Percepção ambiental de moradores do entorno de Áreas de Preservação Permanente em Porto Velho, Rondônia

Resumo

A humanidade vem convivendo com o crescimento e desenvolvimento desordenado das cidades, sem nenhuma ou quase nenhuma preocupação com o ambiente, em especial as Áreas de Preservação Permanente. O objetivo desse trabalho foi avaliar o conhecimento da população do entorno das Áreas de Preservação Permanente urbanas sobre a sua importância e forma de uso no município do Porto Velho. Para a realização dessa pesquisa foi utilizado um questionário com seis perguntas relacionadas às Áreas de Proteção Permanete, abordando o perfil dos entrevistados e a percepção ambiental. Foram entrevistadas 100 moradores, onde 36% possuíam o ensino médio completo e 53% dos entrevistados souberam responder o que é uma Área de Proteção Permanete. Quando verificada as formas de uso, 64% da população não faz nenhum tipo de uso, enquanto que 36% da população pratica alguma atividade. Os benefícios que se destacam entre os entrevistados foram a “Conservação da biodiversidade” e “Sensação térmica”, com 40 e 20 citações, respectivamente. Em relação aos maleficios destacou-se a “Ausência da conservação” com treze citações e “Acúmulo de lixo” com 5 citações. Das medidas de melhoria tiveram destaque as categorias “Área de lazer” e “Fiscalização” com 26% cada, seguidas de “Educação Ambiental”, com 25%. Este estudo ratificou a importância dessas áreas protegidas na qualidade de vida urbana, destacando o maior número de benefícios em relação aos malefícios. Nosso estudo reintera a necessidade da presença dos órgãos de fiscalização para que ocorra a efetivação dos objetivos maiores desses espaços especialmente protegidos.

 

Biografia do Autor

Bruna Rafaeli Moreira, Centro Universitário FIMCA - UNIFIMCA
Licenciada em Ciências Biológicas pelo Centro Uiniversitário FIMCA - UNIFIMCA
Marcela Alvares Oliveira, Centro Universitário FIMCA - UNIFIMCA
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Rondônia (2006) e mestrado em Ecologia e Manejo de Recursos Naturais pela Universidade Federal do Acre (2012). Discente de doutorado do programa Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal ? Rede BIONORTE- da Universidade Federal de Rondônia. Atualmente é professora das Faculdades Integradas Aparício Carvalho (FIMCA) nos cursos de Agronomia, Ciências Biológicas, Estética e Cosmética e Nutrição. Tem experiência na área de Ecologia de Mamíferos, atuando nas linhas de ecologia comportamental de primatas, caça de subsistência, etnozoologia, etnoecologia e levantamento de fauna.

Referências

BELTRÃO, M.R.M; DUTRA, M.T.D; NUNES, A.T. Percepção ambiental sobre a gestão de residuos sólidos: estudo de caso do conjunto residencial Pernambuco. Revista GeAS, v.4, n.2, p. 209-233, 2016.

LUCENA, M. M.; FREIRE, E. M. Percepção ambiental como instrumento de participação social na proposição de área prioritária no semiárido. INTERthesis, v.11, n.1, p. 147-171, 2014.

BRASIL. Código Florestal: Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Planalto. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm, [acesso em 01 e nov 2018].

COSTA, T.C.C; SOUZA, M.G.; BRITES, R.S. Delimitação e caracterização de áreas de preservação permanene, por meio de um sistema de informações geográficas (SIG). Rev. Árvore, v.20, n.1, p. 129-135, 1996.

MATTOS, A. D. M.; JACOVINE, L. A. G.; VALVERDE, S. R.; SOUZA, A. L.; SILVA, M. L.; LIMA, J. E. Valorização ambiental de áreas de preservação permanente da microbacia do ribeirão São Bartolomeu no município de Viçosa, MG. Rev. Árvore, v.31, n.2, p. 347-353, 2007.

LIMA, V., AMORIM, M.C.C.T. A importância das áreas verdes para a qualidade ambiental das cidades. Revista Formação, v.1, n.13, p. 139 -165, 2006.

PEREIRA, L.F F.; SOUZA, A.D.G. Percepção ambiental dos moradores do entorno de duas áreas verdes no município de Poços de Caldas-MG. In: XIII Congresso Nacional de Meio Ambiente de Poços de Caldas, Poços de Caldas, 2017.

OLIVEIRA, M.Z.; VERONEZ, M.Z.; THUM, A.B.; REINHARDT, A.O.; BARETTA, L.; VALLES, T.H.A.; ZERDO, D.; SILVEIRA, L.K. Delimitação de Áreas de Preservação Permanente: Um estudo de caso através de imagem de satélite de alta resolução associada a um dsistema de informação geográfica (SIG). In: XIII Simpósio Brasileiro De Sensoriamento Remoto, Florianópolis, 2007.

MUCELIN, C.; BELLINI, M. Lixo e impactos ambientais perceptíveis no ecossistema urbano. Soc. nat.,v.20, n.1, p. 111-124, 2008.

