“TEM QUINHENTOS ANOS QUE OS ÍNDIOS ESTÃO RESISTINDO[...]”: DOS ESPECTROS DE PASSADOS REMEMORADOS SURGEM POSSIBILIDADES DE EXISTIR

Autores

  • Shelton Lima de SOUZA Universidade Federal do Acre/UFAC
  • Maristela Alves de Souza DINIZ Universidade Federal do Acre/UFAC
  • Grassinete C. de Albuquerque OLIVEIRA Universidade Federal do Acre - UFAC http://orcid.org/0000-0002-2765-8705
  • Luciano Mendes SARAIVA Universidade Federal do Acre/UFAC
  • Aquésia Maciel GÓES Universidade Federal do Acre/UFAC
  • Aline KIELING Universidade Federal do Acre/UFAC
  • Paula Tatiana da SILVA-ANTUNES Universidade Federal do Acre/UFAC

DOI:

https://doi.org/10.29327/269116.3.4-2

Palavras-chave:

Linguagem, Indígenas, Subjetividades

Resumo

Os sujeitos estão inseridos no mundo e, para tanto, desenvolvem diferentes maneiras de se relacionar com ele. Por meio das linguagens, conseguimos desenvolver diferentes formas de conexão que nos permitem dizer: sou isso, sou aquilo. É nas linguagens e com elas que os sujeitos se fazem presentes, rememoram passados e projetam futuros que se constroem em meio a possibilidades que os próprios sujeitos criam para estabelecer amostras de suas possíveis humanidades.

Biografia do Autor

Shelton Lima de SOUZA, Universidade Federal do Acre/UFAC

Possui graduação em Letras/Português do Brasil como Segunda Lingua (2006), mestrado em Linguística/Gramática (2008), ambos realizados na Universidade de Brasilia/UnB, e doutorado em Linguística (2017) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre/FAPAC. Professor Adjunto Nível IV de Linguística e Língua Portuguesa no Centro de Educação, Letras e Artes/CELA da Universidade Federal do Acre/UFAC. Professor permanente do Programa de Pós-graduação em Letras: Linguagem e e Identidade/PPGLI/UFAC. Membro do grupo de pesquisa GEADEL (Grupo de Estudos em Análise do Discurso e Ensino de Línguas). Sócio da Associação Brasileira de Linguística (Abralin), do Grupo de Estudos Linguísticos e Literários da Região Norte (GELLNORTE) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Membro do Grupo de Trabalho Estudos Linguísticos na Amazônia/ELIAB da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística/ANPOLL. Professor permanente do Programa de Pós-graduação Profissional em Letras/ProfLetras/UFAC. Coordenador do Polo Aplicador do Exame Celpe-Bras INEP/UFAC. Foi professor efetivo de Língua Portuguesa da educação básica na Secretaria de Educação de Goiás/SEE-GO. Suas principais áreas de atuação são: A relação entre língua(gens), identidades e alteridades, teoria e análise de línguas, principalmente de línguas indígenas brasileiras, fonologia, morfologia e sintaxe, análise de categorias aspecto-temporais e modais, ensino de português como língua materna e não materna, análise do português em contraste com línguas indígenas, línguas de sinais (Libras) e línguas europeias para fins didáticos e análise e produção de material didático para o ensino de português como língua materna e não materna.

Maristela Alves de Souza DINIZ, Universidade Federal do Acre/UFAC

Professora de Língua e Literatura Espanholas na Universidade Federal do Acre/UFAC. Doutora em Investigación Transdisciplinar en Educación pela Universidad de Valladolid - UVA, Espanha (2019). Atualmente é professora Adjunta, Nível III, do Curso de Letras / Língua Espanhola e Literaturas da Universidade Federal do Acre. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Espanhola e Literaturas de Língua Espanhola, atuando principalmente em: formação de professores; educação de língua e literatura espanholas focalizado em uma perspectiva plurilingue; letramento crítico-integrado das línguas-culturas; contato entre línguas na região de tríplice fronteira Brasil-Bolívia-Peru.

Grassinete C. de Albuquerque OLIVEIRA, Universidade Federal do Acre - UFAC

Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP (2020). Líder do Grupo de Pesquisa em Educação, Linguagens, Linguística Aplicada e Ensino (ELLAE) e pesquisadora do Grupo de Pesquisa Inclusão linguística em Cenários de Atividades Educacionais (ILCAE). Professora da Universidade Federal do Acre (UFAC), com linhas de interesse relacionadas às questões de Formação de Formadores, Tecnologias na Educação, Linguística Aplicada ao ensino de Línguas e Estudos da Linguagem. 

Luciano Mendes SARAIVA, Universidade Federal do Acre/UFAC

Professor Adjunto II do Centro de Educação, Letras e Artes (CELA), da Universidade Federal do Acre (UFAC). Docente do curso de Licenciatura em Letras Espanhol. Doutor em Linguística Aplicada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro com pesquisa em Estudos Culturais, dialogando com análise do discurso e análise da narrativa, América Latina, canção como gênero discursivo e ensino de línguas.

Aquésia Maciel GÓES, Universidade Federal do Acre/UFAC

Aquésia Maciel Goes, é professora Assistente no curso de Letras Espanhol - UFAC (2022), possui graduação em Letras espanhol pela Universidade Federal do Acre - UFAC (2016), e mestrado em Literatura Comparada pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura Comparada da Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA.

Aline KIELING, Universidade Federal do Acre/UFAC

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade da Universidade Federal do Acre. Bolsista CAPES.

Paula Tatiana da SILVA-ANTUNES, Universidade Federal do Acre/UFAC

Doutora em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina, Brasil (2014). Vice-líder do Grupo de Estudos em Análise de Discurso e Ensino de Línguas - GEADEL, Professora Adjunta - Classe C - nível 2, da Universidade Federal do Acre , Brasil.

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Publicado

2022-08-02

Como Citar

Lima de SOUZA, S. ., Alves de Souza DINIZ, M. ., Oliveira, G. A., Mendes SARAIVA, L. M. S., Maciel GÓES, A. M. G., KIELING, A. ., & da SILVA-ANTUNES, P. T. da S.-A. (2022). “TEM QUINHENTOS ANOS QUE OS ÍNDIOS ESTÃO RESISTINDO[.]”: DOS ESPECTROS DE PASSADOS REMEMORADOS SURGEM POSSIBILIDADES DE EXISTIR. Revista Geadel, 3(04), 7–19. https://doi.org/10.29327/269116.3.4-2

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