Realização e adequação do pré-natal em Assis Brasil, Acre

  • Rayanne Alves de Arruda
  • Thasciany Moraes Pereira
  • Breno Matos Delfino
  • Saulo Augusto Silva Mantovani
  • Juliene de Oliveira Marques
  • Luiz Fernando Melo Lima
  • Mônica da Silva-Nunes

Resumo

Avaliar a cobertura e a qualidade do cuidado pré-natal em gestações de mulheres, em Assis Brasil (Acre), entrevistadas no ano de 2011. Foram realizadas entrevistas por meio de questionários com as mães com crianças entre 0 e 5 anos que fizeram o pré-natal em Assis Brasil,  foram coletados os dados de cartão de pré-natal das mães e avaliou-se o pré-natal através de níveis de adequação (nível 1: índice de Kessner modificado por Takeda; nível 2: índice de Kessner juntamente com os procedimentos realizados durante a consulta de pré-natal; nível 3: nível 2 associado aos exames laboratoriais efetuados durante o acompanhamento pré-natal). Foram incluídas no estudo 382 gestações, destas 94,50% referiram ter realizado o pré-natal, porém, apenas 45% das gestantes ainda possuíam o cartão de pré-natal para avaliação. Os fatores relacionados à não realização do pré-natal foram: multiparidade, etnia indígena, baixa escolaridade materna, baixo índice socioeconômico, parto fora de unidade hospitalar. O acompanhamento com 6 ou mais consultas ocorreu em 53% das gestações e 40% gestações iniciou o pré-natal já no primeiro trimestre. A qualidade do pré-natal foi satisfatória em 50% das gestações quando no nível 1, no nível 2 foi considerado adequado apenas 1% das gestações e ao avaliar o nível 3 não houveram gestações consideradas adequadas. A assistência à saúde da gestante demonstrou-se muito aquém do observado na média nacional e em alguns momentos apresentou-se abaixo da média da região Norte para ao período de 2005/2006 a 2011. Assis Brasil ainda carece de medidas que visem reduzir as inequidades durante o acompanhamento pré-natal de mulheres moradoras da Amazônia.

Publicado
2020-05-07
Seção
Artigos Científicos