SANTANA, M.N.R. Identificação dos impactos ambientais da ocupação irregular na Área de Preservação Permanente (APP) do córrego Tamanduá em Aparecida de Goiânia. In: II Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental, Londrina, 2011.

ARAÚJO, S.M.V.G. 2002. As áreas de preservação permanente e a questão urbana. Câmara dos Deputados. Disponível em https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/estudos-e-notas-tecnicas/publicacoes-da-consultoria-legislativa/arquivos-pdf/pdf/207730.pdf, [acessado em 27 de Jul 2018].

MELO, G. M, IRVING, M. A. Parques nacionais na fronteira amazônica: uma leitura da percepção local sobre a gestão dos Parques Nacionais Montanhas do Tumucumaque e Cabo Orange (AP-Brasil). Geografias, v.8, n.2, p. 76-9, 2012.

BORGES, L.A.C.; REZENDE, J.L.P.; PEREIRA, J.A.A.; COELHO, L.M.J.; BARROS, D. A. Áreas de Preservação Permanente na legislação ambiental brasileira. CR, v.41, n.7, p. 1202-1210, 2011.

PUSSINI, N. A gestão urbana e ocupação em áreas de preservação permanente na cidde de Guarapuava (PR): o caso do arroio do Carro Quebrado. Ambiência, v.7, n.1, p, 133-153, 2011.

GONÇALVES, I.S.; GONÇALVES, V.L. Políticas públicas, percepção e gestão ambiental. Planeta Amazônia: Revista Internacional de Direito Ambiental e Políticas Públicas, n.5, v.2013, p. 167-177, 2013.

RAUBER, S.C; NETO, G.G. Percepção ambiental e áreas verdes: o caso do Parque municipal Jardim Botânico em Sinop/MT, Brasil. Revista Uniara, v. 14, n. 2, p. 22-36, 2011.

CÂMARA, E.S.; ANDRIOLLI, C.; VIEIRA, L. Vozes do campo e áreas protegidas: a percepção ambiental de pequenos proprietários rurais sobre os recursos naturais. Estud.soc.agric. , v.25, n.3, p. 561-590, 2017.

IBGE. Censo demográfico. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em , [acessado em 05 out 2018].

QUINLAN, M. Considerations for collecting freelists in the Field: Examples from ethnobotany. Field Methods. n.17, v.3, p. 1-16, 2005.

LONDE, P.R., MENDES, P.C.A influência das áreas verdes na qualidade de vida urbana. Hygeia, v. 10, n.18, p. 264 – 272, 2014.

TEIXEIRA, C. C. Visões da natureza: seringueiros e colonos em Rondônia. São Paulo: EDUC/FAPESP, 1999.

ALVES, J.; THOMAZ, A. A migração do trabalho para o complexo hidrelétrico Madeira. In: XIII Jornada do Trabalho, Presidente Prudente, 2012.

ROCHA, G.M., BRITO, S.O. A construção das usinas no rio Madeira em Rondônia e os impactos no município de Porto Velho: uma abordagem socioeconômica e ambiental. In: IX Congresso Nacional de Excelência em Gestão, Rio de Janeiro, 2013.

CARVALHO, A.P., RODRIGUES, M.A.N.R. Percepção ambiental de moradores do entorno do açude Soledade no estado da Paraíba. Revista GESTA, v.19 n.3, p. 25-35, 2015.

RODEGHERI, L.B.; SANTOS, N.F. Meio ambiente digital no brasil: direito de acesso à informação e novos desafios tecnológicos. Publica Direito, v. 1, n.1, p. 225-247, 2013.

LADEIRA. A.S.; RIBEIRO, A.G.; DIAS, H.C.T.; GONÇALVES, C.E.; SCHAEFER, R.; FERNANDES FILHO, E.; OLIVEIRA FILHO, A.T. O perfil dos visitantes do Parque Estadual do Ibitipoca (PEIB), Lima Duarte, MG. Rev. Árvore, v.31, n.6, p.1091-1098, 2007.

TEJAS, G.T.; AZEVEDO, M.G.F.; LOCATELLI, M. A influência de áreas verdes no comportamento higrotérmico e na percepção ambiental do citadino em duas unidades amostrais no município de Porto Velho, Rondônia, Brasil. REVSBAU, v.6, n.4, p. 15-34, 2011.

FERREIRA, L.V.; PAROLIN, P.; MUÑOZ, S.H.; CHAVES, P.P. O efeito da fragmentação e isolamento florestal das áreas verdes da região metropolitana de Belém. Pesquisas Botânica, n. 63, v. 2012, p.357-367, 2012.

VIANA, A.L.; LOPES, M.C.; LINS NETO, N.F.A.; KUDO, S.S.; GUIMARÃES, D.F.D.; MARI, M.L.G. Análise da percepção ambiental sobre os parques urbanos da cidade de Manaus, Amazonas. REMOA, v.13, n.5, p. 4044-4062, 2014.

MELLO-THÉRY, N. A. Conservação de áreas naturais em São Paulo. Estud. av., v. 25, n. 71, p. 175-188, 2011.

Publicado
2019-08-01
Seção
Artigos de Ciências da Vida