ASSOCIANDO A PALAVRA ÁFRICA

PROPAGAÇÃO DO CONHECIMENTO OU IGNORÂNCIA – REFLEXÕES A PARTIR DA LEI 10.639/2003

  • Andrisson Ferreira Silva Universidade Federal do Acre
  • Danilo Rodrigues do Nascimento Universidade Federal do Acre

Resumo

O presente trabalho é uma pesquisa quanti-qualitativa desenvolvida com alunos do Ensino Fundamental II de escolas específicas da rede pública da cidade de Rio Branco. Partindo desse pressuposto, temos por objetivo explicitar as concepções desses discentes acerca da palavra “África” e o reflexo de suas associações mediante escolhas de opções apresentadas em questionário e como suas escolhas refletem as nuances que perpassam o currículo da educação básica no que permeia a ausência ou presença das relações étnico-raciais. A justificativa está pautada na necessidade de ampliar o ensino de História da África para o rompimento de visões estereotipadas no âmbito escolar. Sendo assim, buscamos amparo teórico em Munanga (2015) no qual escreveu sobre o porquê de ensinar História da África e Pereira (2012) que inferiu sobre a descolonização das consciências para ampliação dos horizontes sobre a história social do povo brasileiro. Além disso, é no decorrer desta produção que também buscaremos compreender que o ensino sobre o continente é amparado na Lei 10.639/2003, e também, pelo fato de que o Brasil foi o maior receptor de negros - trazidos forçosamente do território além-mar nos processos diaspóricos do período colonial. Ademais, mediante a explanação dos dados, poderemos compreender o resultado de que muitos alunos ainda veem o continente como um lugar isolado e não civilizado, sendo então perceptível o reflexo do cenário educacional nestas instituições rio-branquenses acerca dos estudos sobre a riqueza histórica e conhecimento por parte dos alunos sobre África, no qual necessita ser ampliado para a diminuição da ignorância.

PALAVRAS-CHAVE: África. Lei 10.639/2003. Ensino Fundamental II.

Publicado
2020-06-10