Patrimônio e turismo cultural no Sítio Histórico ‘Engenho Quixadá’
política de preservação
DOI:
https://doi.org/10.29327/268903.9.1-3Palavras-chave:
patrimônio histórico, memória coletiva, políticas de preservação, Sítio Histórico do Quixadá, AcreResumo
O artigo analisa as políticas de preservação do patrimônio histórico no Acre, tomando como estudo de caso o Sítio Histórico do Engenho Quixadá, em Rio Branco, problematizando as tensões entre memória coletiva, interesses econômicos e ações do poder público. O referencial teórico fundamenta-se nas reflexões de Jacques Le Goff (1990) e Michael Pollak (1989; 1992) sobre memória e esquecimento, em diálogo com os debates de Funari e Pelegrini (2006) acerca das políticas de patrimonialização e da transformação de bens culturais em produtos de consumo. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa, mobilizando análise documental (decretos de tombamento, relatórios técnicos, denúncias do Ministério Público e matérias jornalísticas), análise visual de fotografias históricas e contemporâneas do sítio, além de observação in loco, seguindo as orientações de Giacomoni e Souza (2021) para a crítica de fontes documentais e de Burke (2004) para o uso de imagens como fontes históricas. Os resultados evidenciam que, apesar do tombamento do Engenho Quixadá como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado em 2009, a ausência de políticas públicas contínuas e de articulação entre Estado, órgãos gestores e proprietários privados tem contribuído para o processo de abandono e deterioração do sítio. Conclui-se que a fragilidade da gestão patrimonial compromete a preservação da memória coletiva e limita o potencial educativo, turístico e identitário do bem cultural, reforçando a necessidade de políticas públicas integradas e socialmente participativas.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Giulia Caroline Serra do Nascimento

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.


