A LITERATURA INFANTIL EM A DESISTÓRIA DE CHAPEUZINHO VERMELHO

Autores

  • Márcio Adriano Chocorosqui Universidade Federal do Acre

Resumo

Este estudo analisa elementos da obra A desistória de Chapeuzinho Vermelho (1987), narrativa de Lólio L. de Oliveira, que a definem como literatura infantojuvenil, a partir da explicitação de caráter imaginoso, dramatismo, técnica do desenvolvimento e linguagem, teorização elaborada por Jesualdo Josa (1985). Considerando que esses conceitos trabalham com a recepção do texto feita por leitores infantojuvenis, optou-se por uma abordagem via estética da recepção. Nesse sentido, são explicados e aplicados conceitos de Hans Robert Jauss, recuperados de Aristóteles: poieses, aisthesis e katharsis. Além disso, são abordados conceitos originais de Jauss, conhecidos como horizonte de expectativa, concretização e estrutura de apelo. Outrossim, devido ao diálogo de A desitória com o clássico conto de fadas Chapeuzinho Vermelho, na versão dos irmãos Grimm, é feita uma breve análise sob a ótica da intertextualidade bakhtiniana. Conclui-se que A desistória é objeto estético, à medida que contém elementos necessários para arrebatar a atenção do leitor, criando-lhe expectativas e convidando-o a uma leitura lúdica, sem impor uma concretização literária pedagógica, utilitária e fechada em si mesma.

Palavras-chave: Literariedade; Literatura infanto-juvenil; Estética; Intertextualidade.

Biografia do Autor

Márcio Adriano Chocorosqui, Universidade Federal do Acre

Redator e revisor de texto, Assessoria de Comunicação da Ufac; especialização em Literatura Infantil.

Referências

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Publicado

2015-12-06

Como Citar

Chocorosqui, M. A. (2015). A LITERATURA INFANTIL EM A DESISTÓRIA DE CHAPEUZINHO VERMELHO. TROPOS: COMUNICAÇÃO, SOCIEDADE E CULTURA (ISSN: 2358-212X), 1(4). Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/tropos/article/view/418

Edição

Seção

Artigos