MEMÓRIAS DE VELHOS NO TERCEIRO EIXO OCUPACIONAL DE RIO BRANCO

Autores

  • Reginâmio Bonifácio de Lima Universidade Federal do Acre

Resumo

A partir das falas dos moradores que vivem nas localidades que compõem o Terceiro Eixo riobranquense – também conhecido como Baixada da Sobral – desde o período de “formação urbana” deste, pudemos construir um corpus a partir do qual foram investigadas as relações e experiências vivenciadas a partir da memória.

No presente estudo, apresentamos nossos enfoques e constatações, tendo como ponto de partida um estudo crítico-reflexivo da memória de velhos, pautada em um contexto de geração.

Um ponto a salientar, refere-se à abordagem deste estudo, enfocando-se a ocupação dos espaços sociais e suas representações nas memórias ao longo das trajetórias de vida desses sujeitos migrantes. Tendo em vista as situações de mudanças pelas quais eles passaram, as rupturas, a adaptação e a resistência aos novos espaços e culturas, percebemos o configurar não só de uma mudança espacial, como também a reconstrução de suas identidades individuais e coletivas, bem como a formação de uma memória social.

Concomitantemente, cabe assinalar que o espaço relativo ao Terceiro Eixo riobranquense, na década dos anos de 1970 e primeiros anos da década seguinte, tornou-se palco da formação de uma nova comunidade, compreendendo segmentos populacionais diversificados, nos quais indivíduos e grupos interagiam em uma nova dinâmica social, formando uma teia de relações sociais constituída por conflitos e formas de superação dos mesmos, laços de vizinhança e vivências de um cotidiano comum.

Ao perceber a memória como aporte da construção da história e da sociedade, trabalhamos com autores que observaram as atividades dos grupos sociais em sua unidade construída, evitando a dissociação prematura dos seus elementos; estudando as teorias existentes e a elaboração das mesmas ante o sujeito estudado. Embasamos teoricamente nosso estudo com as metodologias de Ecléa Bosi e Paul Thompson, embora como suporte para algumas questões específicas da memória consideramos os estudos identitários de Stuart Hall, uma vez que o autor estuda a relação da identidade entre os indivíduos enquanto aporte da construção histórica do homem em sociedade.

Tentamos “reconstruir”, com entrevistas, a partir das memórias, lembranças e esquecimentos, uma parte das trajetórias de vida dos sujeitos lembrantes que atualmente são idosos – ou velhos, como preferem ser chamados – e presenciaram os momentos de lutas, rupturas e soerguimentos nos processos de ocupação dos bairros formadores do Terceiro Eixo Ocupacional de Rio Branco, enquanto vivenciavam em si mesmos as modificações que estavam ocorrendo.

Biografia do Autor

Reginâmio Bonifácio de Lima, Universidade Federal do Acre

Professo EBTT de História no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Acre. Coordenador do Grupo de Pesquisa Sobre Terras e Gentes. Licenciado em História pela Ufac, Bacharel em Teologia pela FATEBOV, Especialista em Cultura, Natureza e Movimentos Sociais na Amazônia pela Ufac, Especialista em Ciências da Religião pela Faculdade Fênix, Mestre em Letras: linguagem e identidade pela Ufac, Mestre em Teologia pela Fatebom, e, Doutor Livre em Teologia pela Fatebom.

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Publicado

2016-07-16

Como Citar

Lima, R. B. de. (2016). MEMÓRIAS DE VELHOS NO TERCEIRO EIXO OCUPACIONAL DE RIO BRANCO. South American Journal of Basic Education, Technical and Technological , 3(1). Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/SAJEBTT/article/view/413

Edição

Seção

Resumos de Dissertações e Teses

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