MARCAS DE DENDÊ

CAMINHOS ANCESTRAIS POR MEIO DAS BRINCADEIRAS

  • Jaqueline Rebouças do Carmo Universidade Federal do Recôcavo da Bahia https://orcid.org/0000-0001-9087-4606
  • Karina de Oliveira Santos Cordeiro Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-Centro de formação de professores

Resumo

O presente artigo tem por objetivo compreender como as brincadeiras de crianças nos espaços/escolas campesinas podem se constituir a partir de um legado ancestral. A ancestralidade é mais do que um conceito, ela é uma força que nos constitui, nos atravessa e nos impulsiona. Deste modo, as relações por meio das brincadeiras observadas nos revelaram uma ressignificação em seu contexto local, mas também vestígios da colonização. Elas evidenciaram a cultura de um povo que se faz viva, mantém viva uma memória, um legado. Embora tais brincadeiras construam e proporcionem aprendizagens e habilidades físicas e cognitivas nos sujeitos envolvidos, por outro lado algumas delas reproduzem, com suas práticas naturalizadas, memórias de violência e brutalidade vividas pelos negros escravizados.  Conclui-se que perceber a ancestralidade contida nesse processo é uma forma de resgatar um saber/fazer ancestral, ou seja, é uma forma de reconhecer nossas raízes, de saber de onde viemos. Um povo que não conhece suas raízes desconhece sua história.

Biografia do Autor

Jaqueline Rebouças do Carmo, Universidade Federal do Recôcavo da Bahia

Graduada em Pedagogia. Assistente de Alfabetização pelo sistema de Programa Mais Alfabetização.

Karina de Oliveira Santos Cordeiro, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-Centro de formação de professores

Doutora em Educação. Professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Publicado
2021-01-29
Como Citar
Rebouças , J., & Cordeiro, K. de O. S. (2021). MARCAS DE DENDÊ : CAMINHOS ANCESTRAIS POR MEIO DAS BRINCADEIRAS. Revista Em Favor De Igualdade Racial, 4(1), 72-86. Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/RFIR/article/view/4065
Seção
ARTIGOS