esteves de Camargo hlncamargo@gmail.com <p>Neste trabalho, propomos uma reflexão sobre a política linguística que estabelece a exigência do exame Celpe-Bras em processos de naturalização e sobre as consequências que ela poderia ter no acesso ao exercício de cidadania por migrantes no país. Para tanto, analisamos tal exigência com base nos pressupostos teórico-metodológicos do Celpe-Bras (RODRIGUES, 2006; COSTA &amp; CARVALHO, 2013),&nbsp; para refletir sobre quais ideologias linguísticas (WOOLARD, 1998; MCCARTY, 2011) constituem essa nova política linguística para migração e refúgio no Brasil. Concluímos que essa exigência se configura como uma política linguística verticalizada (BIZON &amp; CAMARGO, 2018),&nbsp; racializada e assimilacionista (BLACKLEDGE, 2006; EREL et al., 2016) que reforça os processos de despossessão e de não reconhecimento (BUTLER &amp; ATHANASIOU, 2013) a que essas populações estão submetidas, operando como instrumento de <em>gatekeeping</em> (EREL et al., 2016; TRIANDAFYLLIDOU, 2014; PENNYCOOK, 1994) ou dificultando seu acesso ao exercício de cidadania.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2894 LÍNGUA PORTUGUESA COMO PASSAPORTE PARA A CIDADANIA: ESTUDO DE CASO COM IMIGRANTES HAITIANOS NO IFRS – CAMPUS BENTO GONÇALVES 2020-01-31T08:25:04-05:00 Carina Fior Postingher Balzan cfpbalzan@gmail.com Leandro Rocha Vieira leandro.vieira@bento.ifrs.edu.br Júlia Sonaglio Pedrassani juliaspedrassani@gmail.com <p>O artigo aborda o ensino da língua portuguesa para imigrantes haitianos desenvolvido no Curso de Extensão para imigrantes e refugiados do IFRS-Campus Bento Gonçalves. A abordagem teórica que ampara a proposta metodológica do curso é a de língua de acolhimento, dada a condição desses sujeitos, que chegam em situação de vulnerabilidade social, geralmente com pouquíssimos recursos financeiros e desgastados pelo processo migratório, agravado, ainda, pelo rompimento dos laços familiares, linguísticos e culturais. A pesquisa, de caráter exploratório, realizou um estudo de caso com os participantes do Curso, com aplicação de questionário, em que se buscou traçar o perfil sociocultural do grupo investigado. Os resultados permitem conhecer melhor os imigrantes, suas reais necessidades em relação à língua portuguesa, e auxiliam no delineamento de metodologias de ensino e materiais didáticos apropriados à turma, tornando o processo de ensino e de aprendizagem mais significativo e contribuindo, assim, para a integração social deles.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2912 PORTUGUESE TILES: A PROJECT-BASED LEARNING EXPERIENCE 2020-01-31T08:25:37-05:00 Renato Alvim ralvim@csustan.edu Silvia Ramos Sollai silviasollai@gmail.com <p>This mixed-methods study examines the interrelated nature of a target language and culture acquisition and project-based learning (PBL) at a U.S. West Coast university. From researching to creating their own Portuguese-style tiles as the public cultural products of practices and perspectives at a Portuguese World Language class, instruction and learning are triangulated under the theoretical tenets of PBL and World Languages (WL) approaches. PBL is grounded in crosscutting design principles of real-world utility (CONDLIFFE et. al, 2017). Similarly, WL reflects the increasing importance of the five Cs in learner-centered and proficiency-oriented instruction for a globalized world (KATRADIS, FOX &amp; TIAN, 2017). Results show that while experiential learning has become an increasingly central component of capacity building, the ongoing debate regarding how to implement intercultural communication and global competence skills continues (ACTFL, 2012).</p> <p>KEYWORDS: Project-Based Learning (PBL). Portuguese World Language (PWL). The five Cs. Learner-centered and proficiency-oriented instruction. Cultural products, practices, and perspectives.