PROTAGONISMO PRETO

MUSEU AFRO BRASIL E A EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NÃO FORMAL

Autores

  • Daniela Guimarães Serafim Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Cidadania., Formação Antirracista., Historicidade negra.

Resumo

Pretende-se com este trabalho compreender o protagonismo preto na formação sociocultural afro-brasileira a partir da contribuição do Museu Afro Brasil para uma Educação Antirracista. A historicidade revela que o silenciamento sobre a atuação negra promoveu uma mentalidade estereotipada, exclusiva e, por outro lado, determinados pensamentos e ações são permissivos com a existência dessa violência. Para tanto, utilizou-se a metodologia bibliográfica para relacionar as temáticas. Assim, para a discussão do conceito de Educação Não Formal foram consultadas as escritas de Maria da Glória Gohn e, para informações do Museu Afro Brasil, Emanoel Alves de Araújo. Entende-se que o combate ao racismo se faz através do acesso a dados históricos, com o apoio da arte, com visitação a lugares de memória, com o desenvolvimento de outras formas de aprendizagem. Infere-se que o processo educacional perpassa pela cidadania, para servir como mola propulsora na inserção do povo preto na sociedade de maneira consolidada, (re)conhecendo e reivindicando seus direitos a partir da compreensão identitária e de outros aspectos.

Biografia do Autor

Daniela Guimarães Serafim, Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro

Graduanda no curso de Licenciatura em Pedagogia pelo Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ- 2019). Graduada em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO - 2018).

Referências

ARAÚJO, Emanoel Alves de. O Museu Afro Brasil. Comunicação & Educação, [S. l.], v. 15, n. 1, p. 125-129, 2010. Disponível em:

https://www.revistas.usp.br/comueduc/article/view/44112 Acesso em: 17 maio. 2021.

BRASIL. Lei nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003. Dispõe sobre a obrigatoriedade da inclusão no currículo oficial o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, p. 10, 10 jan. 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm#:~:text=LEI%20No%2010.639%2C%20DE%209%20DE%20JANEIRO%20DE%202003.&text=Altera%20a%20Lei%20no,%22%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias. Acesso em: 17 maio. 2021.

CARREIRA, Elaine Regina Maurício; NASCIMENTO, Ana Paula Cavalcante Lira do; ALMADO Ana Claudia. Navegando e criando novas narrativas: um relato de experiência a partir da virtualidade do Museu Afro Brasil. Revista Interdisciplinar Parcerias Digitais, v.1, n. 2, p. 1-8, 2020. Disponível em: http://www.cp2.g12.br/ojs/index.php/parceriasdigitais/article/view/2320%3E

Acesso em: 17 maio. 2021.

Diretrizes Curriculares Nacionais para educação das relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília/DF: SECAD/ME, 2004. Disponível em: https://www.uel.br/projetos/leafro/pages/arquivos/DCN-s%20-%20Educacao%20das%20Relacoes%20Etnico-Raciais.pdf Acesso em: 17 maio. 2021.

GOHN, Maria Glória. Educação não formal, aprendizagens e saberes em processos participativos. Investigar em Educação, Lisboa, II série, n. 1, p. 35-50, 2014. Disponível em: http://pages.ie.uminho.pt/inved/index.php/ie/article/viewFile/4/4 Acesso em: 20 maio. 2021.

LACOMBE, Américo Jacobina; SILVA, Eduardo; BARBOSA, Francisco de Assis. Rui Barbosa e a queima dos arquivos. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1988.

SANTOS, Milton. O espaço da cidadania e outras reflexões. Porto Alegre: Fundação Ulysses Guimarães, 2011.

SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. São Paulo: Edusp, 2007.

SILVA, Claudinei Roberto da. The history of Afro-Brazilian art as the history of Afro-Brazilian art exhibitions. DAT Journal, v. 5, n. 3, p. 52-57, 19 out. 2020. Disponível em: https://datjournal.anhembi.br/dat/article/view/250 Acesso em: 20 maio. 2021.

POLLAK, Michael. Memória e Identidade. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, 1992, p. 200-212.

WANDERLEY, Luiz Eduardo W. Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e Educação Popular. Revista Eclesiástica Brasileira. v. 41, n. 164, p. 686-707, dez. 1981.

Downloads

Publicado

2021-11-01

Como Citar

Guimarães Serafim, D. (2021). PROTAGONISMO PRETO: MUSEU AFRO BRASIL E A EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NÃO FORMAL. Revista Em Favor De Igualdade Racial, 4(3), 52–60. Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/RFIR/article/view/5078

Edição

Seção

ARTIGOS