Revista TXAI - Programa de Pós Graduação em de Artes Cênicas - Ufac https://periodicos.ufac.br/index.php/txai <p><strong>ISSN: 2764-0612 </strong></p> <p>Revista voltada para a publicação da produção científica de artes cênicas na região norte integrando docentes das instituições: UFAC, UEA, UFT e UNIR.</p> Edufac pt-BR Revista TXAI - Programa de Pós Graduação em de Artes Cênicas - Ufac 2764-0612 <p>O autor se compromete a sempre que publicar material referente ao artigo publicado na Revista TXAI de Artes Cênicas a mencionar a referida publicação da seguinte forma:</p><p>"Este artigo foi publicado originalmente pela Revista TXAI de Artes Cênicas em seu volume (inserir o volume), número (inserir o número) no ano de (inserir o ano) e pode ser acessado em: http://revistas.ufac.br/revista/index.php/TXAI"</p> APRESENTAÇÃO https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5162 Flavio Santos da Conceição Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral SHANE RÃTA IKA MIYUI https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5178 Joaquim Paulo de Lima Kaxinawá Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral RELATO DE EXPERIÊNCIA: https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5163 <p><strong>TEATRO POLÍTICO NO PARQUE DAS TRIBOS</strong></p> <p>O artigo traz, por meio de relato de experiência, registros e discussões acerca de nosso último processo presencial como docentes do Curso de Teatro da Universidade do Estado do Amazonas: o componente curricular Interpretação II, ministrado entre os meses de fevereiro e março de 2020. Neste artigo, recordamos uma vivência artístico-pedagógica fundamentada no Teatro da/o Oprimida/o e realizada no Parque das Tribos, bairro indígena localizado na zona oeste de Manaus. A partir do enfoque de pesquisa em histórias de vida, fomentamos a inspiração criativa nas narrativas de luta de duas mulheres moradoras do Parque, a Cacica Lutana Kokama e a pesquisadora Perpétua Tsuni Kokama. Suas memórias foram imagens geradoras de uma prática de Teatro-Fórum realizada pelos estudantes, que denunciaram em suas cenas a escravidão de mulheres indígenas que são retiradas de suas comunidades para serem empregadas domésticas na capital do estado.&nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Teatro Político. Histórias de Vida. Mulheres Indígenas. Parque das Tribos.</p> Annie Martins Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral BREVE HISTÓRICO DO TEATRO DE GRUPO NO ACRE https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5164 <p><strong>BREVE HISTÓRICO DO TEATRO DE GRUPO NO ACRE</strong></p> <p>O teatro de grupo no Acre possui uma trajetória rica e significativa com variadas formas de produção que acompanham os diversos movimentos históricos acreanos desde o processo de integração do Acre ao território brasileiro, ocorrido no ano de 1962. Desde esse período, uma rica e variada forma de produzir teatro fora traçada por diferentes sujeitos com perspectivas que nem sempre eram convergentes, mas que, sobretudo, tinham efetiva participação nas discussões públicas e no engajamento social da região. Com base na pesquisa realizada em 2010, apresento neste artigo um pouco dos dados levantados, retomando a trajetória de alguns grupos de teatro no Acre. O texto inicia apresentando um pouco do histórico de modelos de agrupamento que ocorreram da década de 1960 até o ano de 2009. Sigo descrevendo o trabalho de três grupos de teatro atuantes no Acre em momentos históricos diferentes, entre as décadas de 1980 até a primeira década do século 2000, que possuíam perspectivas distintas de produção, a saber: o Grupo Absabá, o Grupo do Palhaço Tenorino e o Grupo de Teatro Vivarte. Finalizo com uma pequena reflexão acerca dos agrupamentos e da importância do reconhecimento de seus trabalhos.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Teatro de Grupo. História do teatro. Teatro no Acre.