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2754 ENCONTRO COM A LINGUAGEM DO POVO HUNI KUIN: CURRÍCULO EM DEVIR 2020-01-31T08:26:36-05:00 Valda Inês Fontenele Pessoa valdapessoa@yahoo.com.br <p>RESUMO: &nbsp;O artigo alinhava contribuições ao conceito de currículo do devir, veiculado em um artigo anterior. A metodologia pautou-se no levantamento da literatura pertinente à temática e a produção de currículos diferenciados, esboçados nas duas últimas décadas, veiculados em dissertações e teses originárias de Programas de Pós-Graduação do norte do Brasil. Resgata-se discussões acerca dos desenhos curriculares e articula-se a duas metáforas da linguagem Huni Kuin, oferecendo outras possibilidades que superem o cerceamento das propostas nacionais. A compreensão do conceito de currículo em devir está articulada à perspectiva dos estudos de Deleuze (1988; 2003), no qual os sujeitos do processo educativo assumem eticamente o protagonismo das ações, embasados em estudos, diálogos e reflexões, sem a submissão a outros que não vivenciam a escola. Para Deleuze a arte seria o apogeu do processo de articulação da linguagem. O artista incumbe-se do processo de ressignificação dos signos, libertando-os das âncoras sociais que os aprisionam. O currículo do devir teria esse desenho, livre, polissêmico, aberto à criação de possibilidades. Duas metáforas da linguagem Huni Kuin são articuladas por conter um potencial explicativo capaz de esclarecer o conceito de currículo do devir: <em>Yube </em>(jibóia) e <em>Kene ku </em>(desenhos verdadeiros), revertendo a ordem predominante do desenho arbóreo que orienta os currículos.</p> <p>Palavras-chave: Linguagem. Indígena. Currículo. Devir. Metáfora.</p> <p>&nbsp;</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2907 MULTILINGUISMO NA ESCOLA: CRENÇAS E ATITUDES LINGUÍSTICAS DE PROFESSORES DE LÍNGUA PARA/COM IMIGRANTES REFUGIADOS EM ESCOLAS PÚBLICAS DE CHAPECÓ 2020-01-31T08:27:21-05:00 Cristiane Horst cristianehorst79@gmail.com Julia do Nascimento Bertiotti jbertiotti@gmail.com <p class="western" align="justify"><span style="font-size: small;">RESUMO: O ensino de</span><span style="font-size: small;"> língua portuguesa influencia no processo de integração social de estudantes em situação de refúgio e o professor tem grande importância nesse processo. Por isso, procura-se identificar e descrever crenças linguísticas de professores de línguas que lecionam em uma mesma sala de aula a alunos brasileiros e alunos imigrantes refugiados ou filhos de pessoas nessa situação. Procura-se investigar de que forma os professores se portam no acolhimento de diferentes culturas dentro dos espaços escolares, na promoção da tolerância e na inserção desses indivíduos nos contextos social e escolar. A partir da identificação das crenças, percebe-se como a formação dos professores e o suporte dado pelas instâncias organizacionais e políticas influenciam no que se refere a propiciar melhores condições para promover a manutenção e integração linguística e cultural e a sensibilização à diversidade no espaço escolar.</span></p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2799 LUSOFONIA TRADUZIDA NA ANGLOFONIA: UMA PENETRAÇÃO DE METÁFORAS NO INSTAGRAM 2020-01-31T08:27:56-05:00 Carlos Henrique Teixeira de Araújo carlosaraujoliber@gmail.com Christiane Pinheiro Christiane Pinheiro Domingues Lima christiane.pinheiros@gmail.com <p>Este trabalho pretende apresentar um breve panorama da interpenetração da cultura brasileira traduzida literalmente para a língua inglesa. Dessa forma, analisa-se o perfil da rede social <em>Instagram </em>@greengodictionary a fim de averiguar esse intercâmbio cultural e a maneira como as expressões coloquiais de língua portuguesa são traduzidas para a língua inglesa, ou seja, quais considerações são feitas e quais critérios são levados em consideração. Além do mais, investiga-se a força e o impacto sociocultural que a língua portuguesa tem na <em>internet</em> e nos espaços anglófonos. Mesmo que o intuito do perfil seja o caráter humorístico, pensa-se se seria possível uma tradução, ou melhor, um intercâmbio de expressões traduzidas.