O Discurso colonizador camuflado de ciência na Amazônia do século 19

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Resumo

O presente artigo propõe discutir de que maneira o discurso científico que ganha destaque na Europa assume o papel de mecanismo colonizador na Amazônia dos Oitocentos. Em um cenário que buscavam desvendar os mistérios sobre a origem das espécies e, no Brasil, definir a identidade nacional diversos cientistas partem de suas potencias, espalhadas pelo mundo com o objetivo de deixar seus nomes marcados na história ao responder questões até então sem solução. E sendo a Amazônia um espaço que atraia a atenção das civilizações do velho mundo, tornava-se nesse momento o destino mais almejado por esses indivíduos, desta vez somada a ideia da conquista estava a ciência. Para compreender como esse discurso irá legitimar ações colonizadoras dialogaremos com alguns intelectuais como Lilian Schwarcz (1993), Hideraldo Costa (2013), Neide Gondim (2019), Márcio Souza (2019), entre outros. Bem como analisando as obras dos ditos homens da ciência que passaram pela Amazônia durante o século 19, como Henry Walter Battes (1848-1859), Alfred Russel Wallace (1848-1852), etc. Ao longo deste estudo é possível observar como esses discursos construídos sobre as primícias da ciência irão se tornar em legitimadores de ações de dominação e colonização do espaço e do ser amazônico.

PALAVRAS-CHAVE: Amazônia; Ciência; Colonização; e Discurso.

Biografia do Autor

Déborah Santos, Universidade Federal do Acre

Licenciada em História, pela Universidade Federal do Acre - UFAC, 2021. Participou na condição de bolsista de Iniciação a Docência do Subprojeto Pibid-História do Programa de Iniciação a Docência - PIBID, na UFAC, Campus Rio Branco, no período de Abril de 2017 a Fevereiro de 2018. Atuou como residente do Programa Institucional de Residência Pedagógica/UFAC de Licenciatura em História, no período de Agosto de 2018 a Janeiro de 2020.

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Publicado

2021-06-19

Como Citar

Santos, D. (2021). O Discurso colonizador camuflado de ciência na Amazônia do século 19. Das Amazônias, 4(1), 62–74. Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/amazonicas/article/view/4842