Teclas-fantasma numa França pós-mortal:
Texto teatral, memória tecnológica e nostalgia analógica em ‘France-Fantôme’, de Tiphaine Raffier
Palavras-chave:
France-fantôme, memória digital, texto teatralResumo
O artigo analisa a peça France-fantôme (2019), de Tiphaine Raffier, situada em um futuro pós-mortal em que memória, corpo e luto são administrados por dispositivos tecnocientíficos. O objetivo é mostrar como o texto teatral pensa essa gestão da memória ao organizar o Dememorial simultaneamente como eixo da fábula e dispositivo enunciativo. O método consiste na análise do texto dramatúrgico à luz de Michel Pruner e Anne Ubersfeld, articulando fábula, ação, intriga, modelo actancial, dupla enunciação e política da imagem. Os resultados evidenciam uma estrutura de ação em que o luto de Véronique é recodificado como protocolo e treinamento, enquanto o leitor-espectador oscila entre interpelação e distanciamento crítico. Conclui-se que a interseção entre estudos teatrais e ficção científica é um campo privilegiado para pensar memória digital e sociedade pós-mortal.
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Referências
LAFONTAINE, Céline. La société postmortelle. Paris: Seuil, 2008.
PRUNER, Michel. L’analyse du texte de théâtre. Paris: Armand Colin, 2009.
RAFFIER, Tiphaine. France-fantôme. Lille: Éditions La Fontaine, 2019.
UBERSFELD, Anne. Para ler o teatro. Trad. José Simões (coord.). São Paulo: Perspectiva, 2005.
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