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2905 LÍNGUA PORTUGUESA COMO L2 PARA SURDOS: ANÁLISE DOS ELEMENTOS LINGUÍSTICOS E TEXTUAIS EMPREGADOS POR UM ESTUDANTE SURDO BILÍNGUE 2020-01-31T08:28:41-05:00 CARLOS ANTONIO JACINTO carlos.jacinto@ufv.br MICHELLE NAVE VALADÃO michelle.nave@ufv.br ADRIANA DA SILVA adriana.silva@ufv.br <p>Em uma sociedade multiletrada, a aquisição da Língua Portuguesa (LP) escrita, para os surdos, é primordial para a inserção, além de ampliar o universo sociocomunicativo. Diante disso, buscou-se analisar textos de um surdo bilíngue do ensino médio, visando identificar a influência da Libras nas produções em LP. A metodologia utilizada foi qualitativa, baseada na investigação bibliográfica e na pesquisa documental. Na análise das produções foram identificados os movimentos linguísticos a partir de elementos textuais como coesão e coerência. Os resultados demonstraram que o aluno realizou pequenas produções, na sua maioria descritiva, e que em alguns trechos houve rupturas na coesão. Constatou-se a influência da Libras na estrutura da LP, a qual foi atribuída como produto de uma interlíngua. Os achados mostram ser necessário a reflexão sobre a formação de professores de línguas, através do foco em questões metodológicas que considerem e valorizem as diversidades linguísticas, culturais e sociais dos surdos.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2935 O EXAME CELPE-BRAS: DISCUSSÕES PRELIMINARES SOBRE ALGUMAS LIMITAÇÕES E USOS 2020-01-31T08:29:19-05:00 Natalia Moreira Tosatti nataliatosatti@yahoo.com.br <p>O presente trabalho faz parte uma pesquisa em andamento que tem como propósito analisar o desempenho de&nbsp; candidatos ao Programa Estudantes Convênio (PEC), oriundos de Países Africanos de Língua Oficial Português (PALOP), no exame de proficiência em língua portuguesa, Celpe-Bras. Considerando o construto em que se baseia o exame e os seus propósitos avaliativos, questionamos o uso desse exame como instrumento adequado para medir a proficiência desses estudantes. Apresentaremos aqui nossas primeiras impressões e algumas problematizações, a partir dos dados fornecidos até o momento pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), instituição responsável pelo exame.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2019 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2769 OS DESAFIOS DO ENSINO DE PLAc PARA OS INDÍGENAS WARAO EM BELÉM 2020-01-31T08:30:03-05:00 Ana Paula Brandao apbrandao7@gmail.com Flávio da Silva letras.flavio@gmail.com Samily dos Santos lasimyroseas@gmail.com <p>O artigo tem como objetivo apresentar uma experiência de ensino de PLAc para os indígenas da Warao, em projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (que teve início em janeiro e término em dezembro de 2018). Desde 2014, os Warao estão migrando da Venezuela para o Brasil por causa da crise econômica no país deles. Com o fim de favorecer as relações entre os Warao e a sociedade brasileira, começamos a ensinar português para eles no abrigo onde moravam. Para o ensino de PLAc, utilizamos das abordagens comunicativa e intercultural com base em autores como Caels (2016), Lopez (2016), Costa e Taño (2017), Cardoso (2018), São Bernardo e Barbosa (2018) e Bulegon e Soares (2019). As reflexões feitas indicam que é imprescindível conhecer e valorizar o perfil sociolinguístico dos alunos, além de abrir espaço para que eles reflitam e promovam ações com reflexos diretos no cotidiano.