AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE EXTRATO, FRAÇÕES E ÓLEO ESSENCIAL DA P. obliquum RUIZ E PAVON – ESEC CUNIÃ, PORTO VELHO, RONDÔNIA.

  • Hélida Soleane Mendonça Ferreira Nobre Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia - IFRO
  • Mariangela Soares de Azevedo Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
  • Najla Benevides Matos Fundação Oswaldo Cruz - Rondônia
  • Ângelo Gilberto Manzatto Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
  • Natalia Faria Romão Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná - CEULJI/ULBRA
  • Jussara Rojas e Silva Aizzo Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM)
  • Adeilza Felipe Sampaio BIONORTE

Resumo

A Piper obliquum tem seu uso disseminado como analgésico e antiartrítico na medicina tradicional da Guiana e Equador. No Brasil, a espécie não tem seu uso disseminado, contudo pode ser encontrada na Estação Ecológica de Cuniã (ESEC-Cuniã), no município de Porto Velho, Rondônia. O presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana do óleo essencial, extrato etanólico e frações (hexano, clorofórmio, acetato de etila e acetona) provenientes da planta, frente às espécies bacterianas Staphylococcus aureus, Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e a espécie fúngica, Candida sp. Para a observação preliminar da atividade antimicrobiana utilizou-se o teste de difusão em ágar e, posteriormente, teste de microdiluição em meio líquido, a fim de obter a concentração inibitória mínima (CIM) e avaliar a viabilidade celular. As CIMs do extrato etanólico e frações variaram entre 0,125 e 2,0 mg·mL-1 frente à S. aureus e de 0,062 e 0,5 mg·mL-1 frente à MRSA. Os valores de viabilidade celular foram relevantes para a fração acetato de etila, corroborando com os resultados das CIMs para a mesma fração. Quanto ao óleo essencial, este demonstrou atividade frente a S. aureus e MRSA, no teste de difusão em ágar, com halos de inibição 17,0 e 11,0 mm, respectivamente.

Biografia do Autor

Hélida Soleane Mendonça Ferreira Nobre, Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia - IFRO
Possui graduação em Licenciatura Plena em Química pela Universidade Federal de Rondônia, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, atuando como professora no Instituto Federal de Rondônia (IFRO), Departamento de Apoio ao Ensino (DAPE).
Mariangela Soares de Azevedo, Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Possui graduação em Química Licenciatura Plena pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1988), mestrado em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) e doutorado em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998) e Pós-doutorado na University of Florida, Department of Medicinal Chemistry. Atualmente é Professor Associado III da Universidade Federal de Rondônia. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Síntese Orgânica, Química dos Produtos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas Isolamento e identificação de compostos provenientes de plantas amazônicas, atividades antioxidante, antimicrobiana e leschmanicida.
Najla Benevides Matos, Fundação Oswaldo Cruz - Rondônia
Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Rondônia (2002) e mestrado em Biologia Experimental pela Universidade Federal de Rondônia (2004). Durante sua formação de iniciação científica e mestrado, realizou estudos sobre a Caracterização genotípica e fenotípica de enterobactérias como a Escherichia coli isoladas de população infantil na região de Porto Velho-RO. Realizou seu doutoramento no laboratório de membranas bacterianas do Instituto Pasteur -França pela Universidade Jussieu Denis Diderot Paris VII (2008).
Ângelo Gilberto Manzatto, Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Professor adjunto II da Universidade Federal de Rondônia (Unir, campus Porto Velho) com regime de dedicação exclusiva e, atuo na área de ecologia, dinâmica e estrutura de florestas amazônicas e ecologia de ecossistemas. Nos últimos anos venho participando como pesquisador colaborador em projetos multidisciplinares e interinstitucionais (CNPq/MCT/PPG7?FaseII; CNPq/CT-Hidro, CNPq/CT-Saúde e CNPq/Universal). Na graduação venho lecionando disciplinas de ecologia de campo, fundamentos de ecologia e de populações e ecologia de comunidades e biodiversidade para o curso de Ciências Biológicas da Unir no município de Porto Velho. Participo como membro permanente dos programas de pós-graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente da Universidade Federal de Rondônia e da REDE BIONORTE - Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal. Sou membro do Programa de Pesquisa em Biodiversidade - PPBIO em Rondônia e do Comité Gestor do INCT-Cenbam (Centro de Estudos da Biodiversidade Amazônica) e Vice-Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (PGDRA/UNIR).
Natalia Faria Romão, Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná - CEULJI/ULBRA
Bióloga, Mestre em Genética e toxicologia aplicada pela UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL - ULBRA (2012), Doutoranda em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal pela Rede Bionorte. É Professora adjunta dos Cursos de Ciências Biológicas e Farmácia do Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná - CEULJI/ULBRA. Tem experiência em Análises Microbiológica de Alimentos e Genética toxicológica. Atua em pesquisas na área de Genética toxicologica, mutagênese e Microbiologia de alimentos.
Jussara Rojas e Silva Aizzo, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM)
Atualmente é discente do curso de Direito (2015-) da Universidade Federal de Rondônia. Possui Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente (2013) e graduação em Ciências Biológicas, nas modalidades licenciatura e bacharelado, pela Universidade Federal de Rondônia (2011). Possui curso incompleto de Engenharia Agronômica (2005), pela Unir e curso técnico em contabilidade (1997) pela Escola Marechal Cordeiro de Farias.
Adeilza Felipe Sampaio, BIONORTE
Os autores declaram não haver conflitos de interese.

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Publicado
2019-08-01
Seção
Artigos de Ciências da Vida