</p> Elderson Melo Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral A CARTA DO CAMINHO https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5165 <p><strong>A CARTA DO CAMINHO (QUANDO “<em>A CIVILIZAÇÃO AVANÇA SOBRE A FLORESTA</em>”)</strong></p> <p>A partir da crônica <em>No Caminho da Floresta</em>, na qual o escritor brasileiro Affonso Romano de Sant’Anna narra, como um relato de viagem, a sua estada na cidade acreana de Rio Branco no ano de 2013, o presente trabalho busca produzir um breve exercício de leitura decolonial com o qual se possa identificar em que lugares discursivos é possível reconhecer práticas racializantes moderno-coloniais responsáveis, em grande medida, pela manutenção e avanço do processo histórico de colonialidade – sobretudo epistêmica – difundidas pelos europeus e os crioulos nacionais há mais de 500 anos no continente sul das Américas. Processos esses que têm subsistido pelas crônicas ou relatos de viagens que grassam – desde 1500 Brasil adentro – como manifesto de um tipo de colonialismo interno albergados, ainda em proporção importante, pelas linguagens literárias, dramatúrgicas, cinematográficas, plásticas e musicais.</p> <p><strong>&nbsp;</strong><strong>Palavras-chave</strong>: Colonialidade. Discurso. Marcas moderno-coloniais. Acre.</p> João José Veras de Souza Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral O “MAMBEADERO” NA CIDADE DE LETICIA E A DEFESA DA ARTE E TRADIÇÃO DOS INDÍGENAS MURUI-MUINA, https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5181 <p><strong>O “<em>MAMBEADERO</em>” NA CIDADE DE LETICIA E A DEFESA DA ARTE E TRADIÇÃO DOS INDÍGENAS MURUI-MUINA, NA FRONTEIRA DO AMAZONAS COLOMBIANO E BRASILEIRO</strong></p> <p>Este artigo busca abrir perguntas sobre a relação entre a tradição indígena Murui-Muina de cantar, dançar e ensinar por meio dos “<em>mambeaderos</em>”, e a história de exploração e deslocamento sofrida pelos povos indígenas da Amazônia colombiana, peruana e brasileira. Para isso fazemos uma breve referência à história da violência contra os povos indígenas na época da exploração da borracha. Em seguida aprofundamos no espaço do <em>mambeadero</em> como espaço tradicional e sua “atualização” à realidade das cidades amazônicas. Refletimos também sobre as práticas corporais que aparecem dentro do <em>mambeadero</em> e sua importância dentro dos processos de aprendizagem das tradições do povo Murui-Muina. Por último, insistimos na condição do <em>mambeadero</em> como espaço e experiência estética no qual a palavra, a música, a dança e as substâncias estão todas interligadas. Assim, sugerimos um possível desdobramento desta pesquisa, no qual, estas características serviriam como insumo para pensar noções ampliadas de teatralidade hoje.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong><em>Mambeaderos</em>. Práticas corporais. Exploração da borracha. Povos indígenas. Educação. Tradição.</p> Daniela Botero Marulanda Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral TROCA DE CONHECIMENTOS SENSÍVEIS A PARTIR DE NARRATIVAS MÍTICAS NO PARQUE DAS TRIBOS https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5180 <p><strong>TROCA DE CONHECIMENTOS SENSÍVEIS A PARTIR DE NARRATIVAS MÍTICAS NO PARQUE DAS TRIBOS</strong></p> <p>Refletiremos sobre a experiência realizada no campo das práticas pedagógicas e performativas vivenciadas junto aos indígenas da comunidade indígena Parque das Tribos, Manaus, que se norteiam a partir do diálogo com os saberes dos sujeitos envolvidos, proporcionando trocas culturais em encontros que geram conhecimento sensível.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Narrativas míticas. Prática artística-pedagógica. Saberes ameríndios.</p> Vanessa Benites Bordin Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral O TEATRO NA CAIXINHA: https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5166 <p><strong>O TEATRO NA CAIXINHA:&nbsp; DISCURSOS, TEMPOS E FORMAÇÃO ACADÊMICA</strong></p> <p>Trata-se da análise e discussão sobre os discursos produzidos a partir de documentos que regulam os processos de formação docente nos cursos de graduação nas universidades. Discutem-se as práticas de poder/saber produzidas no âmbito acadêmico como efeitos desses discursos. Tais práticas atravessam os espaços, tempos e saberes na formação universitária no campo das artes