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Área de concentração: Produção do espaço e ambiente nas fronteiras da Amazônia.

A área de concentração visa focar sua base fundamental na apreensão do espaço geográfico, visto como produto geo-histórico da construção humana com/sobre a natureza em diferentes fronteiras. Parte-se do pressuposto que a produção do espaço provém da condição inter-relacional em que se realiza a vida socioambiental perante a formação socioespacial engendrada. São esses processos contraditórios e complementares das ações humanas que produzem o espaço real, sob as lógicas estratégicas das forças hegemônicas, fomentando a dinâmica da realidade em sua totalidade. Por isso o enfoque em diferentes fronteiras para tratar a Geografia da Amazônia, apesar do caráter espacial de ser/estar em uma faixa de fronteira política internacional importante. 

Salienta-se que Amazônia é uma região com diferentes fronteiras, possibilitar trazer para o cerne das pesquisas e discussões a vinculação das bases geopolíticas, como forma instrumental de apreensão da realidade, permitindo discutir e analisar os conceito de fronteira de forma amplamente diversa, compondo a condição de ser “fronteira de muitas e outras coisas” (política, econômica, cultural, identitária, entre outras), exigindo-nos então, tratar de “fronteiras” e não simplesmente de uma “fronteira”. 

Nesse sentido, sem excluir as demais áreas de conhecimento que atuem na Amazônia, essa revista pode proporcionar a publicações nas seguintes linhas:

1 – Análise da dinâmica socioambiental : Trabalhos que envolvam análise da dinâmica socioambiental em ações interacionais da sociedade e natureza pela apropriação e uso dos componentes físicos e naturais. Dinâmica natural a partir da formação geológico-geomorfológica/climática/biogeográfica, na região amazônica, tanto na apreensão de processos sociais sobre a natureza e vice-versa, englobando aspectos sistêmicos, modelísticos e estruturais dos socioambientes tanto no espaço rural quanto no urbano. Os efeitos sociais e ambientais gerados pela incorporação da Amazônia Sul Ocidental no circuito de grandes obras infraestruturais e projetos da economia mundializada, correlacionando-os aos aspectos de causa-efeito intrínsecos às características físico-ambientais-regionais específicas sob diversas escalas de abordagem. Aportes teóricos, processuais ou sistêmicos integrados envolvendo: análise de recursos hídricos e planejamento ambiental de bacias hidrográficas; problemas socioambientais rurais e/ou urbanos; análise de uso e ocupação da terra e seus efeitos hidroecogeomorfológicos; uso e dinâmica de alteração do relevo, solos, clima e ambientes biogeográficos amazônicos; análise de vulnerabilidades socioambientais; efeitos socioambientais agrários da ocupação atual da Amazônia; geografia do risco; e desenvolvimento regional.

2 – Territórios, identidades e trabalho: Trabalhos que abordem a reestruturação produtiva do capital; o papel do Estado e impactos no mundo do trabalho. Dinâmicas territoriais amazônicas, disputas e conflitos pelos bens naturais entre capital, trabalhadores urbanos e rurais, camponeses, populações indígenas e tradicionais. Abordagens sobre os conceitos de território, trabalho, identidade, memória e suas aplicabilidades na perspectiva geográfica. Produção agroindustrial, dinâmicas ambientais e laborais. Grandes projetos de integração regional e seus impactos. Conflitos territoriais, movimentos sociais e resistências. Disputas da construção identitária. Relação entre memória e identidade. Relações de disputas em torno da memória coletiva e das identidades. Legislação e direitos civis.