A NOÇÃO DE TEMPO NO LIVRO XI DAS CONFISSÕES DE AGOSTINHO E SUA RECEPÇÃO NA FENOMENOLOGIA E HERMENÊUTICA CONTEMPORÂNEAS

Autores

Palavras-chave:

Tempo; Subjetividade; Narrativa.

Resumo

Este artigo analisa a noção de tempo desenvolvida por Agostinho no Livro XI das Confissões e examina sua releitura pela fenomenologia e pela hermenêutica contemporâneas, especialmente em Martin Heidegger e Paul Ricoeur. O objetivo geral consistiu em investigar como a concepção agostiniana do tempo, estruturada pela distensão da alma e pelo tríplice presente, tornou-se ponto de partida para a reflexão moderna sobre temporalidade, existência e subjetividade. Metodologicamente, o estudo baseou-se em revisão bibliográfica sistemática, contemplando obras clássicas e interpretações atuais, organizadas em etapas de seleção, leitura analítica e síntese interpretativa. Os resultados revelaram que Agostinho inaugura uma aporia temporal que não é superada, mas transformada em diferentes horizontes: em Heidegger, a temporalidade funda a existência e a finitude; em Ricoeur, a narrativa oferece uma réplica poética que converte a dispersão temporal em identidade narrativa. Conclui-se que o diálogo entre esses autores permite compreender a subjetividade como dinâmica, processual e historicamente situada, constituída pela interação entre memória, abertura existencial e elaboração narrativa, oferecendo um paradigma fértil para debates contemporâneos sobre identidade, sentido e historicidade.

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Biografia do Autor

Maria Gabrielle Sousa, Universidade Federal do ABC

Mestranda em Ciências Socias pela Universidade Federal do ABC; Editora Publique-se, Capão Bonito, São Paulo. E-mail: mariagfvs19@gmail.com.

Janara Puchulate de Moraes, Universidade Estadual do Rio de Janeiro

Mestre pelo PROFLETRAS; Universidade Estadual do Rio de Janeiro, São Gonçalo, Rio de Janeiro. E-mail:  janarapuchulatedemoraes@gmail.com

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Publicado

31-07-2026

Como Citar

Sousa, M. G., & Puchulate de Moraes, J. (2026). A NOÇÃO DE TEMPO NO LIVRO XI DAS CONFISSÕES DE AGOSTINHO E SUA RECEPÇÃO NA FENOMENOLOGIA E HERMENÊUTICA CONTEMPORÂNEAS. Anthesis, 14(01). Recuperado de https://periodicos.ufac.br/index.php/anthesis/article/view/9241

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