O verbo mito-poético em Yuxin, Alma, de Ana Miranda

Autores

  • José Maiko Farias Amim Universidade Federal de Rondônia, Departamento de Línguas Vernáculas, Rondônia - Brasil https://orcid.org/0000-0002-8663-1430
  • Juliana Freitas Budin Ferreira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia, Rondônia - Brasil https://orcid.org/0000-0002-7487-7118
  • Heloísa Helena Siqueira Correia Universidade Federal de Rondônia, Faculdade de Linguística, Letras e Artes, Rondônia - Brasil https://orcid.org/0000-0001-5385-2141

DOI:

https://doi.org/10.29327/210932.14.1-4

Palavras-chave:

Yuxin, Verbo mito-poético, Cultura Huni Kuin, Literatura, Filosofia.

Resumo

Neste artigo, analisa-se o romance Yuxin, Alma, de Ana Miranda (2009), por meio de uma abordagem multidisciplinar que congrega subsídios dos estudos literários, a partir dos trabalhos de D. H. Lawrence (2012) e Roberto Calasso (2004), e da filosofia de Vicente Ferreira da Silva (2009,2010) e Vilém Flusser (2002). Dialoga-se também com a antropóloga Elsje Lagrou (2007) e com o filósofo alemão Martin Heidegger (2012,1983), sobretudo por meio da leitura que Silva faz de seu pensamento. A perspectiva adotada está baseada no pressuposto vicentiano de que o Verbo mito-poético (a mitologia) é o traçado transumano pelo qual o homem torna-se homem. A Palavra, na perspectiva de Silva, é a morada do Ser, e por meio dEla o homem recebe os ritos, valores e símbolos com os quais constrói toda a tessitura social e cultural de sua comunidade (a história). A metodologia utilizada foi a analítica, baseada em levantamento bibliográfico. Com a análise do corpus, conclui-se que a mitologia Huni Kuin presente em Yuxin, Alma atua não como mero repertório de símbolos e imagens, tampouco como processo psíquico, subjetivo ou social de um povo, mas como palavra plasmadora do universo histórico e social Huni Kuin, observada na referida narrativa a partir do bordado de palavras e imagens, o qual é atravessado por referências ao mito e à prática artístico-ritual do Kene, e da vivificação das coisas e dos seres por meio da profusão de substantivos, cantos e onomatopeias.

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Biografia do Autor

José Maiko Farias Amim, Universidade Federal de Rondônia, Departamento de Línguas Vernáculas, Rondônia - Brasil

Discente do Programa de Pós-Graduação em Letras (nível doutorado) da Universidade Federal de Rondônia. Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Rondônia. Pesquisa nas áreas de Literatura e Filosofia, Mitopoética e Filosofia da Mitologia.

Juliana Freitas Budin Ferreira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia, Rondônia - Brasil

Licenciada em Letras Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Rondônia. Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Rondônia.

Heloísa Helena Siqueira Correia, Universidade Federal de Rondônia, Faculdade de Linguística, Letras e Artes, Rondônia - Brasil

Docente de Teoria Literária e Literatura. Doutorado UNICAMP - Lingüística, Letras e Artes. Área: Letras. Subárea: Literatura amazônica, Narrativas indígenas, Estética, Filosofia e Literatura.

Referências

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Publicado

2026-05-27

Como Citar

Amim, J. M. F., Ferreira, J. F. B., & Correia, H. H. S. (2026). O verbo mito-poético em Yuxin, Alma, de Ana Miranda. Muiraquitã: Revista De Letras E Humanidades, 14(1). https://doi.org/10.29327/210932.14.1-4

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