TIPOLOGIA LEXICAL: UM ESTUDO DO LÉXICO ETNOBOTÂNICO NAS LÍNGUAS

Palavras-chave: Tipologia Lexical. Léxico Etnobotânico. Metáfora

Resumo

Este artigo tem por objetivo analisar, a partir de uma perspectiva tipológica, o léxico etnobotânico nas línguas portuguesa, espanhola, francesa, italiana e inglesa. Além disso, tendo em vista que o léxico expressa a visão de mundo de determinada comunidade e a metáfora é uma maneira de conceptualizar as coisas do mundo, pretendemos ainda atentar para o fenômeno da metáfora no léxico etnobotânico dessas línguas. Para tanto, este estudo tem como embasamento os postulados teóricos tipológicos de Croft (1993), Whaley (1997) e Moravicsik (2013) e as abordagens sobre metáfora de Lakoff e Johnson (2002), Turner e Fauconnier (2002) e Ferrarezi (2010). O corpus da pesquisa compreende dados de Silva (2007), Felice (2016), Blanca (s/d) e Liste trilingue de noms de plantes médicinales (s/d) e dados coletados com um raizeiro na cidade de Goiânia, Goiás. Nesse contexto, com base nesses referenciais teóricos, a análise dos dados toma a metáfora como um fenômeno conceptual e cultural, que reflete a interação organismo-organismo e organismo-mundo. Podemos observar ainda que esse fenômeno, como nos revelam os dados, além de estar vinculado à experiência sensório-motor do falante, é também uma tendência no que diz respeito ao léxico etnobotânico das cinco línguas.

Biografia do Autor

Natália de Paula Reis, Universidade Federal de Goiás
Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Goiás.

Referências

ANGROSINO, M.; FLICK, U. (Coord.). Etnografia e observação participante. Porto Alegre: Artmed, 2009.

BIDERMAN, Maria Tereza Camargo. Terminologia e Lexicografia. TradTerm, 7, 2001. p. 153-181. Disponível em: < myrtus.uspnet.usp.br/tradterm site images revistas v07n1 v07n1a10.pdf >. Acesso em 11 Out 2017.

BLANCA. Más de 230 plantas medicinales mas efectivas y sus uso. De medicina.com, Revista Marie Clarie. Disponível em: <https://demedicina.com/230-plantas-medicinales-mas-efectivas-y-sus-usos/> Acesso em 24 Out 2017

CAMERON, L. Metaphor and talk. In: GIBBS JR., R. W. The Cambridge handbook of metaphor and thought. Cambridge: Cambridge University Press, 2008. p. 197-211.

COMRIE, Bernard. Language universals and linguistic typology. 2. ed. Chicago: University of Chicago Press, 1989.

CROFT, William. Typology and universals. Cambridge: Cambridge University Press, 1993

FELICE, Matteo. Piante medicinali: elenco completo e schede. Marzo, 2016. Disponível em: <https://www.ideegreen.it/piante-medicinali-elenco-schede-71252.html> Acesso em: 08 Nov 2017

FERRAREZI, C. Semântica de contextos e cenários. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2010.

LAKOFF, G. Women, fire, and dangerous things: what categories reveal about the mind. Chicago and London: The Universityof Chicago Press, 1987.

LAKOFF, G.; JOHNSON, M. Metáforas da vida cotidiana. Campinas, SP: Mercado de Letras: São Paulo: Educ, [1980]2002.

Liste trilingue de noms de plantes médicinales. Flora Medicina École D’Herboristerie. Disponível em <https://www.floramedicina.com/sites/www.floramedicina.com/files/ressources/liste_trilingue_fra_1.pdf> Acesso em: 08 Nov 2017

MORAVCSIK, E. A. Introducing Language Typology. Cambridge University Press, 2013.

TURNER, M.; FAUCONNIER, G. Metaphor, metonymy and binding. In: Metaphor and metonymy in comparison and contrast. New York: Mouton de Gruyter, 2002.

WHALEY, L. J. Introduction to typology: the unity and diversity of language. SAGE publications, 1997.

Publicado
2018-07-27
Seção
Artigos