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2788 ENTRE A INCLUSÃO E A EXCLUSÃO: CAMINHOS DA EDUCAÇÃO DE SURDOS NO BRASIL 2020-01-31T08:30:44-05:00 CLEIDE PEDROSA cleidepedrosa@oi.com.br <p>Vive-se, na atualidade, em sociedades que enfrentam seus extremos dicotômicos. As relações de poder establecidas nelas fazem suas próprias vitimas de exclusão (ORTÚZAR, 2016). Essas questões são priorizadas por pesquisadores em Análise Crítica do Discurso (ACD) (FAIRCLOUGH, 2008); cujo objetivo princiapal é estudar as práticas sociais a partir da perspectiva dos grupos dominados. Ao assumir essa área, escolhemos a comunidade surda como grupo vulnerável e&nbsp; o objetivo de analisar, linguístico-sociodiscursivamente, fragmentos de documentos que apontam para as reivindicações dos surdos quanto ao seu direito a uma educação bilíngue, a sua cultura e a sua identidade. A metodologia utilizada será aplicada, qualitativa e interpretativista. Os <em>corpora</em> são Lei&nbsp; e Decreto da Libras (2002; 2005); Carta reivindicativa de doutores surdos (2012); depoimento de audiência pública (2019). Os resultados indicaram que os documentos&nbsp; oferecem condições de recuperar a memória discursiva e sociohistórica da comunidade surda e sua luta por uma educação bilingue.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2895 O DESENVOLVIMENTO DE CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA EM PORTUGUÊS LÍNGUA ADICIONAL/ESTRANGEIRA: PROPOSTA DE TAREFAS INTEGRADAS PARA OS NÍVEIS A1 E A2 DO QUADRO EUROPEU COMUM DE REFERÊNCIA PARA AS LÍNGUAS NO CONTEXTO DO PROGRAMA IDIOMAS SEM FRONTEIRAS 2020-02-03T15:08:10-05:00 Luciana Pilatti Telles lupilatti@gmail.com Luciene Bassols Brisolara bluciene@gmail.com <p>Em pelo menos três módulos do IsF - Português para Estrangeiros especificamente voltados para interações nos espaços universitários, há a previsão de produção e compreensão de textos orais. No presente artigo, discute-se a proposta de três tarefas integradas, duas para turmas de nível A1 e uma para estudantes de nível A2. Nessas tarefas, no ciclo de foco na forma, busca-se trabalhar mais intensamente com o desenvolvimento de consciência fonológica, como constelação de habilidades metacognitivas para a compreensão, manipulação e produção de elementos fonético-fonológicos. As tarefas ora propostas foram desenvolvidas a partir da abordagem orientada para a ação (WILLIS, 1996; PUREN, 2006; ELLIS, 2009) e estão contextualizadas nos planos dos seguintes cursos do IsF - Português para Estrangeiros: “Produção oral: interações acadêmicas”, “Português para Estrangeiros em ambiente universitário” e “Acolhimento em Português Brasileiro: conhecendo os espaços da universidade”.&nbsp;</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2840 POLÍTICA LINGUÍSTICA EM CONTEXTO DE IMIGRAÇÃO E REFÚGIO: O PLANEJAMENTO DO ENSINO DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA DE ACOLHIMENTO NO ÂMBITO DO DISTRITO FEDERAL 2020-01-31T08:32:14-05:00 Lorena Poliana Silva Lopes lorenpoliana@gmail.com Eduardo Melo Rebouças eduardomelo.reb@gmail.com Umberto Euzebio umbertoeuz@gmail.com <p>O tema norteador deste trabalho é o ensino de Português como língua não-materna a comunidades de imigrantes e refugiados, em caráter de política linguística e de política pública de acolhimento e de cooperação entre Estados-nação. Seu objetivo principal é dar visibilidade aos aspectos Planejamento de curso e Planejamento de aula de um curso de português como língua de acolhimento desenvolvido no Distrito Federal. Algumas questões relevantes são: (i) quais são os agentes comprometidos com esse planejamento?; (ii) qual a importância do planejamento para a implementação de um curso de línguas para refugiados e imigrantes?; e, (iii) quais são os elementos desse planejamento? Metodologicamente, adota-se as concepções teóricas de política linguística e de planejamento de Calvet (2007); Haugen (1964) e Rajagopalan (2013, 2014), e as concepções de planejamento de curso e de aula de Almeida Filho (1997, 2011) e Oliveira (2015). Como resultados parciais aponta-se que: (i) a elaboração e implementação do PLAc no DF têm sido viabilizadas por meio de parcerias como a do IMDH; (ii) há indícios de que a Secretaria de Estado de Educação do DF passou a se compromissa com essa política de acolhimento.