O DESMANTELAMENTO DA CIÊNCIA BRASILEIRA NO DELIBERADO CORTE DE BOLSAS

ASPECTOS POLÍTICOS E CONSEQUÊNCIAS PSICOSSOCIAIS PARA ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO

Autores

Resumo

O presente artigo visa, com base numa compreensão do contexto econômico e político nacional e, em pressupostos do campo marxista, analisar o processo de desmantelamento da ciência por meio da portaria 34 de 9 março de 2020, proposta pela CAPES, que visa o corte de bolsas de pesquisas destinadas a programas e estudantes da pós-graduação brasileira. Os

dados analisados são oriundos da portaria supracitada e das respostas de 72 estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) das três grandes áreas do conhecimento (Ciências Exatas; Biológicas e Humanas) coletadas através de um questionário online. O artigo aponta que, além prevalecer uma política de negação da ciência, são engendrados processos psicossociais que se deslizam dos efeitos econômicos e impedimentos dos projetos acadêmicos-profissionais dos estudantes, para sua saúde e subjetividade, com destaque para o estresse e sofrimento psíquico que, em alguns casos, redundou em sintomas depressivos e até mesmo em ideação suicida.

 

Biografia do Autor

Ana Carolina Reis, Universidade Federal de São Carlos

Psicóloga formada pela  Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestranda (Bolsista CAPES) no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sendo pertencente à linha de pesquisa "Estado, Política e Formação Humana.  Integrante da Rede Universitas/Br - CNPq, associada ao Eixo 4 que versa sobre "O trabalho nas instituições de educação superior brasileiras". Possui formação técnica em Administração pela instituição ETEC Machado de Assis (2013). Suas principais temáticas de interesse giram em torno das relações entre trabalho e educação, formas de gestão e organização do trabalho, políticas públicas, saúde e processos de subjetivação.

Breno Alves dos Santos Blundi, Universidade Federal de São Carlos

Atualmente é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR, na linha de Estado, Política e Formação Humana. Graduado em Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP, no campus de São José do Rio Preto: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas UNESP/Ibilce. É cadastrado como colaborador do Grupo de Estudos e Pesquisa de Economia Política da Educação, Estética e Formação Humana, CNPq. Tem interesses nas seguintes áreas: avaliação institucional, política da educação e relação trabalho-educação em consonância com a mundialização do capital e suas novas morfologias.

Eduardo Pinto e Silva, Universidade Federal de São Carlos

Professor Associado III do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos e do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE), linha de pesquisa "Estado, Política e Formação Humana". Graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1990). Mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2000), linha "Trabalho e Educação". Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (2005), linha "Política e Sistemas Educativos". Pós-Doutorado (2013) pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana. Experiência profissional na área de Psicologia e no ensino superior. Atuação e produção acadêmicas nas interfaces da Psicologia Social e do Trabalho com a Psicopatologia e Psicodinâmica do Trabalho, Psicossociologia, Sociologia do Trabalho, Trabalho e Educação, Sociologia da Educação e Políticas Educacionais. Produção nas quais aborda os seguintes temas: instituições e poder; gestão e organização do trabalho; sociabilidade e subjetividade; saúde do trabalhador; psicodinâmica do prazer, sofrimento e reconhecimento; trabalho do professor; Estado e políticas educacionais. É membro dos grupos de pesquisa: "Trabalho Docente na Educação Superior" (UERJ); "Núcleo de Estudos Trabalho, Saúde e Subjetividade" (UNICAMP). Participa da pesquisa "Observatório da Educação: a expansão da educação superior", subprojeto 4 (Trabalho Docente e expansão da educação superior), cujos integrantes são membros do GT11 da Anped e do Universitas-br. Desenvolve as pesquisas: "Trabalho e subjetividade do professor: estranhamento, sofrimento e prazer"; e "O suicídio de alunos de universidades brasileiras". Coordenador do Núcleo Nordeste Paulista da Associação Brasileira de Psicologia Social (2018 - atual). Coordenador da linha de pesquisa "Estado, Política e Formação Humana" do PPGE UFSCar (2018 - atual). Membro do GT Clínica e Psicodinâmica do Trabalho da Associação Nacional de Pesquisa em Psicologia (ANPEPP).

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Publicado

2020-08-04

Como Citar

Reis, A. C., Blundi, B. A. dos S., & Silva, E. P. e. (2020). O DESMANTELAMENTO DA CIÊNCIA BRASILEIRA NO DELIBERADO CORTE DE BOLSAS: ASPECTOS POLÍTICOS E CONSEQUÊNCIAS PSICOSSOCIAIS PARA ESTUDANTES DE PÓS-GRADUAÇÃO. MUIRAQUITÃ - REVISTA DE LETRAS E HUMANIDADES, 8(1). Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/3779

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Seção

ARTIGOS