O Mayouri como prática de reexistência em 'O Mayouri', de Élie Stéphenson
Palavras-chave:
O Mayouri, Guianidade, Resistência , ReexistênciaResumo
Este artigo tem por objetivo principal investigar como a peça O Mayouri, de Stéphenson, constrói discursivamente mecanismos de resistência e de reexistência à colonialidade do poder, por meio da memória, da coletividade e da valorização dos saberes locais, buscando reconhecer o teatro guianense como insurgência simbólica e reconfiguração histórica. A metodologia adotada segue uma abordagem qualitativa, estruturada por uma leitura discursivo-decolonial, fundamentada nos conceitos de colonialidade do poder (Quijano, 2009) e de jogos de poder-saber-verdade (Foucault, 2023). Os resultados revelam que tais mecanismos emergem de práticas de guianidade encarnadas pelo jovem protagonista Frédéric, cuja trajetória representa uma contranarrativa à lógica colonial. Assim, o teatro guianense, além de se (re)afirmar como expressão artística, também se configura como arena política de resistência e de reexistência, capaz de subverter lógicas da colonialidade e afirmar outras identidades por meio da arte.
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