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2903 PERCEPÇÕES SOBRE APRENDIZAGEM E USO DE LÍNGUA PORTUGUESA POR INDÍGENAS VENEZUELANAS DA ETNIA WARAO REFUGIADAS EM PACARAIMA/RR 2020-01-31T08:32:52-05:00 Ísis Pereira dos Santos mail@mail.com Cora Elena Gonzalo Zambrano coragonzalo@gmail.com <p>Este artigo objetiva analisar a necessidade de uso e aprendizagem da língua portuguesa por mulheres refugiadas venezuelanas indígenas da etnia Warao. Realizou-se uma pesquisa de campo com um grupo de vinte mulheres artesãs do abrigo indígena Janokoida, localizado em Pacaraima/RR, município de fronteira com a Venezuela. A problematização foi levantada no ambiente multilíngue de contexto migratório e fronteiriço a partir das percepções quanto à necessidade de aprendizagem e do uso da língua portuguesa. O estudo lançou mão da pesquisa-ação através de oficinas de ensino de português oferecidas às artesãs. A técnica de observação participativa foi importante para analisar o contexto das práticas linguísticas e o funcionamento do abrigo. Após uma análise qualitativa, os resultados indicaram diferentes percepções quanto ao interesse pela aprendizagem de português, como o uso da língua por necessidade comercial ou o não uso por resguardo de suas referências identitárias e pela intenção de curta permanência em território brasileiro.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2909 GÊNEROS TEXTUAIS EM PROPOSTAS DE PRODUÇÃO ESCRITA EM PROVAS DO EXAME CELPE-BRAS 2020-01-31T08:33:47-05:00 Jefferson Alves da Rocha jefferson.rocha16@gmail.com Judithe Genuíno Henrique judithegh@gmail.com Matheus de Almeida Barbosa matheusba@gmail.com <p>Este artigo consiste em analisar propostas de produção de texto com base nas teorias dos gêneros textuais. Para tratar do assunto, realiza-se o levantamento de algumas questões teóricas relacionadas ao trabalho com textos nas aulas de língua portuguesa. Há, dessa forma, o desenvolvimento da abordagem da língua que contempla os aspectos dos gêneros textuais. Há, ainda, algumas questões a respeito do mesmo trabalho realizado nas aulas de PLE. Para análise do presente artigo, observam-se as propostas de produção de texto das três últimas edições do Exame Celpe-Bras, mais especificamente, a terceira e a quarta tarefa das provas. Essa análise procurou investigar se tais propostas seguiam de fato a abordagem de um determinado gênero textual, corroborando com o processo de ensino-aprendizagem nas aulas de PLE.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2906 PORTUGUÊS E OUTRAS LÍNGUAS ROMÂNICAS: DESENVOLVIMENTO LINGUÍSTICO INTERSECCIONAL 2020-01-31T08:34:17-05:00 Lorena Torres Timo lorenatimo@gmaiol.com Dayana da Silva Gomes silvadaya07@gmail.com Priscylla Fernandes dos Santos pri.fds@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo apresentar estratégias de desenvolvimento linguístico de leitura e de escrita em consonância com os princípios do Método Eclético (LARSEN-FREEMAN, 2000) e da Abordagem Complexa (LARSEN-FREEMAN, 2016) ao considerar a homo e a heterogeneidade dos perfis de falantes de línguas românicas. Para tanto, propusemos a estudantes de uma instituição de ensino especializada em Português como Língua Adicional (PLA) atividades que considerassem a inteligibilidade existente entre línguas neolatinas. Os produtos pedagógicos gerados durante a pesquisa foram pautados nas competências receptivas que estas línguas podem incutir nos aprendizes. Conscientes da vantagem competitiva que possuem quanto à habilidade de compreensão e, consequentemente, quanto à habilidade de produção quando se considera as habilidades passivas e ativas de estudantes que dominam língua(s) de outras famílias linguísticas, aqueles que são proficientes em alguma língua latina percebem-se mais propensos e confiantes no aprendizado de outras línguas adicionais românicas.