Sargento Garcia, de Caio Fernando Abreu
algumas considerações sobre a homoafetividade em tempos de repressão
DOI:
https://doi.org/10.29327/210932.13.1-8Palavras-chave:
Literatura brasileira, Ditadura cívico-militar, Caio Fernando Abreu, Conto, HomoafetividadeResumo
O período ditatorial no Brasil (1964-1985) não trouxe apenas reflexos na economia, história e sociedade, mas também na arena artístico-literária e cultural – marcado como o período da contracultura. Na literatura brasileira, especificamente, temos uma safra atuante de escritores (Ana Cristina Cesar, Chico Buarque de Hollanda, Hilda Hilst, dentre outros) que refletem em seus escritos, ora de forma explícita, ora velada, questões referentes a tal período da humanidade. Nesse contexto, emergem figuras emblemáticas como Caio Fernando Abreu (1948-1996), cuja prosa se situa no limiar entre o ficcional e o autobiográfico. Tendo por base essas informações, o presente trabalho tem por objetivo geral analisar o conto Sargento Garcia, publicado no livro Morangos Mofados, em 1982, trazendo à luz algumas considerações sobre a homoafetividade em tempos de repressão. Os objetivos específicos da pesquisa são: demonstrar a repressão na literatura brasileira durante a ditadura cívico-militar; analisar a vida, a obra e o livro Morangos Mofados do escritor gaúcho; e examinar a representação da homoafetividade no texto Sargento Garcia. Ainda que se tenha passado mais de quarenta anos de sua publicação, o conto nos leva a olhar com destreza para situações cotidianas que envolvem homofobia, repressão e hipocrisia, que as atravessam.
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