atuando diretamente na produção das subjetividades, tanto dos discentes quanto dos docentes. Tais subjetividades se engendram em meio a discursos que desqualificam saberes em função da invisibilização do que é considerado hierarquicamente inferior no campo curricular do teatro. Foucault nos chama a atenção para a mudança de foco das disputas de poder deslocando-se dos espaços da guerra para os espaços do saber. Nós, <em>Homo Academicus</em> nos posicionamos de prontidão para refletir sobre as verdades produzidas no corpo dos textos que regulam e porque não dizer, tentam definir nossas práticas pedagógicas, ou seja, os projetos pedagógicos dos cursos de graduação. O espaço de luta se instala nos currículos que silenciam outras epistemologias e outros discursos e que nos convencem a crer em nossas boas intenções.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Discursos. Tempos. Currículo. Teatro. Ancestralidade.</p> Andrea Maria Lobo Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral A PRESENÇA INDÍGENA EM CIRCUITOS DE ARTE: https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5167 <p><strong>A PRESENÇA INDÍGENA EM CIRCUITOS DE ARTE: URUTAU GUAJAJARA E POTYRA KRICATI NO “INTERAÇÕES E CONECTIVIDADES ENCONTRO DE ARTES”</strong></p> <p>Este artigo discute alguns pontos da complexa relação entre povos originários, práticas ativistas e arte institucionalizada através dos circuitos e instituições de dança. Introduz algumas reflexões sobre a relação entre Arte e interculturalidades, expondo como a arte contemporânea e seus circuitos estão amalgamados numa norma capitalista e branca. Em seguida, traz o contexto da exibição do filme “Urutau – Resistência Maraka’nã”, uma produção coletiva com roteiro de Yussef Kalume e a participação dos indígenas Urutau Guajajara e Potyra Kricati no Interação e Conectividade Encontro de Artes (2018), cujo tema foi “Arte como luta”, realizado na cidade de Salvador (BA). Por fim, discorre sobre possibilidades de práticas ativistas em circuito institucional e levanta a pergunta se são capazes de driblar as artimanhas da branquitude.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Contextos artísticos. Branquitude. Práticas ativistas. Circuito institucionalizado.</p> Flavia Meireles Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral INVESTIGAÇÕES CÊNICAS EM RORAIMA: https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5177 <p><strong>INVESTIGAÇÕES CÊNICAS EM RORAIMA: O CORPO EM PULSÃO FRAGMENTADA DURANTE A PANDEMIA DE COVID19</strong></p> <p>A presente reflexão tece ideias sobre um conjunto de investigações cênicas realizadas pelo professor e ator Francisco Alves durante a pandemia de Covid-19, em Boa Vista, capital do estado de Roraima, no ano de 2020. Diante da realidade nefanda impetrada pelo vírus e as medidas de isolamento, o pesquisador empreendeu uma série de exercícios cênicos com o objetivo de captar imagens que representassem a angústia desse tempo que parece não ter fim. O corpo do ator é o território de experimentação, o rizoma interdito, inquieto e conflitante em pulsão vertiginosa. O ensaio possui um tom confessional, como se o sujeito na pandemia revisitasse tais experimentações tendo por desejo reinscrever, através da arte performativa, toda a apreensão gerada nesse tempo imantado de medo e terror com a pandemia.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Corpo. Pandemia. Cênico. Performance. Teatro.</p> Francisco Alves Gomes Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral FACIALIDADE E CORPORIFICAÇÃO COMO GESTUS DO PERFORMER https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5168 <p><strong>FACIALIDADE E CORPORIFICAÇÃO COMO GESTUS DO PERFORMER</strong></p> <p>Como fugir dessa narrativa de facialidade cristalizada, que desqualifica e substancializa a imagem do povo (no nosso caso: preto, índio, mulher, travesti e nordestino) no Brasil e em outros continentes? Nas artes e na mídia, personagens e personas são representações sociais, de um grupo ou de uma dada sociedade, que criam e impõem aos tecidos performativos suas subjetividades e facialidades. Essa facialidade e subjetividade são construídas pelos grupos sociais e equipamentos coletivos. O estado, nação e grupos são responsáveis pela idealização e manipulações das facialidades. No Brasil o povo é representado como feio e sem alma. Os performers acabam enquadrando-se ao modelo de branqueamento A predominância da rostilidade e facialidade branca no cinema e teatro viraram um modelo estrutural.