A IMPORTÂNCIA DA REVOLUÇÃO ACREANA NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DO ESTADO DO ACRE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47418/uaquiri.vol3.n1.2021.5106

Palavras-chave:

Disputa de território; Exploração do látex; Criação do Acre.

Resumo

Esse artigo descreve o período histórico de anexação do Acre ao território brasileiro, abordando acontecimentos que vão desde os acordos assinados entre Portugal e Espanha, a série de conflitos decorrentes de interesses econômicos, que culminaram com o movimento armado conhecido como “Revolução Acreana” e, assinatura do Tratado de Petrópolis, em 1903, no qual a região passou a pertencer definitivamente ao Brasil. O Acre foi decretado Território Federal em 1904 e somente em 1962 passou à condição de Unidade da Federação. Assim, objetivou-se discutir a importância da Revolução Acreana para a formação do território acreano. Para tanto, foi realizada pesquisa de natureza qualitativa, do tipo bibliográfica e documental, por se adequar aos estudos exploratórios e a utilização de material elaborado, constituído principalmente por livros e artigos científicos. Em termos de ocupação é possível inferir que a Revolução Acreana foi fundamental para que as terras, constante nos antigos mapas bolivianos como “tierras nom descubiertas”, fossem anexadas ao Brasil. Essa luta armada envolvendo brasileiros e bolivianos, gerou um acréscimo considerável as riquezas nacionais, assim como originou uma sociedade mista de diversos povos, com cultura, crenças, mitos e tradições bastante peculiares, resultante da miscigenação dos povos que aqui habitavam, com os que para cá vieram, a exemplo, os nordestinos que vieram para a região extrair o látex da seringueira.

Referências

ANDRADE, José H. Fischel de; LIMOEIRO, Danilo. Rui Barbosa e a política externa brasileira: considerações sobre a Questão Acreana e o Tratado de Petrópolis (1903). Rev. Bras. Polít. Int. v. 46 n. 1, p. 94-117, 2003.

BANDEIRA, Luiz Alberto Moniz. O Barão de Rothschild e a questão do Acre. Rev. Bras. Polít. Int. v.43, n.2, p. 150-169. 2000.

BEZERRA, Maria José. Invenções do Acre – de Território a estado - um olhar social... São Paulo. USP. Tese (Doutorado em História Social). Programa de Pós-Graduação em História. Instituto de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo – SP, 2005.

CARDONI, Hélio Guimarães. A CONQUISTA DO ACRE: uma história em quadrinhos. 2 ed. Curitiba, Linarth, 1986.

CALIXTO, Valdir de Oliveira. Plácido de Castro e a Construção da ordem no Aquiri: contribuição à história das idéias políticas. Rio Branco: FEM, 2003.

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4ª ed. São Paulo: Atlas S.A., 2002.

CHAVES, Otávio Ribeiro. América Portuguesa: Do Tratado De Madri Ao Tratado De Santo Ildefonso (Portuguese America: From The Madrid Treaty To The Santo Ildefonso Treaty). Universidade Estadual de Mato Grosso. Revista Territórios & Fronteiras, Cuiabá, vol. 7, n. 2, jul-dez., 2014.

GIRALDO, Manuel Lucena. Reformar as florestas: o tratado de 1777 e as demarcações entre a América espanhola e a América portuguesa. Revista OCEANOS – a formação territorial do Brasil. Lisboa: Núm. 40, Outubro/Dezembro de 1999.

GÓES, Synésio Sampaio. Alexandre de Gusmão e o Tratado de Madrid. Revista OCEANOS – a formação territorial do Brasil. Lisboa: Núm. 40, Outubro/Dezembro de 1999.

MORAIS, Maria de Jesus. “Acreanidade” Invenção e reinvenção da Identidade acreana. Rio Branco: Edufac, 2016.

NARLOCK, Leandro. Guia politicamente incorreto da história do Brasil. São Paulo: Leya, 2011.

SOUZA, Carlos Alberto de. História do Acre: novos temas, novas abordagem. Rio Branco: Editor Carlos Alberto de Souza, 2005.

SOUZA, Márcio. Galvez Imperador do Acre. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 2001.

SOUZA, João José Veras de. Seringalidade: o estado da colonialidade na Amazônia e os condenados da floresta. Manaus: Valer, 2017.

TOCANTINS, Leandro: Formação histórica do Acre. 4. Edição- Brasília: Senado Federal, 2001.

TULUX, Bruno Mendes. A defesa do oeste colonial no contexto da segunda metade do século XVIII – O sul da capitania de Matto Grosso. Mneme – Revista de Humanidades. V. 9, n. 24. Caicó: UFRN, Set./out. 2008. Disponível em: www.cerescaico.ufrn.br/mneme/anais/. Acessado em 14/05/2021.

Downloads

Publicado

2021-07-30