LETRAMENTO RACIAL E ECOLOGIAS DIGITAIS DE ENFRENTAMENTO AO RACISMO ALGORÍTMICO
DOI:
https://doi.org/10.29327/2474908.1.14-3Palavras-chave:
racismo algorítmico, letramento racial, necroalgoritmização, ecologias digitaisResumo
Este artigo investiga a articulação entre práticas de letramento racial, interpretação, circulação e enfrentamento de processos de racialização automatizada em sistemas de inteligência artificial, com ênfase nas tecnologias generativas, a partir de abordagem crítica do racismo algorítmico e da necroalgoritmização (Araújo, 2025a). Fundamenta-se nos estudos de Silva (2022), na noção de pacto da branquitude proposta por Bento (2022) e na concepção de letramento racial como prática sociopolítica desenvolvida por Twine e Steinbugler (2006), concebendo o algoritmo como texto e a circulação algorítmica como prática discursiva situada (Araújo, 2025b). Metodologicamente, adota abordagem qualitativa orientada pela etnografia virtual (Hine, 2000), com base em episódiospúblicos de denúncia e comentários em redes sociais. A análise identifica ecologias digitais interdependentes de contranecroalgoritmização e evidencia o letramento racial algorítmico como prática distribuída de leitura crítica, produção de conhecimento, memória e ação coletiva na governamentalidade algorítmica contemporânea.
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Referências
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