Narrativas da Amazônia Acreana
Fronteiras simbólicas, trajetórias e resistências (1960-1970)
Palavras-chave:
Acre, Amazônia, Narrativas, ResistênciasResumo
Este estudo tem como objetivo compreender as narrativas da Amazônia acreana entre as décadas de 1960 e 1970, especialmente no contexto da elevação do Acre à condição de Estado, quando se consolidou a autonomia do território e se mobilizou a argumentação em torno da identidade acreana para legitimar o processo de emancipação. A partir de recortes de jornais, busca-se identificar as trajetórias de sujeitos que, submersos nessas estruturas econômicas e políticas, se reinventavam na cidade de Rio Branco. A análise se apoia em referenciais teóricos e metodológicos como Foucault (2018), Koselleck (2006), Homi Bhabha (2001) e Michel de Certeau (1994), para fundamentar os conceitos de discurso, narrativa, temporalidads, cultura e identidade, articulando-os às experiências e estratégias de sobrevivência dos sujeitos. Assim, este estudo evidencia que as narrativas jornalísticas não apenas refletem as estruturas políticas e econômicas da época, mas também revelam as múltiplas formas de resistência e de construção identitária que atravessaram a Amazônia acreana, possibilitando novas perspectivas para a historiografia regional.
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