“PORQUE SE EU NÃO PUDER DESCER ATÉ O CHÃO, NEM DE LONGE É MINHA REVOLUÇÃO”: O MOVIMENTO FUNK COMO ACIONADOR DO RECONHECIMENTO IDENTITÁRIO DE MULHERES

  • Letícia Franciele Rossa Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Letícia Morgenstern de Lima Universidade Feevale
Palavras-chave: Gênero, Cultura pop, Funk, Identidade

Resumo

Ao entender as produções da cultura pop enquanto espaços de geração de sentidos, afetos e saberes, esta pesquisa tem a intenção de avaliar como o funk age ao acionar o reconhecimento identitário de mulheres. Para construir as lógicas de pensamento são articuladas noções de gênero, de cultura pop e de identidade. A viabilização da análise se dá por meio do webdocumentário Funk de Mina, produzido no Brasil em 2019. O movimento metodológico vem da Análise do Discurso francesa. Após a investigação teórica e empírica, se percebe que o funk é um agente que pode impulsionar rupturas (e novos sentidos de liberdade) na identidade de mulheres.

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Publicado
2020-09-21
Como Citar
Rossa, L. F., & Morgenstern de Lima, L. (2020). “PORQUE SE EU NÃO PUDER DESCER ATÉ O CHÃO, NEM DE LONGE É MINHA REVOLUÇÃO”: O MOVIMENTO FUNK COMO ACIONADOR DO RECONHECIMENTO IDENTITÁRIO DE MULHERES. TROPOS: COMUNICAÇÃO, SOCIEDADE E CULTURA (ISSN: 2358-212X), 9(2). Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/tropos/article/view/3987
Seção
Dossiê - Potências políticas do pop: gênero e ativismo na cultura pop