DIVERSIDADE DE MACROFUNGOS PRESENTES EM QUINTAIS URBANOS DO MUNICÍPIO DE BENJAMIN CONSTANT-AM, BRASIL

  • Renato Abreu Lima Doutorando em Biodiversidade e Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Pertencente ao Laboratório de Pesquisa em Química de Produtos Naturais.
Palavras-chave: Quintais Urbanos, Basidiomycota e Ascomycota.

Resumo

O Brasil é um país que possui uma grande diversidade biológica, podendo abrigar variedades de espécies nos grandes e diversos biomas. Mesmo diante de tanta diversidade biológica, muitos ecossistemas do domínio Amazônico, ainda carecem de estudos básicos sobre sua micodiversidade que incluem organismos que apresentam diversas formas e estratégias de vida. Diante disso, este trabalho teve como objetivo realizar um levantamento de fungos presentes em quintais urbanos. O estudo foi realizado em quintais urbanos do bairro castanhal, localizada numa área de terra firme do município de Benjamin Constant, visitando 20 quintais.  Quanto a identificação a nível morfológico seguiu-se diversos guias de identificação morfológica inclusive, guias para os registros fotográficos. Foram contabilizados 360 espécimes pertencentes a 19 famílias. Sendo em sua maioria, representantes do filo Basidiomycota, com 25 espécies e, do Filo Ascomycota, duas (02) espécies. Os representantes do filo Basidiomycota foram às seguintes famílias: Ganodermataceae (12 spp.), Hygrophoraceae (10 spp.), Auriculariaceae (12 spp.), Cantharellaceae (3 spp.), Psathyrellaceae (29 spp.), Nidulariaceae (38 spp.), Cortinariaceae (1 sp.), Agaricaceae (1 sp.), Phallaceae (1 sp.), Lentinaceae (20 spp.), Coriolaceae (36 spp.), Marasmiaceae (5 spp.), Mycenaceae (8 spp.), Physalacriaceae (48 spp.), Polyporaceae (5 spp.), Pleurotaceae (4 spp.), Meripilaceae (12 spp.) e Fomitopsidaceae (4 spp.). Já do filo Ascomycota foi Xylariaceae (111 spp.). Portanto, realizar o levantamento de fungos macroscópicos em quintais urbanos é uma forma de divulgar uma riqueza que muitas das vezes passa por despercebida. No entanto, precisa-se fazer mais estudos com levantamentos de fungos macroscópicos em áreas urbanas, principalmente trabalhando em quintais, pois este trabalho demonstra que existe sim, uma riqueza que precisa ser explorada.

Biografia do Autor

Renato Abreu Lima, Doutorando em Biodiversidade e Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Pertencente ao Laboratório de Pesquisa em Química de Produtos Naturais.
Biólogo, Pós-Graduado em Gestão Ambiental, Mestre em Meio Ambiente e Doutorando em Biodiversidade e Biotecnologia pela UFAM.

Referências

[1] LEWINSOHN, T. M.; PRADO, P. I. Quantas espécies há no Brasil?.Megadiversidade, v. 1, nº 1, 2005.

[2] FORRZA, R. C.; BAUMGRATZ, J. F. A.; BICUIDO, C. E. M.; CARVALHO, J. R. A. A.; COSTA, A.; COSTA, D. P.; HOPKINS, M.; LEITMAN, P. M.; LOHMANN, L. G.; MAIA, L. C.; MARTINELLI, G.; MENESES, M.; MORIN,M. P.; COELHO M. A. N.; PEIXOTO, A. L.; PIRANI, J. R.; PRADO, J.; QUEIROZ, L. P.; SOUZA, V. C.; STEHMANN, J. R.; SYLVESTRE, L. S.; WALTER, B. M. T.; ZAPPI, D. Catálogo de plantas e fungos do Brasil, v. 1. Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio, Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010, 810 p.

[3] HAWKSWORTH, D.L. The fungal dimension of biodiversity: magnitude, significance, and conservation. Mycological Research, 1991. 95: 641–655.

[4] BLACKWELL, M. The Fungi: 1, 2, 3, … 5,1 million species? American Journal of Botany, St. Louis, v. 98, 2011 p. 426–438.

[5] JESUS, M.A. Contribution to the knowledge of wood-rotting fungi in Brazil. II. Checklist of fungi from Maraca, Island, Roraima State. Mycotaxon, 1996. 57: 323–328.

[6] GOMES-SILVA, A.C.; GIBERTONI, T.B.; RYVARDEN, L. Coltriciafragilissima a new recordtoBrazil. Mycotaxon, 2008. 105: 469–472.

[7] MARTINS-JÚNIOR, A.S.; GIBERTONI, T.B.; SOTÃO, H.M.P. 2008. Diplomitoporusallantoporus(Basidiomycetes): a new recordtoBrazil. Mycotaxon, 106: 195–198.

[8] SOTÃO, H.M.P.; GIBERTONI, T.B.; MAZIERO, R.; BASEIA, I.; MEDEIROS, P.S.; MARTINS-JÚNIOR, A.; Capelari, M. Fungos macroscópios da Floresta nacional de Caxiuanã, Pará, Brasil: Basidiomycota (Agaricomycetes). In: Lisboa P.L.B. (org.). Caxiuanã: Desafios para conservação de uma Floresta Nacional na Amazônia. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 2008.

[9] HÖFLING, José Francisco; GONÇALVES, Reginaldo Bruno. Isolamento e caracterização de fungos patogênicos de importância médica. Jundiaí, Paco Editorial: 2016.

[10] IBGE (10 de outubro de 2018). Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais do município de Benjamin Constant, AM. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado no dia 14 de agosto de 2019.

