A Construção de personagens de conto de mistério no ensino fundamental: semiolinguística e aprendizagem colaborativa

Autores

  • Isabela Pereira Dias ESPERANÇA Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro
  • Angela Marina Bravin dos SANTOS Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro/IFRJ
  • Adriano SANTOS INSTITUTO FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - IFRJ

Palavras-chave:

Contos de mistério, Personagens contemporâneos, Papéis actanciais, Análise semiolinguística

Resumo

Este artigo reflete sobre a importância da construção de personagens contemporâneos em contos de mistério para o letramento literário de alunos do Ensino Fundamental. Para a investigação, realizou-se uma mediação didática, base desta pesquisa, desenvolvida em uma escola do interior do Rio de Janeiro. Associa-se uma teoria linguístico-semiótica, a Semiolinguística (CHARAUDEAU, 2016), à abordagem de aprendizagem colaborativa (BEHRENS, 2013), que defende um pensamento em interconexão por meio de recursos virtuais. Para a referida mediação, o recurso utilizado foi o aplicativo de mensagens WhatsApp. Além disso, o trabalho teve o apoio metodológico da Pesquisa-ação (THIOLLENT, 1988). Parte-se da hipótese de que os papéis actanciais, mais do que a qualificação e nomeação, são fundamentais para caracterizar os personagens contemporâneos dos contos de mistérios produzidos pelos alunos. Os resultados confirmaram essa suposição, pois mostraram que é pela ação que os personagens se revelam.  

Palavras-Chave: Contos de mistério; Personagens contemporâneos; Papéis actanciais; Análise

Referências

BEHRENS, Maria Aparecida. O paradigma emergente e a prática pedagógica. 6. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

BRASIL, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília, DF: MEC, 2017. Disponível em <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/wpcontent/uploads/2018/04/BNCC_19mar2018_versaofinal.pdf>. Acesso em 25 de set. 2020.

CARDOSO, Eveline Coelho; XAVIER, Glayci Kelli Reis da S. Uma flor nasceu no rio! Papéis dos actantes na encenação narrativa em charges sobre Marielle Franco. Revista X, v. 15, n. 2, p. 222-242, 2020.

CHARAUDEAU, P. Linguagem e discurso: modos de organização. São Paulo: Contexto, 2008

______________, Patrick. Linguagem e discurso: modos de organização. 2.ed. São Paulo: Contexto, 2016.

FERRO, Marcela Coladello; LUIZ, Fernando Teixeira. Tamanho não é documento: teoria, crítica e propostas de atividades com narrativas curtas. IN: SOUZA, Renata Junqueira de; FEBA, Berta Lúcia Tagliari (Orgs.). Leitura literária na escola: reflexões e propostas na perspectiva do letramento. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2011.p.123-146.

GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. 4.ed. São Paulo: Ática, 1997.

GOTLIB, Nádia Battela. Teoria do conto. 11.ed. São Paulo: Ática: 2006.

KHÉDE, Sonia Salomão. Personagens da literatura infanto-juvenil. São Paulo: Ática, 1986.

PAULIUKONIS, Maria Aparecida. Texto e contexto. In: VIEIRA, S.R. e BRANDÃO, S.F. Ensino de gramática: descrição e uso. São Paulo: Contexto, 2007. P.239-258.

SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim et al. Gêneros orais e escritos na escola. Campinas: Mercado das Letras, 2004.

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1988.

Downloads

Publicado

2021-12-22