&nbsp;</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2780 ABORDAGEM COMUNICATIVA: ELO ENTRE O LIVRO “BEM-VINDO!” E O EXAME CELPE-BRAS 2020-01-31T08:34:45-05:00 José Wellisten Abreu de Souza josewellisten@hotmail.com GESILÂNDIA EVELYN DE OLIVEIRA MELO evelyn_phn@hotmail.com <p><strong>RESUMO</strong>: O Ensino de PLE vem sendo uma temática em ascensão. Com o objetivo de ratificar a presença da Abordagem Comunicativa dentro do Exame Celpe-Bras e detectar a presença dessa perspectiva no Livro Didático “Bem-vindo! é que analisamos estes materiais. Além disso, também sugerimos propostas de potencialização para as atividades. Para tanto, valemo-nos da leitura aos trabalhos de Almeida Filho (2013), Geraldi (1997) e Larsen-Freeman (1986). Metodologicamente, partimos de uma pesquisa qualitativa, que nos proporciona uma análise comparativa entre o esperado no Exame e o apresentado pelo LD. Foram definidos na nossa análise os seguintes critérios: atividades “não CELPE”, “quase CELPE” e “CELPE”. Por fim, confirmamos a presença da Abordagem Comunicativa nos materiais utilizados, observando a progressão dos níveis dentro dos materiais e verificamos a importância do professor como papel de potencializar dos recursos didáticos, quanto à intercessão entre o PLE e o Português LM, promovidas pela necessária reflexão.</p> <p><strong>PALAVRAS-CHAVE</strong>: Exame Celpe-Bras. Livro Didático “Bem-vindo!”. PLE. Abordagem Comunicativa.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2904 ENSINO E APRENDIZAGEM DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA DE ACOLHIMENTO (PLAC): SUBSÍDIOS PARA PRÁTICAS DOCENTES DIRECIONADAS 2020-01-31T08:35:16-05:00 Isabella Saliba Pereira Chilante isabellasaliba@gmail.com João Fábio Sanches Silva joaofabioss@yahoo.com.br <p>O Brasil, nos últimos anos, vem recebendo um grande fluxo de imigrantes, muitos vindos de países fronteiriços em situação de crise social, econômica e política, em busca de melhores condições de vida. Dentre os desafios enfrentados no novo país, encontra-se o idioma. A fim de suprir essa necessidade de comunicação efetiva por parte dos imigrantes, surgiu o conceito de Português como Língua de Acolhimento (PLAc). Considerando esta ser uma área emergente no Brasil, objetivamos neste artigo propor subsídios para práticas docentes direcionadas às necessidades do aprendiz partindo de aspectos linguísticos do imigrante em um curso de PLAc. Os dados foram coletados por meio de questionário e entrevista. Os resultados sugerem que o público imigrante possui características que os diferenciam dos aprendizes de português como língua estrangeira, devendo o professor da área de PLAc estar ciente dessas especificidades e priorizar atividades que vão ao encontro das necessidades desses alunos.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2892 O USO DO TEXTO LITERÁRIO NO ENSINO BILÍNGUE E MULTIMODAL DE PORTUGUÊS PARA CRIANÇAS SURDAS 2020-01-31T08:35:53-05:00 Renato Caixeta Silva daymgarcia@hotmail.com Renato Caixeta Silva daymgarcia@hotmail.com Luciana Freitas daymgarcia@hotmail.com <p>Partindo da necessidade dos alunos surdos aprenderem duas línguas distintas, simultaneamente,&nbsp; Libras e &nbsp;Língua Portuguesa, &nbsp;neste, propõe-se&nbsp; mostrar como&nbsp; um texto literário em português pode ser um recurso didático de ensino para o aprendizado de língua portuguesa como L2 e ao mesmo tempo &nbsp;ensino de Libras.