AS IMPLICAÇÕES DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS INCLUSIVAS PARA A FORMAÇÃO DE UNIVERSITÁRIOS SURDOS

Autores

Resumo

Este texto reúne onze dispositivos oficiais voltados à promoção da inclusão no Ensino Superior no Brasil. De posse dos textos, focaliza-se as prerrogativas conferidas aos universitários surdos a fim de evidenciar as possibilidades, os limites e as contradições existentes quanto à garantia do atendimento a diferença linguística deste público em todo o processo educacional que compreende a formação em nível superior. Para tanto, é estabelecida a relação dialógica entre os enunciados dos textos investigados e conclui-se que rejeitar a subordinação da Libras a Língua Portuguesa é um ato político de repúdio às práticas educacionais excludentes dirigidas aos universitários surdos. Afinal, ao supor que todos devem aprender na mesma língua, as propostas educacionais não deixam de estar ancoradas em uma construção profundamente universalista da identidade humana, que por assentarem-se na ideia de constituição inalterável do ser, define seus contornos excluindo os estudantes não-ouvintes.

Biografia do Autor

Rubia Carla Donda da Silva, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"

Doutoranda pelo Programa de Pós-graduação em Educação da Faculdade de Filosofia e Ciências – Unesp/ Marília.

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Publicado

2020-08-04

Como Citar

Silva, R. C. D. da ., Gavaldão, N., & Martins, S. E. S. de O. (2020). AS IMPLICAÇÕES DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS INCLUSIVAS PARA A FORMAÇÃO DE UNIVERSITÁRIOS SURDOS. MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES, 8(1). Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/3368

Edição

Seção

ARTIGOS