[11] Organização dos Estados Americanos (OEA); Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM). Projeto de Zoneamento Ecológico-Econômico da Região Fronteiriça Brasil-Colômbia Eixo Tabatinga e Benjamin Constant-Apapóris. Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais Serviços geológicos do Brasil, 1998.

[12] ROSS, J. L. S. (Org.) Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995.

[13] SIMON & SCHUSTER’S. Guide to mushrooms. New York, By Giovanni Pacioni U. S. Editor: Gary Lincoff, 1981.

[14] BASEIA, Iuri Goulart; SILVA, Bianca Denise Barbosa da; CRUZ, Rhudson Henrique Santos Ferreira da. Fungos gasteroides no semiárido do nordeste brasileiro. Feira de Santana : Print Mídia, 2014.

[15] ROBERTS, Peter; EVANS, Shelley. The book of fungi: a life-size guide to species from around the world. The University of Chicago Press, Chicago 2011.

[16] MOLANO, Ana Esperanza Franco; PALACIOS, Aídia Marcela Vasco; QUINTERO, Carlos Alberto Lopéz; BOEKHOUT, Teun. Guía de Campo: Grupo de taxonomia y Ecología de hongos. Unverdidad de Antioquia, I. ed. 2005.

[17] AZEVEDO, Dinah de Abreu. Cogumelos: guia prático. – São Paulo: Nobel, 1999.

[18] ALEXOPOULOS, C. J.; MIMS, C. W.; BLACKWELL, M. Introductory Mycology. Fourth Edition, John Wiley & Sons, INC, New York, Chichester Brisbane, Toronto, Sigapore – 4th ed. 1996.

[19] VARGAS-ISLA R, CABRAL T S, ISHIKAWA N K. Instruções de coleta de macrofungosAgaricales e gateroides. INPA, Manaus, 30p. 2014.

[20] MILLER, R. P.; NAIR, P. K. R. Indigenous agroforestry systems in Amazonia: from prehistory to today. Agroforestry systems, v. 66, n. 2, p. 151-164, 2006.

[21] OAKLEY, Emily. Quintais Domésticos: uma responsabilidade cultural. Agriculturas, v. 1, n. 1, p. 37-39, 2004.

[22] GUGLIOTTA, A. M.; CAPELARI, M. Taxonomia de Basidiomicetos. In: Bononi, V. L. R.; Grandi, R. A. P. Zigomicetos, Basidiomicetos e Deuteromicetos: noções básicas de taxonomia e aplicações biotecnológicas, São Paulo. 1998, p. 68-105.

[23] PUTZKE, J.; PUTZKE, M. T. L. Os reinos dos fungos. V. 1, Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 1998. 606p.

[24] HAWKSWORTH, D. L.; KIRK, P. M.; SUTTON, B. C.; PEGLER, D. N. Ainsworth &Bisby’s Dictionary of the fungi. 8ª ed. New York: CAB International, 1996.

[25] SOTÃO, H.M.P.; CAMPOS, E.L.; GUGLIOTTA, A.M.; Costa, S.P.S. 2003. Fungos Macroscópicos: basidiomycetos: Serra (ed.) 2003. Os manguezais da costa norte Brasileira. MPEG. Belém. 45-59.

[26] FIDALGO, M.E.P.K. Contribuitionti the fungi of Mato Grosso, Brazil. Rickia, 1968. (3):171-219.

[27] JESUS, M.A. Basidiomicetos lignocelulolíticos de floresta nativa e de PinnuselliottiEngel. Do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga. São Paulo, Hoehnea, 20 (½): 1988, 119-126.

[28] CAMPOS, E.L. Basidiomycotina de manguezais da Ilha do Algodoal-Maiandeua, Pará, Brasil. Universidade Federal de Pernambuco, Recife. (Dissertação de Mestrado). 2000, 85pp.

[29] SOUZA, M.A. O gênero PhellinusQuelet (Hymenochaetaceae) na Amazônia Brasileira. Tese de Doutorado Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia Manaus. 1980. 199pp.

[30] CAVALIER - SMITH, T. A revised six-kingdom system of life. Biol. Rev. 73, 203-266. 1998.

[31] KIRK, P. M.; CANNON, P. F.; DAVID, J. C. and STALPERS, J. A. Dictionary of the Fungi. 9thedition. CAB International. Egham, U.K. 2001.

[32] LUMBSCH, H. T.; HUHNDORF, S. M. Outline of Ascomycota–2009; Notes on ascomycete systematics. Nos. 4751–5113. Myconet, Estados Unidos da América, v. 14, p. 1–69, 2010.

[33] STADLER, M.; KUHNERT, E.; PERŠOH, D.; FOURNIER, J. The Xylariaceae as model example for a unified nomenclature following the “One Fungus-One Name” (1F1N) concept. Mycology, An International Journal on Fungal Biology, China, v. 4, 2013.

[34] ROGERS, J. D. Thoughts and musings about tropical Xylariaceae. MycolRes,v. 104, p. 1412–1420, 2000.

[35] ROGERS, J. D. The Xylariaceae: systematic, biological and evolutionary aspects. Mycologia, New York, v. 71, p. 1-42, 1979.

[36] WHALLEY, A. J. S. The Xylariaceae: some ecological considerations. Sydowia, Austria, v. 38, p. 369-382, 1985.
Publicado
2020-02-05
Como Citar
Lima, R. A. (2020). DIVERSIDADE DE MACROFUNGOS PRESENTES EM QUINTAIS URBANOS DO MUNICÍPIO DE BENJAMIN CONSTANT-AM, BRASIL. South American Journal of Basic Education, Technical and Technological , 7(1), 130-141. Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/SAJEBTT/article/view/2833
Seção
Artigos Originais Ciências Biológicas

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##

> >>