AÇÕES DE CUIDADO DE REDUTORES DE DANOS ÀS PESSOAS USUÁRIAS DE DROGAS: ESTUDO FENOMENOLÓGICO

  • Zaira Letícia Tisott Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Marlene Gomes Terra Universidade Federal de Santa Maria
  • Keity Laís Siepmann Soccol Universidade Franciscana
  • Cintia Nasi Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Jacó Fernando Schneider Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Vera Lucia Freitag Universidade de Cruz Alta
  • Maria Eduarda de Lima Torres Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Palavras-chave: Usuários de Drogas, Redução do Dano, Atenção à saúde, Assistência à Saúde Mental, Filosofia

Resumo

Objetivo: objetivo compreender a intencionalidade das ações desenvolvidas pelo Redutor de Danos ao cuidar de pessoas usuárias de drogas. Método: pesquisa qualitativa desenvolvida em um município do estado do Rio Grande do Sul (RS), Brasil, com 17 Redutores de Danos. Os dados foram analisados sob a óptica da Fenomenologia Social de Alfred Schütz. A partir da análise emergiram três categorias: o acolhimento junto à pessoa usuárias de drogas; a inclusão social como uma ação de redução de danos; e a promoção da autonomia no tratamento. Conclusão: os Redutores de Danos desenvolvem suas ações de cuidado com a intencionalidade de garantir os direitos das pessoas usuárias de drogas e de inserção dos usuários na sociedade e na Rede de Atenção Psicossocial.

Biografia do Autor

Zaira Letícia Tisott, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Enfermeira. Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Marlene Gomes Terra, Universidade Federal de Santa Maria

Doutora em Enfermagem. Docente do Programa de Pós-graduação em enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria.

Keity Laís Siepmann Soccol, Universidade Franciscana

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Franciscana.

Cintia Nasi, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professora Adjunta do Departamento de Assistência e Orientação Profissional da Escola de Enfermagem e Docente Permanente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Jacó Fernando Schneider, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Docente Permanente no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Vera Lucia Freitag, Universidade de Cruz Alta

Docente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ)

Maria Eduarda de Lima Torres, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Estudante do curso de graduação em enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Referências

BITTENCOURT, M.N. et al. Street clinic: the care practices with users of alcohol and other drugs in Macapá. Esc Anna Nery. v.23, n.1, p.1-7,2019.

BRASIL. Decreto nº 9.761, de 11 de abril de 2019. Aprova a Política Nacional sobre Drogas. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Decreto/D9761.html. Acesso em: jul. 2019.


BRASIL. Portaria nº 1.028, de 1º de julho de 2005. Determina que as ações que visam à redução de danos sociais e à saúde, decorrentes do uso de produtos, substâncias ou drogas que causem dependência, sejam reguladas por esta Portaria. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Jun 2016. Disponível em: http://bvsms. saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2005/prt1028_01_07_2005.html. Acesso em: jun 2019.

BRASIL. Portaria No 122, de 25 de janeiro de 2011. Define as diretrizes de organização e funcionamento das equipes de Consultório na Rua. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Ago 2016. Disponível em:http;/bvsms.saude.gov.br/bvs/saudedelegis/gm/2012/prt0122_25_01_2012. html. Acesso em: ago de 2019.

BRASIL. Portaria nº 2.197, de 14 de outubro de 2004b. Redefine e amplia a atenção integral para usuários de álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Jun 2016. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2004/prt2197_14_10_ 2004.html. Acesso em: jun 2016.

BRASIL. Conselho Nacional de Saúde. Publicada Resolução 466 do CNS que trata de pesquisas em seres humanos e atualiza a Resolução 196.

FONTANELLA, B.J.B; TURATO, E.R. Redução espontânea de danos: barreira para a procura de tratamento por dependentes de substâncias psicoativas?. Rev Bras Psiquiatr.,v.27, n.4, p. 272-277, 2005.

FOTOPOULOU, M.; MUNRO, A.; TAYLOR, A. ‘Allowing the right’ and its currency in managing drug stigma in Greece. International Journal of Drug Policy. v.26, n.8, p.723–730, 2015.

