Leishmaniose tegumentar americana: perfil e controle da doença no extremo oeste do Brasil

Autores

  • Victor Cavalcante Muricy Universidade Federal do Acre
  • Aline Ferreira da Silva Universidade Federal do Acre
  • Maria Gabriela Silva Guimarães Universidade Federal do Acre
  • Paula Rubia Jornada Bastos Universidade Federal do Acre
  • Ana Caroline Santana dos Santos Universidade Federal do Acre
  • Pedro Henrique de Almeida Andrade Universidade Federal do Acre
  • Mônica da Silva-Nunes Universidade Federal do Acre

Resumo

A Leishmaniose Tegumentar Americana, causada pelo protozoário Leishmania e transmitida pelo vetor flebotomineo, é uma importante doença no Brasil, em especial no Acre. Este estudo descreve o perfil epidemiológico e avalia o programa de controle da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) em Mâncio Lima (AC) entre 2012 e 2013. As fichas de notificação dos casos confirmados de LTA do município foram revisadas e as frequências comparadas utilizando-se o Teste Exato de Fisher ou Qui-quadrado. Notificaram-se 45 casos de LTA, com um coeficiente de detecção de 29,6 casos por 10.000 habitantes. Os casos ocorreram mais em homens (97,8%), em moradores da zona rural (64.4%) e com ocupação relacionada a agricultura (60%). Houve apenas um caso alóctone (de Cruzeiro do Sul), com predomínio da forma cutânea (84.4%) e um número considerável de recidivas (42.9%). O diagnóstico foi confirmado preferencialmente pelo exame parasitológico direto (68.9%), sendo a intradermorreação de Montenegro pouco utilizada (31.1%). Criou-se uma ficha de avaliação do controle da doença com 15 dimensões a serem analisadas, em que o município cumpriu apenas com 41,9% do proposto pelo Ministério da Saúde. Há no local uma deficiência de recursos humanos para a execução dos testes diagnósticos necessários e para o preenchimento da ficha de notificação, portanto melhorias na rede de atenção básica são importante para o controle adequado dessa endemia na região.

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Publicado

2021-03-20

Edição

Seção

Artigos Científicos