FATORES DE (IN)SATISFAÇÃO E PROFISSIONALIDADE NA PROFISSÃO DOCENTE

UM RECORTE ÉTNICO-RACIAL

  • FÁBIO DE FARIAS SOARES UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE
  • KALINY CUSTÓDIO DO CARMO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE

Resumo

Este trabalho faz parte das reflexões desenvolvidas no decorrer da disciplina Profissão Docente, Identidade, Carreira e Desenvolvimento Profissional, ministrada na Universidade Federal do Acre (Ufac), no ano de 2018. A realização da disciplina por uma(um)[1] das(os) autoras(es) despertou interesse sobre a temática, e como pesquisadoras(es) do Observatório de Discriminação Racial do Acre, optou-se por um recorte étnico-racial. O intuito deste texto é apresentar os resultados de uma pesquisa realizada com professoras e professores da rede pública e privada de Educação de Rio Branco/Acre, que culminou no presente artigo. O objetivo fora identificar os fatores de Satisfação e Insatisfação das(os) professoras(es) da Educação Básica e a relação com o sentido de Profissionalidade, sob uma perspectiva étnico-racial. Realizou-se através de revisões bibliográficas e análise de questionários auto aplicados com docentes de várias áreas e modalidades da Educação Básica. Para isso, fez-se necessário entender a relação da vida pessoal da (o) docente com a profissão, bem como o percurso da docência no Brasil e as possíveis influências que o quesito “cor/raça” exerce no fazer-se professora. Discorremos com a colaboração de Penin (2009), de Vicentini e Lugli (2009) e Fernandes (2017). Com a pesquisa, pôde-se perceber que a população negra tem alcançado com maior expressividade o nível superior e, notadamente, à docência, e que em determinados aspectos referentes à profissão existem algumas discrepâncias e semelhanças.

 

[1] Por motivos políticos, éticos e metodológicos, optou-se, sempre que possível, por identificar em primeiro lugar as sujeitas femininas e em segundo os sujeitos masculinos por compreender que a gramática normativa é machista.

Biografia do Autor

FÁBIO DE FARIAS SOARES, UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE

Licenciado em História pela Universidade Federal do Acre, voluntário do Observatório de Discriminação Racial do Estado do Acre, integrante do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi/Ufac).

KALINY CUSTÓDIO DO CARMO, UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE

Acadêmica do curso de Bacharelado em História da Universidade Federal do Acre, bolsista do Observatório de Discriminação Racial do Estado do Acre

Publicado
2019-11-18