&nbsp; Objetiva-se reflexões a respeito de ensino de línguas, sobre a multimodalidade, e quanto à elaboração de material didático dentro das perspectivas da surdez, como também mostrar como imagens e as diferentes línguas, podem contribuir para que alunos surdos se tornem usuários dessas duas línguas. &nbsp;Aspectos do material proposto são&nbsp; &nbsp;discutidas em conjunto com partes do material, do mesmo modo a avaliação sobre a implementação em dois diferentes contextos. Desta forma, aponta-se a riqueza do material e a relevância da orientação de ensino para implementação do material. Por fim, argumenta-se em favor de uma pedagogia de segunda língua para surdos que seja bilíngue e multimodal.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2874 O TRATAMENTO DA PRONÚNCIA NOS MATERIAIS DIDÁTICOS DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL 2020-01-31T08:36:42-05:00 José Henrique Santos Tavares jose.tavares@ifro.edu.br Natália Cristine Prado natalia.prado@unir.br <p>O objetivo desta pesquisa é analisar como os livros didáticos de português, como Língua Adicional (PLA), direcionam o ensino da pronúncia desse idioma para hispanofalantes. O material analisado é o primeiro módulo de PLA do e-Tec Idiomas Sem Fronteira. Pretende-se analisar os conteúdos que abordem, de forma direta ou indireta, a fonética, a fonologia do português (PB). A investigação é exploratória e fará uso de procedimentos diretos. Para o alcance dos objetivos propostos, realizamos a revisão da literatura sobre o ensino-aprendizagem de PLA, de fonética e fonologia e de pronúncia, que deram o embasamento teórico para o desenvolvimento da investigação. Com este estudo, observou-se que os áudios da mídia integrada priorizam apenas as variedades do português do sul do Brasil, o que pode estimular nos alunos uma falsa sensação de homogeneidade linguística, além de dificultar o ensino de pronúncia para os hispanofalantes residentes em regiões da fronteira amazônica</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2706 PORTUGUÊS COMO LÍNGUA DE ACOLHIMENTO PARA ACESSO A DIREITOS HUMANOS: POLÍTICAS LINGUÍSTICAS E REFLEXÕES A PARTIR DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS PARA MIGRANTES 2020-01-31T08:37:22-05:00 Priscila de Pinho Valente pixuv@hotmail.com <p>Diante da migração de senegaleses à cidade de Rio Grande, RS e das dificuldades linguísticas que encontram para suprir as suas necessidades de sobrevivência, percebemos a falta de uma política linguística de impacto social voltada para este grupo. Neste artigo, discutimos propostas metodológicas para o ensino de português como língua de acolhimento<span class="Refdecomentrio1"> (GROSSO, 2010) </span>para migrantes e refugiados a partir das políticas linguísticas adotadas no Brasil. Com base no referencial sobre <span class="Refdecomentrio1">Abordagem Orientada à Ação (JANOWSKA, 2014; PUREN, 2009) e </span>Ensino de Línguas por Tarefas (ELLIS, 1991; 2000; JANOWSKA, 2014, SHIBAYAMA, 2017, WILLIS, 1996/ 2012) e na análise de alguns materiais didáticos específicos para imigrantes, serão <a name="__DdeLink__965_271012771"></a>analisadas as implicações de um ensino de língua estrangeira que vá além do viés do treino linguístico, visando o desenvolvimento de competências discursivas e promovendo a reflexão sobre a relação da língua com a garantia dos direitos humanos para a inserção plena dos migrantes na sociedade</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2020 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES. ISSN: 2525-5924 https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/2955 SOBRE AS MARQUISES DE MILTON FRANCISCO: UM OU OUTRO COMENTÁRIO 2020-01-31T08:37:57-05:00 Cesar Augusto de Oliveira Casella cesar.casella@gmail.com <p>Esta resenha trata do livro de poesias de Milton Francisco, intitulado <em>Marquises</em>, publicado pela Edufac em 2019.</p> 2019-12-31T00:00:00-05:00 Copyright (c) 2019 MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES