AS VOZES DE DONA LÚCIA E DO ESTUPRADOR EM ‘O MEZ DA GRIPPE’, DE VALÊNCIO XAVIER

  • Felipe Thiago Cordeiro da Rocha Universidade Federal de Roraima - UFRR
  • Veronica Prudente Costa Universidade Federal de Roraima - UFRR
Palavras-chave: Metaficção Historiográfica, O Mez da Grippe, Valêncio Xavier

Resumo

Partindo de múltiplos elementos textuais e visuais, Xavier constrói narrativas também múltiplas acerca do mesmo evento histórico: a gripe espanhola em Curitiba no ano de 1918. Essa polifonia permite ao leitor protagonizar a construção da própria compreensão não só sobre a obra, mas também sobre o evento em questão. Ao analisar sob a perspectiva da metaficção historiográfica, entendemos que o diálogo entre o leitor e as múltiplas vozes que constituem a obra desafiam o entendimento daquele sobre o que é história e ficção. Este artigo pretende analisar a construção da narrativa de um elemento histórico a partir das vozes de dois sujeitos: o lírico, cuja identidade não é revelada, por meio de um poema, e Dona Lúcia, por meio de trechos de entrevistas. Para o desenvolvimento deste artigo, nos apoiamos nas seguintes fontes bibliográficas: Goulart (2005), Hutcheon (1991), Jobim (2002) e Milreu (2011).

Biografia do Autor

Felipe Thiago Cordeiro da Rocha, Universidade Federal de Roraima - UFRR

Graduando em Letras-Português (UFRR).

Veronica Prudente Costa, Universidade Federal de Roraima - UFRR

Doutora em Letras Vernáculas (UFRJ). Mestre em Letras Vernáculas (UFRJ). Graduada em Letras Português-Literaturas (UERJ) e Letras Inglês-Literatura (UERJ). Professora do Curso de Letras da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH-UEA). Professora e Vice Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL-UFRR).

Referências

GOULART, Adriana da Costa. Revisitando a espanhola: a gripe pandêmica de 1918 no rio de janeiro. História, Ciências, Saúde-manguinhos, [s.l.], v. 12, n. 1, p. 101-142, abr. 2005. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0104-59702005000100006.
HUTCHEON, Linda. Poética do pós-modernismo: história, teoria e ficção. Trad. Ricardo Cruz. Rio de Janeiro: Imago Editora, 1991.
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MILREU, Isis. A reescrita do passado em galantes memórias e admiráveis aventuras do virtuoso conselheiro gomes, o chalaça. Revista de Literatura, História e Memória, Cascavel, v. 7, n. 9, p. 27-37, out. 2011. Semestral. Disponível em: http://e-revista.unioeste.br/index.php/rlhm/article/view/5250/4385. Acesso em: 06 maio 2020.
ROCHA, Juliana. Pandemia de gripe de 1918. Fiocruz, 2006. Disponível em: http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=815&sid=7. Acesso em: 07 maio 2020.
SILVA, Daniel Neves. Gripe Espanhola. História do Mundo, 20-?. Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/gripe-espanhola.htm. Acesso em: 07 maio 2020.
XAVIER, Valêncio. O mez da grippe e outros livros. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
Publicado
2020-09-05
Como Citar
Cordeiro da Rocha, F. T., & PRUDENTE COSTA, V. (2020). AS VOZES DE DONA LÚCIA E DO ESTUPRADOR EM ‘O MEZ DA GRIPPE’, DE VALÊNCIO XAVIER. TROPOS: COMUNICAÇÃO, SOCIEDADE E CULTURA (ISSN: 2358-212X), 9(2). Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/tropos/article/view/3697
Seção
Artigos