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Facialidade. Gestus. Subjetividade. Corporificação. Performer.</p> Cesar Huapaya Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral (RE)VISITAÇÕES EXPERIÊNCIAS, PERCEPÇÕES E OLHARES SOBRE AS ATUAÇÕES DA FEDERAÇÃO DE TEATRO DO ACRE – FETAC https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5175 <p><strong>(RE)VISITAÇÕES: EXPERIÊNCIAS, PERCEPÇÕES E OLHARES SOBRE AS ATUAÇÕES DA FEDERAÇÃO DE TEATRO DO ACRE – FETAC</strong></p> <p>O presente artigo é um relato em primeira pessoa das experiências de uma filiada da Federação de Teatro do Acre no tempo presente, costurando com suas memórias de infância e ainda de suas visitações às histórias da entidade. Para a autora, os campos de atuação da Federação estão atravessados pelas perspectivas políticas, históricas e econômicas vividas ao longo dos 42 anos de existência da FETAC e ainda pelas vivências/experiências pessoais de cada integrante, de cada grupo que a compõe. Serão apresentados dois pontos que a autora percebe como fundamentais e centrais na atuação da FETAC, pontos que são sua base motriz desde a sua fundação até os momentos atuais.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Federação de Teatro do Acre. FETAC. Teatro. Acre. Narrativa.</p> MAIARA Pinho de Oliveira Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral MÚSICA DE AYAHUASCA NO DISPOSITIVO NEOXAMÂNICO: https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5179 <p><strong>MÚSICA DE AYAHUASCA NO DISPOSITIVO NEOXAMÂNICO: A AMAZÔNIA DO GLOBAL AO LOCAL</strong></p> <p>O presente trabalho analisa a música de ayahuasca enquanto elemento essencial do dispositivo neoxamânico, noção advinda do conceito foucaultiano de dispositivo. Para isso, é descrito um percurso de alguns dos usos, funções e matrizes da música nos diversos contextos rituais ayahuasqueiros, como nas cerimônias dos “povos originários”, do “vegetalismo”, das “religiões brasileiras de tradição ayahuasqueira” e dos rituais “neoxamânicos”. Nas últimas décadas, a expansão global dessas matrizes rituais e musicais tem promovido profundos processos de transformação, (re)invenção de tradições e formação de novas alianças amazônicas, além de engendrar conflitos e dinâmicas, muitas vezes contraditórias. Todo esse percurso musical, encontra no dispositivo neoxamânico linhas de forças que se aproximam e se distanciam, desterritorializando e reterritorializando distintas epistemologias e cosmovisões, em uma rearticulação circular das noções de local e global.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Música. Ayahuasca. Dispositivo neoxamânico.</p> Christian Weik Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral CORPOS EM RETOMADA: https://periodicos.ufac.br/index.php/txai/article/view/5169 <p><strong>CORPOS EM RETOMADA: A PERFORMANCE DA ANCESTRALIDADE</strong></p> <p>Este texto tem como experimentação abordar a relação entre ancestralidade e performatividade a partir do que vem a ser o processo de retomada dos corpos. Situa-se em um lugar de discussão sobre o corpo indígena em uma perspectiva interseccional a partir da partilha do processo criativo do solo “Desenterro”. Esta pesquisa conduz também a uma série de atravessamentos que percorrem a problematização dos modos de representação da mulher indígena em obras de arte ocidentais. A partir de conceitos como lugar de fala e passabilidade, este trabalho propõe disparar um debate delicado ainda pouco difundido que relaciona autobiografia com representatividade.</p> <p><strong>Palavras-Chave:</strong> Performatividade. Ancestralidade. Dança. Lugar de fala. Corpo indígena.</p> Mariana Barbosa Pimentel Copyright (c) 2021 Revista TXAI de Artes Cênicas 2021-09-03 2021-09-03 1 1 - Semestral