O estágio docência na pós-graduação: relatos de uma professora do magistério superior

Resumo

Pesquisas cujo objeto de estudo é o Estágio Supervisionado Curricular e seus diferentes desdobramentos em cursos de formação inicial são recorrentes em eventos, periódicos e trabalhos acadêmicos. Contudo, a quantidade de trabalhos que buscam compreender o Estágio Docência nos cursos de pós-graduação, strictu sensu, ainda é limitada. Nesse sentido, o objetivo desse artigo é o de expor relatos da experiência vivenciada durante o Estágio Docência, realizado no segundo ano de doutoramento, em turmas do curso de graduação em Licenciatura em Química, na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Com abordagem metodológica da pesquisa qualitativa, do tipo exploratória, os dados foram coletados a partir da análise de um diário de campo, elaborado durante o desenvolvimento do estágio que teve duração de 15 aulas. Os principais resultados indicam que apesar de já ser professora do magistério superior a experiência do estágio docência em outra instituição e acompanhada por uma professora com maior tempo de docência, possibilita diferentes reflexões para o exercício da própria prática pedagógica, além de possibilitar um novo olhar para o exercício da docência em sua instituição de origem, bem como das demais ações acadêmicas que são e serão futuramente desempenhadas.

Biografia do Autor

Gahelyka Aghta Pantano Souza, Universidade Federal do Acre - UFAC
Professora de Ensino de Química na Universidade Federal do Acre (UFAC). Possui graduação em Licenciatura Plena em Química e Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) (Em Andamento). Professora e pesquisadora em temáticas relacionadas a educação básica e ao ensino superior na área de Química, com ênfase em Ensino de Química; Materiais Didáticos; Formação Inicial e Continuada de Professores. Vice líder do Grupo de Pesquisa e Extensão em Ensino de Ciências (GPEEC) e Coordenadora do Laboratório de Ensino e Pesquisa em Química (LEPQ/UFAC). Atualmente é representante da Região Norte na Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ), mandato [2018-2020].

Referências

BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 de dezembro de 1996. Disponível em: < https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/70320/65.pdf >. Acesso em 13 de julho de 2019.

BRITO, A. E. Estágio Supervisionado na Formação de Professores: Relato de Experiências. In. CAVALCANTE, M. M. D.; SALES, J. A. M.; FARIAS, I. M. S.; LIMA, M. S. L. Orgs. Didática e Prática de Ensino: Diálogos Sobre a Escola, a Formação de Professores e a Sociedade. Fortaleza: CE: EdUECE, 2015.

CONTE, K. M.; PIMENTA, S. G. O Estágio em Docência na Pós-Graduação: Contributos para a Profissionalidade Docente. In. FARIAS, I. M. S.; LIMA, M. S. L.; CAVALCANTE, M. M. O.; SALES, J. A. M. Didática e Prática de Ensino na Relação com a Formação de Professores. Fortaleza: CE: EdUECE, 2015.

CUNHA, M.I. Trajetórias e lugares da formação da docência universitária: da perspectiva individual ao espaço institucional. Araraquara: Junqueira&Marin, Brasília-DF: CAPES: CNPQ, 2010.

FEITOSA, J. P.A. Construindo o Estágio de Docência da pós-graduação em Química. Quim. Nova, Vol. 25, n. 1, 2002.

HOFFMANN, M. B.; DELIZOICOV, D. Estágio de Docência: espaço formativo do docente do Ensino Superior na área de Ciências da Natureza. Anais do XI ENPEC, 2017.

MATTOS, C. L. G. A abordagem etnográfica na investigação científica. In MATTOS, C. L. G.;CASTRO, P. A. Orgs. Etnografia e educação: conceitos e usos [online]. Campina Grande: EDUEPB, pp. 49-83, 2011.

MELLO, S. P. T.; LINDNER, L. M. T. A Contribuição dos Estágios na Formação Docente: Observações de Alunos e Professores. Anais da IX ANPED SUL, 2012.

MÓL, G. S. Pesquisa Qualitativa em Ensino de Química. Revista Pesquisa Qualitativa. São Paulo, v.5, n.9, p. 495-513, dez. 2017.

PIMENTA, S. G.; ANASTASIOU, L. G. C. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, 2005.

PIMENTA, S. G. Professor Reflexivo: Construindo uma Crítica. In: PIMENTA, S. G.; GHEDIN, E. (Orgs.). Professor Reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo, Cortez, 2012.

Publicado
2019-12-10
Seção
Relatos de Experiência