FRIEDRICHS, A. et al. Preferências do paciente e tomada de decisão compartilhada no tratamento de transtornos por uso de substâncias: uma revisão sistemática da literatura. PLoS One. v.11, e.0145817, 2016.

GOMES, T.B.; DALLA VECCHIA, M. Estratégias de redução de danos no uso prejudicial de álcool e outras drogas: revisão de literatura. Ciência & Saúde Coletiva. v.23, n.7, p.2327-2338, 2018.
GUNN, A.J.; CANADA, K.E. Intra-group stigma: Examining peer relationships among women in recovery for addictions. Drugs: Education Prevention and Policy. v. 22, n.3, p.281–292, 2015.

LOPES, F.J.O. Proibicionismo e atenção em saúde a usuários de drogas: tensões e desafios às políticas públicas. Psicologia & sociedade. v.31, e.188088, p. 1-15, 2019.

LOPES, H.P.; GONÇALVES, A.M. A política nacional de redução de danos: do paradigma da abstinência às ações de liberdade. Pesquisas e Práticas Psicossociais, v.13, n.1, e. e1355, p.1-15, 2018.

MATTOO, S.K. et al. How Do Indian Substance Users Perceive Stigma Towards Substance Use Vis-A-Vis Their Family Members?, Journal of Ethnicity in Substance Abuse. v.14, n.3, p.223-231, 2015.

MAYNART, W.H.C. et al. A escuta qualificada e o acolhimento na atenção psicossocial. Acta Paul Enferm. [Internet]. v.27, n.4, p.300-3, 2014.

MYERS, B.; CARNEY, T.; WECHSBERG, W.M. Not on the agenda”: A qualitative study of influences on health services use among poor young women who use drugs in Cape Town, South Africa. International Journal of Drug Policy. v.30, n.52–58, p.1-17, 2016.

RIO GRANDE DO SUL. Secretaria da Saúde. Resolução No038/2012 – CIB / RS. Instituir, dentro da Política Estadual de Atenção Integral em Saúde Mental álcool e outras drogas, Incentivo Financeiro Estadual para a Redução de Danos em âmbito municipal, para municípios com mais de 16.000 (dezesseis mil) habitantes. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Ago 2016. Disponível em: http:// www.saude.rs.gov.br/uploa/1338842649_cibr038_12.pdf. Acesso em: ago de 2019.

SCHÜTZ, A. A construção significativa do mundo social. Uma introdução à sociologia compreensiva. Petrópolis (RJ): Vozes; 2018.

SIMÕES, A.; SAPETA, P. Conceito de dignidade na enfermagem: análise teórica da ética do cuidado. Rev. bioét. (Impr.). v.27, n.2,p. 244-52, 2019.

SIQUEIRA, D.F. et al. Ações de cuidado aos familiares de usuários de substâncias psicoativas: perspectivas de profissionais e familiares. Texto & Contexto Enfermagem, v. 28, e.20180022, p. 1-14, 2019.

TEIXEIRA, A. A. et al. Usuários de crack – desenvolvendo estratégias para enfrentar os riscos do uso. J. res.: fundam. Care, v. 7, n. 2, p: 2393-2404, 2015.

TOCANTINS, F.R. O agir do enfermeiro em uma unidade básica de saúde: análise das necessidades e demandas [tese]. Rio de Janeiro (RJ): Escola de Enfermagem Anna Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro; 1993.
Publicado
2020-01-28
Como Citar
Tisott, Z. L., Gomes Terra, M., Siepmann Soccol, K. L., Nasi, C., Schneider, J. F., Freitag, V. L., & de Lima Torres, M. E. (2020). AÇÕES DE CUIDADO DE REDUTORES DE DANOS ÀS PESSOAS USUÁRIAS DE DROGAS: ESTUDO FENOMENOLÓGICO . South American Journal of Basic Education, Technical and Technological , 6(2), 461-473. Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/SAJEBTT/article/view/2848
Seção
Artigos Originais Ciências da Saúde