Re-existir em verso
vozes femininas no Hip Hop de Rio Branco (2024)
DOI:
https://doi.org/10.29327/268903.9.1-14Palavras-chave:
Mulheres, Hip-Hop, Gênero, Rio Branco, IdentidadeResumo
O artigo analisa as dinâmicas de gênero no movimento hip hop de Rio Branco (AC), a partir das trajetórias de três mulheres que, em um campo historicamente marcado pela hegemonia masculina, afirmam suas vozes, corpos e experiências como formas de resistência e produção de sentido. O hip hop é compreendido como espaço plural e contraditório, no qual se articulam disputas simbólicas, construção identitária e práticas de enfrentamento às desigualdades de gênero, classe e raça. O referencial teórico dialoga com os estudos de gênero (Perrot, 2005; Pinsky, 2010), com as representações sociais no hip hop (Matsunaga, 2008), com a produção discursiva e identitária do rap (Weller, 2011; Silveira, 2023) e com as disputas simbólicas e apagamentos no interior do movimento (Rodrigues; Menezes, 2014; Sampaio, 2021). Metodologicamente, a pesquisa fundamenta-se na História Oral, mobilizando entrevistas em profundidade com mulheres atuantes no rap, no grafite e na organização de batalhas,
compreendidas como narrativas situadas e atravessadas por experiências de gênero (Alberti, 2013; Portelli, 1997). A análise evidencia que, embora o hip hop se configure como espaço de acolhimento e resistência, as mulheres enfrentam processos de invisibilização e deslegitimação, ao mesmo tempo em que constroem redes de apoio e estratégias de permanência e protagonismo no cenário local.
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