Atividade anti-helmíntica do extrato etanólico das folhas da Arrabidae chica sobre ovos e larvas de nematódeos gastrintestinais de ovinos

Autores

  • Thayna Ferreira Bispo dos Santos Universidade Federal do Acre
  • Adriano Monteiro de Souza Universidade Federal do Acre
  • Walef Bandeira Rodrigues Universidade Federal do Acre
  • Joelton da Silva Barata Universidade Federal do Acre
  • Alex Cicinato Paulino de Oliveira Universidade Federal de Rondônia
  • Sara Lucena de Amorim Universidade Federal de Rondônia

Resumo

O uso indiscriminado de produtos antiparasitários, na produção animal de ovinos e caprinos, tem selecionado parasitas resistentes que continuam causando prejuízos a este fim econômico. Na medicina popular, a Arrabidae chica é utilizada como antiinflamatório, cicatrizante, antianêmico e auxilia no tratamento de câncer. Esta variedade de classes de metabólitos secundários presente na planta comprova o interesse científico na sua utilização para outros fins. O objetivo do presente estudo foi de testar a eficácia do extrato etanólico da planta sobre a eclosão de ovos de helmintos encontrados nas fezes de ovinos naturalmente infectados e que não estiveram sob tratamento. A amostra da planta utilizada no estudo foi coletada da região urbana do município de Rio Branco- Acre e processada para a obtenção do extrato etanólico, as amostras biológicas de animais parasitados foram coletadas no Frigorífico Annasara. Para avaliação antiparasitária foram utilizadas dois ml nas doses CL50% (339ug/ml) e CL100% (678ug/ml) e adicionadas nas fezes(2g) dos animais parasitados naturalmente. A dose foi determinada a partir do teste de toxicidade com Artemia salina. A eficácia demonstrada pela planta Arrabidade chica se mostrou insatisfatória para o tratamento dos ovos e larvas de nematódeos gatrintestinais de ovinos, visto que a taxa de eficácia, em média geral, se mostrou abaixo de 1%. Na identificação dos gêneros de nematódeos gastrintestinais de ovinos, através da coprocultura, identificou-se a predominância do gênero Haemonchus sp. (96,1%), seguido do Oesophagostomum sp. (3,2%) e Trichostrongylus sp. (0,66%) em todos os grupos tratados e no grupo controle. Portanto novas doses devem ser testadas para averiguar de fato seu papel na atividade antiparasitária.

 

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Publicado

2021-03-20

Edição

Seção

Artigos Científicos