PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DA TRIPANOSOMÍASE AMERICANA NO ESTADO DO AMAZONAS, NO PERÍODO DE 2004 A 2014

  • André Luiz Rodrigues Menezes
  • Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti Editor "South American Journal of Basic Education, Technical and Technological" - Universidade Federal do Acre (UFAC)

Resumo

A doença de Chagas (DC), também conhecida como Tripanosomíase Americana é causada por um protozoário, ao qual acreditava-se está confinada a áreas endêmicas da América Latina e, portanto, ignorado para pessoa fora dessas regiões endémicas. Na Amazônia brasileira, as baixas taxas de prevalência de DC e de morbimortalidade, juntamente com a noção de que a transmissão de Trypanosoma cruzi para os seres humanos, requer um vetor doméstico, como apontou os últimos anos, a identificação de um número crescente de DC aguda e casos crônicos, ocorrentes por contaminação na forma vetorial, transfusões, vertical, oral e Acidental. Apesar da evidência histórica e reconhecimento crescente da propagação da DC, a prevenção e controle desta endemia fora da América Latina, somente nos últimos anos está sendo abordada. Objetivo: analisar a epidemiologia da doença de Chagas no estado do Amazonas entre 2004 a 2014. A Área de estudo estado do Amazonas pertencente a região Norte da Amazônia ocidental, com coletas de dados secundários das variáveis sexo, idade, forma de transmissão, municípios com registros de casos positivos, informações colhidas no DATASUS, foram realizadas também coletas de campos no município de Humaitá-Amazonas para encontrar possíveis espécies de triatomíneo, em coletas bimestrais em áreas de pastagem e florestas antrópizadas, onde forma analisados para presença de tripanossomatídeos e identificados as espécies coletadas. Resultados: foram 100 casos registrados no período do estudo, o sexo feminino se apresentou com maior número de casos e a transmissão oral obteve maior número de casos registrados nos anos 2007 e 2010 e a vetorial permaneceu frequente em todo período do estudo. A partir das variáveis o sexo feminino apresenta maior número de registro para a doença, realidade que contrapõe com aos estudos no Brasil, além disso podendo contribuir para transmissão congênita. Nos municípios do Amazonas, apesar de estarem em uma região consideradas endêmicas quando comparada ao Pará, se obtém taxas de infecção baixas. O que ocorre são casos isolados, devido aos surtos por consumos de alimentos como o açaí contaminando pelas formas tripomastigotas e epimastigota e a vetorial apresenta-se prevalente, porém com baixo número de casos. No município de Humaitá- Amazonas, a partir das coletas, análises foram identificados a presença do gênero Rodnius e das espécies Rodnius pictipes e Rodnius Montenegrensis, espécies estas familiarizadas com palmeiras, pincipalmente do gênero Atallea, que é bem presente na região amazônica. Apresentaram positividade para tripanossomatídeos de 5%, de um total de 20 exemplares coletado durante a pesquisa. Apesar do número baixo de espécimes e da contaminação pelo gênero trypanosoma, é indicado mais estudos, pois o município faz divisas com cidades que sofreram recentemente surtos da doença de Chagas.

Biografia do Autor

Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti, Editor "South American Journal of Basic Education, Technical and Technological" - Universidade Federal do Acre (UFAC)

Graduado em Ciências Biológicas

Especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior

Mestre em Genética e Toxicologia Aplicada

Doutor em Biologia Experimental

Publicado
2020-05-17
Como Citar
André Luiz Rodrigues Menezes, & Meneguetti, D. U. de O. (2020). PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DA TRIPANOSOMÍASE AMERICANA NO ESTADO DO AMAZONAS, NO PERÍODO DE 2004 A 2014. South American Journal of Basic Education, Technical and Technological , 7(1), 724-725. Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/SAJEBTT/article/view/3633
Seção
Resumos de Dissertações e Teses