PERCEPÇÃO DE RISCO DE MORADORES DE ÁREA COM INUNDAÇÕES RECORRENTES: ANÁLISE DA BAIXADA DO SOBRAL – RIO BRANCO/AC

Palavras-chave: Percepção de risco; Vulnerabilidade; Inundações.

Resumo

O Brasil é um dos países mais afetados mundialmente por inundações, que resultam em elevado número de pessoas atingidas e mortes. A chuva é frequentemente vista como a principal causa deste fenômeno. No entanto, entender este evento requer olhar para uma combinação de fatores: ocupação desordenada do território, acúmulo de lixo e entulho nos rios e córregos, falhas no planejamento urbano e mudanças climáticas. A literatura e especialistas também indicam que para lidar com as inundações é essencial contar com sistemas adequados de gerenciamento de risco, que identifiquem as áreas com maior risco, viabilizem planos de prevenção e resposta a desastres e promovam o engajamento de moradores das áreas mais vulneráveis na gestão local do risco de desastre. A participação da população destes territórios, portanto, é parte essencial desse processo e está diretamente vinculada com a forma pela qual estas pessoas percebem os riscos de desastre. Isto posto, o objetivo desta pesquisa é analisar a percepção de moradores de uma área com histórico de inundações recorrentes, a Baixada do Sobral, em Rio Branco. Embora existam diversos estudos sobre as alagações nesta cidade, dada a longa trajetória de inundações próximas ao leito do Rio Acre, há poucas pesquisas que abordem especificamente a percepção de residentes sobre o risco de alagação e formas de prevenção. Os resultados obtidos indicam que os moradores da área pesquisada entendem as inundações como um fenômeno cotidiano e adotam diferentes estratégias de prevenção em relação aos seus efeitos.

Referências

ALMEIDA, M. D. S. de. Da comodidade à comunidade em calamidade: atendimento às pessoas desa(/o)brigadas pelo Rio Acre. REVISTA PSICOLOGIAS, 2016. Disponível em: . Acesso em: 26 de maio. 2020.
BELTRÃO, Ricardo Ernesto Vasquez & NOGUEIRA, Fernando do Amaral. The Documentary Research in Recent Studies in Public Administration and Social Management in Brazil. Conference Proceedings of the XXXV ANPAD Meeting. Rio de Janeiro, September 4 to 7, 2011.

FERREIRA, I. E. S. da. Centralização, descentralização e novas centralidades em cidades médias: o caso do Subcentro da Avenida Sobral em Rio Branco (ACRE). Rio Branco: UFAC, 2020.
FREITAS, C. M. de.; XIMENES, E. F. Enchentes e saúde pública – uma questão na literatura científica recente das causas, consequências e respostas para prevenção e mitigação. Ciência & Saúde Coletiva, 17(6): 1601-1675, 2012. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/csc/v17n6/v17n6a23.pdf>. Acesso em: 23 de mai. 2020

FORESTI, A. J. Um arranjo interdisciplinar para gestão de risco de desastres socionaturais com base na engenharia de resiliência. Dissertação de Mestrado (Pós-Graduação de Engenharia em Civil) Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2014.

GUSMAN, M. Towards total disaster risk management approach. 2003. Disponível em: . Acesso em: 10 de mai. 2020.

HORA, L. L. P. S. dos; ALENCAR. M. H.; JÚNIOR, L. P. Gerenciamento de riscos de enchentes e alagamentos: uma análise da literatura. João Pessoa/PB, Brasil, 2016. Disponivel em: < http://www.abepro.org.br/biblioteca/TN_STO_234_363_29011.pdf>. Acesso em: 24 de mai. 2020.

LONDE, L. R. de; COUTINHO, Marcos Pellegrini; DI GREGORIO, Leandro Torres; SANTOS, Leonardo B. Lima. Desastres relacionados à água no Brasil: perspectivas e recomendações. Brasília: Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, 2014.

LUCENA, G. Rio Branco. In: JACKS, N.; SILVESTRIN, C. B.; NOLL, G. Capitais brasileiras: dados históricos, demográficos, culturais e midiáticos. Curitiba: Appris, 2016. p. 18-26.

MOSER, G. A psicologia ambiental: competência e contornos de uma disciplina, comentários a partir das contribuições. Psicologia USP. 2005.
NETO, D. J. A. de. A dinâmica das águas e das gentes: história, políticas públicas e percepção de riscos no Acre. 2012. 238 f. Trabalho de conclusão do Doutorado - Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Engenharia.
OLIVATO, D.; JUNIOR, H. G. Riscos, segurança comunitária, emergência e proteção civil. Revista Internacional de Riscos. Imprensa da Universidade de Coimbra, 2020.

SANTOS, G. L. P. As enchentes no município de Rio Branco: a atuação da coordenadoria municipal de defesa civil sob a ótica da gestão de risco e da administração de desastres. 2006. 85 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em planejamento e gestão em Defesa Civil)-Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006.
SANTOS, F. A. dos; MENDES. F. M. M. É preciso debater o meio ambiente além de noticiar enchentes: uma análise sobre a cobertura jornalística da Agência na alagação. In: XVI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Norte – Manaus – AM. 2017, p. 15. Disponível em: . Acesso em: 26 de maio. 2020.

SILVA, S.; MARTINS, M.; & SPINK, MJ, Percepção e hierarquia de riscos de inundação recorrente em área urbana regularizada: uma análise discursiva. Saúde em Debate. No prelo.

SPINK, M. J. P. Viver em áreas de risco: tensões entre gestão de desastres ambientais e os sentidos de risco no cotidiano. Ciência e Saúde Coletiva, 19(9), 3743-3754, 2014. Disponível em: . Acesso em: 24 de mai. 2020

TRAJBER, R.; OLIVATO, D.; MARCHEZINE, V. Conceitos e termos para a gestão de riscos de desastres na educação. CEMADEN EDUCAÇÃO.

TORRES, G. (2018). "Conheça a Baixada da Sobral". Fonte: Blog Fala Baixada. Disponível em: . Acesso em: 04 de mai. 2020.

VINUTO, J. A amostragem de bola de neve em pesquisa qualitativa: um debate aberto. Temáticas. Campinas, v. 22, n. 44, p. 203-220, 2014. Disponível em: . Acesso em: 06 de mai. 2020.
Publicado
2020-12-29