NARCOTRÁFICO NA TELA: FICÇÕES SERIADAS BRASILEIRAS E A MARGINALIDADE REPRESENTADA

  • Rafael Sbeghen Hoff Universidade Federal do Amazonas / Professor
Palavras-chave: audiovisual; ficção; séries; seriados; representação.

Resumo

O presente ensaio discute a representação do narcotráfico e as estratégias narrativas de duas obras audiovisuais seriadas ficcionais brasileiras: Irmandade (Pedro Morelli, 2018) veiculada pelo canal por assinatura Fox Premium e Impuros (Alexandre Fraga, 2019), veiculada pelo sistema de streaming Netflix. Este estudo explora sobretudo os conceitos de série e seriado, apontando para elementos narrativos e de linguagem audiovisual empregados nas obras e discorre sobre representações étnicas da marginalidade e do narcotráfico, fazendo uso da análise de sentidos, análise de conteúdo e análise fílmica (PENAFRIA, 2010). Finalmente, o artigo reforça pontos contextuais que favorecem a produção audiovisual seriada, sugerindo um incremento mercadológico a partir desse tipo de obra e, ao mesmo tempo, questiona os enquadramentos e estereotipações sobre a negritude brasileira nas duas obras ficcionais.

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Publicado
2020-04-21
Como Citar
Sbeghen Hoff, R. (2020). NARCOTRÁFICO NA TELA: FICÇÕES SERIADAS BRASILEIRAS E A MARGINALIDADE REPRESENTADA. TROPOS: COMUNICAÇÃO, SOCIEDADE E CULTURA (ISSN: 2358-212X), 9(1). Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/tropos/article/view/3211
Seção
Dossiê - A nova Era Dourada da Televisão: as séries contemporâneas