O DESIGN COMO FERRAMENTA DE COMBATE À DESIGUALDADE DE GENÊRO

Autores

Palavras-chave:

Violência Doméstica, gênero, feminismo

Resumo

Ao longo da história, mulheres se uniram para lutar por seus direitos, como cidadãs, em meio
a uma sociedade marcada pela ideologia patriarcal. Na contemporaneidade é possível ainda
perceber os olhares sobre a mulher como objeto sexual e como a que deve cuidar da família.
Sentir a desigualdade de salários, sentir medo de andar sozinha em determinadas horas do dia
e a sensação desconfortável em passar por perto de um grupo de homens, são situações que
mostram o quanto o feminismo deve ser discutido e colocado em prática em todas as áreas.
Nesse sentido, e a partir de uma visão do design de comunicação, buscamos discutir nesse
texto a responsabilidade social do designer perante esta temática. O objetivo é entender como
o design e suas peças, que procuram de forma estética encontrar soluções para questões da
vida diária e social, podem auxiliar e contribuir nas questões de gênero e, com isso,
questionar e lutar contra a estrutura patriarcal da sociedade. Isso porque percebemos que o
machismo e a misoginia são problemas que assolam historicamente a sociedade, colocando
mulheres em uma posição inferior a do homem. Sendo assim, como designers, procuramos
formas de usar os avanços tecnológicos e a estética como ferramentas de conscientização
social e de luta

