POTENCIALIDADES E DESAFIOS DOS MAPEAMENTOS COLABORATIVOS VIRTUAIS NO CONTEXTO DE PANDEMIA

  • Gabriel Brandão Xavier Universidade Federal do Acre, curso de Geografia (Bacharelado), Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Rio Branco, Acre, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-8071-1862
  • Guilherme Ignácio Reis Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional, Campo dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8573-4633
  • Iasmin Castro Universidade Federal do Acre, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Rio Branco, Acre, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-5617-1656
  • Fábio da Silva Lúcio Universidade Federal do Acre, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Rio Branco, Acre, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-7273-7648
  • Fernanda Lima e Silva Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas - Escola de Administração de Empresas de São Paulo (CEAPG/FGV EAESP), São Paulo, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-4838-7075
  • Livia Castro Degrossi Centro de Estudos em Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas - Escola de Administração de Empresas de São Paulo (CEAPG/FGV EAESP), São Paulo, Brasil. http://orcid.org/0000-0001-6897-1186
Palavras-chave: Mapeamento colaborativo, OpenStreetMap, Pandemia

Resumo

Recentemente, mapeamentos colaborativos se tornaram uma peça fundamental na produção e democratização do acesso a dados geográficos. Mapas com dados abertos, editáveis e acessíveis por qualquer pessoa podem ser uma importante ferramenta para apoiar ações relacionadas ao território. O objetivo deste artigo é apresentar as potencialidades e os desafios dos mapeamentos colaborativos feitos presencialmente e compará-los com mapeamentos colaborativos realizados inteiramente de forma virtual, devido ao isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19. Relatou-se uma experiência de ensino e extensão composta por capacitação e mutirões de mapeamento colaborativo com o OpenStreetMap para mapear o município de Rio Branco – Acre. Como resultado dos mutirões virtuais de mapeamentos colaborativos, os voluntários adicionaram novos objetos geográficos ao mapa digital, oferecendo um mapa base para ações como decisões logísticas ou socorristas antes, durante ou depois a pandemia.  Por outro lado, atestou-se que a infraestrutura tecnológica como acesso a internet e familiaridade com a tecnologia da informação ainda representam um grande desafio aos voluntários.

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Publicado
2020-12-29