PRÁTICASPOLÍTICAS DE ESCOLARIZAÇÃO DO PEJA NO CONTEXTO DA COVID-19:

táticas e (im)possibilidades

Autores

Palavras-chave:

Educação de Jovens e Adultos, ensino remoto, táticas de aprendizagem

Resumo

Exploramos neste artigo a trajetória de escolarização dos trabalhadores que estudam no Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA) do município do Rio de Janeiro no contexto da pandemia de COVID-19. Problematiza-se a posição da EJA na periferia do sistema educacional brasileiro e os desdobramentos nas diretrizes do ensino remoto delineadas pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Partindo da perspectiva qualitativa ancorada na abordagem da análise documental, buscam-se os inéditos-viáveis e táticas produzidas pelos professores nas interações virtuais com os estudantes. Reconhecemos que a educação escolar na EJA só acontece se articulada às possibilidades e limites da formação e da humanização socioespacial dos   educandos e dos professores. Nesse sentido, uma nova realidade se configura e nos convoca enquanto profissionais da educação a construir outros sentidos pedagógicos no distanciamento físico e social com o desafio de continuar pulsando na vida dos estudantes e de toda a comunidade escolar com uma presença humanizadora do viver periférico dos sujeitos dessa modalidade.

Biografia do Autor

Allan Rodrigues, Universidade Estácio de Sá – Programa Produtividade / Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Universidade Estácio de Sá – Programa Produtividade / Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Publicado

2021-09-29

Como Citar

DA SILVA FIGUEIRAS, S. T. .; RODRIGUES, A. PRÁTICASPOLÍTICAS DE ESCOLARIZAÇÃO DO PEJA NO CONTEXTO DA COVID-19: : táticas e (im)possibilidades. Communitas, [S. l.], v. 5, n. 11, p. 157–172, 2021. Disponível em: https://periodicos.ufac.br/index.php/COMMUNITAS/article/view/5649. Acesso em: 3 dez. 2021.

Edição

Seção

Dossiê Temático