Referências

ABREU, M.. Luta das mulheres pelo direito de voto. Movimentos sufragistas na GrãBretanha e nos Estados Unidos. Arquipélago Revista da Universidade dos Açores. 6, 2ª série, 2002.
ABREU, K.. Cartas publicitário: um resgate histórico. Comunicação apresentada no VIII Encontro Nacional de História da mídia, Rio Grande do Sul, 2011.
ALMEIDA, J. As multifaces do patriarcado: uma análise das relações de gênero nas famílias homoafetivas. Dissertação de Mestrado em Serviço Social, Universidade Federal de Pernambuco, 2010.
ALVES, B. & PITANGUY, J. O que é feminismo. São Paulo: Brasiliense, 1982.
ALVIM, F. Mulheres (in)visíveis: Relatório da Campanha Acabar com a Violência Sobre as Mulheres. Lisboa: Amnistia Internacional Portugal. Apav, 2016. Relatório anual., 2006. Acessado em: 15 de maio de 2017 em http://www.apav.pt/apav_v3/index.php/pt/estatisticas-apav
AZEVEDO, G. Movimento por direitos civis, Marcha das Mulheres tem alma feminina nos EUA, diz estudiosa. UOL, [on-line], 2017, 21 de janeiro. Acessado em 19 de maio de 2017 em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimasnoticias/2017/01/21/movimento-por-direitos-civis-marcha-das-mulheres-tem-almafeminina-nos-eua-diz-estudiosa.htm?cmpid=copiaecola.
BARNICOAT, J.. Los cartazes, su historia y su lenguage. Barcelo: Editorial Gustavo Gili, AS, 2000.
BARTHES, R.. A retórica da imagem. In: BARTHES R. O óbvio e o obtuso. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.
BARTHES, R... Sistema da moda. Lisboa: Edições 70, 1967.
BEAUVOIR, S.. O Segundo Sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
BEZERRA, J.; VALDERRAMAS, R.). A Imagem da Mulher na Publicidade da cerveja Skol. São Paulo: Universidade Sagrado Coração, 2015.
BOBBIO, N.; MATTEUCI, N. & PASQUINO, G. Dicionário de política. Brasília: UNB, 2004.
BOGDAN, R.; BIKLEN, S.. Investigação Qualitativa em Educação – uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora, 1994.
BONSIEPE, G.. Design, cultura e sociedade. São Paulo: Blucher, 2011.
BORTULUCCE, V.. Algumas considerações sobre a estética do cartaz de guerra na Europa – 1914-1918. Anas de comunicações apresentada no III Encontro de História da Arte, Campinas: Unicamp: 2007.
BRITO, B. Direção de arte. Teresina: Aespi. Acessado em 19 de maio de 2017 em http://www.brenobrito.com/files/Dir_Arte-Apostila07_-_Planejamento_Visual.pdf. Campos, E. 2011.O voto feminino no Brasil – a luta pela participação política da mulher. UBM, [on-line]. Acessado em 19 de maio de 2017 em http://www.ubmulheres.org.br/ubm/722-votofemininobrasil.html.
CARVALHO, N.. (2006). Publicidade: a linguagem da sedução. São Paulo: Ática, 2006. Condorcet.
COSTA, A.. Gênero, poder e empoderamento das mulheres. Salvador: Neim Ufba, 1999. Acessado em 15 de abril de 2017 em: https://pactoglobalcreapr.files.wordpress.com/2012/02/5-empoderamento-anaalice.pdf.
COUTINHO, A.. O cartaz é uma arma! Dissertação de Mestrado em Design Gráfico e Projectos Editoriais. Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto: Porto, 2015.
CURTIS, M.. A dimensão social do design gráfico no Construtivismo. In M. C. Braga, Marcos da Costa (Org.). O papel social do designer gráfico: história, conceitos e atuação profissional (pp. 25-44). São Paulo: Senac, 2011.
DENZIN, N. K. & LINCOLN, Y. S. (2006). O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e abordagens. Porto Alegre: Artmed, 2011.
DIÁRIO DE NOTÍCIAS.. 27 mulheres mortas neste ano. "Quebre o silencio", 2015. Acessado em: 18 de maio de 2017 em http://apav.pt/apav_v3/images/pdf/Clipping_Novembro_2015.pdf .
DIAS, I..Violência e gênero em Portugal: abordagem e intervenção. Cuestiones de Género: De la Igualdad y la Diferencia. León: Revista del Seminario Interdisciplinar de Estudios de las Mujeres de la Universidad de León, 2008.
DIAS, I.. Uma abordagem feminista dos maus-tratos às mulheres. In: Lígia Amâncio et al. (Org.). O longo caminho das mulheres. Feminismos 80 anos depois (pp. 395- 407). Lisboa: Dom Quixote, 2007.
DOMINGOS, R.. A imagem feminina: os apelos na publicidade dirigida ao público infantil. Dissertação de Mestrado em Publicidade e Marketing, Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Comunicação Social, Lisboa, 2014.
DONDIS, D. A.. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes. Dooley, L. M. (2002). Case study research and theory building. Advances in developing human resources, 2003. Acessado em 10 de abril de 2017 em http://www.richardswanson.com/textbookresources/wpcontent/uploads/2013/08/TBAD-r3d-Dooley-Case-study-Theory-Building.pdf
DRUMONT, M.P. Elementos para uma análise do machismo. São Paulo: Perspectivas Paulo, 1980.
FEIJÓ, M.. Cultura e contracultura: relações entre conformismo e utopia. São Paulo: Revista Facom, 2009.
FELIZ, J. Gravura artística. 2010. Acessado em 30 de maio de 2017 em http://docplayer.com.br/14769327-Http-www-gravurarte-hpg-com-br-historicohtm.html.
FONSECA, C.. Glossário de Comunicação Visual. Porto Alegre: Sulina. Freitas, T. V, 1995.
FONSECA, C.. O cenário atual da divisão sexual do trabalho. In T. V. de Freitas & M. L. Silveira. Trabalho, corpo e vida das mulheres: crítica à sociedade de mercado. São Paulo: SOF, 2007.
FURTADO, C.. Desenvolvimento e Subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Editora Fundo de Cultura , 1961.
G1.com (2020). Assassinatos de mulheres sobem no 1º semestre no Brasil .Acessado em 20 de setembro de 2020 em https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/2020/09/16/assassinatos-de-mulheres-sobem-no-1o-semestre-no-brasil-mas-agressoes-e-estupros-caem-especialistas-apontam-subnotificacao-durante-pandemia.ghtml
GARCIA, A.. Composição visual na publicidade: a fronteira entre os sistemas impresso e on-line. Dissertação de Mestrado em Comunicação, Universidade Municipal de São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, 2012.
GUERRA, Patricia Stella Jaramillo (Coord.). Manual para o uso não sexista da linguagem. Porto Alegre: Governo do Estado do Rio Grande do Sul. 2014.Acessado em 6 de junho de 2017 em http://www.spm.rs.gov.br/upload/1407514791_Manual%20para%20uso%20n%C3% A3o%20sexista%20da%20linguagem.pdf.
GLOBAL GENDER GAP REPORT. Relatório da Desigualdade Global de Gênero. 2016. Acessado em: 15 de maio de 2017 em http://reports.weforum.org/global-gender-gap-report2016/ .
HELLER, Steven; VIENNE, Véronique. Citizen designer, perspectives on design responsibility. Massachusetts: Editora Allworth, 2003.
HELOU, Fádua (2015). Frederick Perls: vida e obra. São Paulo: Summus Editorial, 2015.
HOBSBAWM, E.. A Era das Revoluções 1789-1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
MORENO, R.. A imagem da mulher na mídia: entrevista com Rachel Moreno. Fisenge [on-line]. (2013, 18 de setembro). Acessado em 19 de maio de 2017 em http://www.fisenge.org.br/index.php/noticias/item/549-a-imagem-da-mulher-namidia-entrevista-com-rachel-moreno.
SANTANA, R.. Violência doméstica em Portugal: discursos e representações sociais de deputados e governantes. Dissertação de Mestrado em Sociologia. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, 2013.
SANTOS, M. (2017). O cartaz e a imagem da mulher: A importância do cartaz como ferramenta de comunicação social. Lisboa. Departamento de Comunicação, Arquitetura, Artes e Tecnologias da Informação. Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
SEPULVEDA, D.. Emancipação social e exclusão no cotidiano escolar: a homofobia e sua influência nas tessituras identitárias. Tese (doutorado em Educação) – Programa de Pós-graduação em Educação, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2012.
PISTRAK, M. Fundamentos da escola do Trabalho. São Paulo: Ed. Expressão Popula, 2005.
VIGANO, D.. A publicidade social: reflexões sócio-semióticas. Alceu, 11(22), pp. 26-42, 2011.
WICK, Rainer. Pedagogia da Bauhaus. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

Downloads

Publicado

2021-03-30

Como Citar

SANTOS, M. de C. dos .; RAFAEL, S. . O DESIGN COMO FERRAMENTA DE COMBATE À DESIGUALDADE DE GENÊRO. Communitas, [S. l.], v. 5, n. 9, p. 144–155, 2021. Disponível em: https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/4723. Acesso em: 17 abr. 2021.