DE EVA À HELENA:
A IDENTIDADE FEMININA NA OBRA JORGIANA A COSTA DOS MURMÚRIOS
Palabras clave:
Identidade; Mulher; Memória.Resumen
O presente artigo trata de considerações críticas e teóricas sobre as diferentes maneiras como a mulher foi retratada em A costa dos murmúrios (1988), da autora portuguesa Lídia Jorge. Nesta obra, constituída por duas partes distintas, um conto inicial denominado Os gafanhotos, e nove capítulos posteriores ao conto, a voz que narra os capítulos – Eva Lopo, retoma o conto, enquanto ainda era Evita, e sua visão do passado mostra os costumes e vivências suas e de outras mulheres, no período da guerra colonial no território africano. Assim, analisaremos o romance jorgiano, elucidando o caminho percorrido por Eva Lopo, problematizando suas transformações identitárias. As reflexões levantadas no presente artigo têm como aporte teórico as postulações de Silva (2000), Beauvoir (2016), Abdala Jr. (2007) e Candau (2016).
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Citas
BEAUVOIR, Simone de. O segundo sexo: fatos e mitos. Tradução de Sérgio Milliet. – 3.ed. – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.
BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina, tradução Maria Helena Kühner. 9º edição, Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010.
CANDAU, Joël. Memória e identidade. Tradução: Maria Letícia Ferreira. – 1ª ed, SP: Contexto, 2016.
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MOUTINHO, Isabel. Nós e os outros: O Vento assobiando nas Gruas da pós-colonialidade portuguesa. In: O romance português pós-25 de Abril. Org. Petar Petrov, Roma Editora, 2005.
SCHMIDT, Simone Pereira. Gênero e história no romance português: novos sujeitos na cena contemporânea – Porto Alegre: EDIPUCRS, 2000.
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