Cinema Acreano

do Acaja à institucionalização da Asacine e o protagonismo feminino no audiovisual

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29327/268903.9.1-6

Palavras-chave:

Cinema Acreano, Protagonismo Feminino, ECAJA, ASACINE, Memória Coletiva

Resumo

O artigo analisa a constituição histórica do cinema amador acreano nas décadas de 1970 e 1980, tomando o Estúdio Cinematográfico Amador de Jovens Acreanos (ECAJA) e sua transição institucional para a Associação Acreana de Cinema (ASACINE) como práticas audiovisuais situadas, atravessadas por disputas de linguagem, poder e memória. O objetivo é compreender de que modo o protagonismo feminino, especialmente a atuação de Maze Oliver, foi determinante para a reorganização das hierarquias de gênero, a institucionalização do audiovisual e a consolidação de uma memória coletiva do cinema local. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada na História Oral, com análise interpretativa de entrevistas de profundidade realizadas em 2024 e 2025 com Adalberto Queiroz, Enilson Amorim e Maze Oliver, articuladas a fontes documentais, como o Relatório Memórias do Audiovisual Acreano (2025) e a dissertação de Moreira (2002). O referencial teórico dialoga com Scott (1991) sobre gênero como categoria de poder, Butler (2003) acerca da performatividade, Halbwachs (1990) sobre memória coletiva, Portelli (2016) quanto ao estatuto epistemológico da oralidade e Benjamin (1987) sobre a escrita crítica da história. Os resultados indicam que o uso do Super-8 garantiu autonomia criativa e circulação comunitária, que o cinema itinerante ampliou o acesso ao audiovisual como prática pedagógica e que a liderança feminina reconfigurou regimes de visibilidade e legitimidade cultural. Conclui-se que a permanência histórica do cinema acreano resultou da articulação entre produção estética, organização associativa e políticas da memória.

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Biografia do Autor

Jefferson Bissat Amim, Universidade Federal do Acre (ufac)

Bacharel em Administração com ênfase em Comércio Exterior (2015), Bacharel em Direito (2019), ambos pela Faculdade da Amazônia Ocidental (FAAO), Licenciado em História (2025) pela Universidade Federal do Acre (UFAC). É Mestre em Educação Profissional e Tecnológica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (IFAC, 2023) e especialista em Educação de Jovens e Adultos Integrada à Educação Profissional e Tecnológica pelo IFAC (2025). Também é Especialista em Direito Eleitoral, Direito do Consumidor, Responsabilidade Civil e Docência do Ensino Superior pela Faculdade de Minas Gerais (2024). Atualmente é Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da UFAC e do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Biotecnologia Rede BIONORTE (PPG-BIONORTE), aprofundando estudos sobre linguagem como prática social e a Biodiversidade no contexto Amazônico, respectivamente. Professor de História da Educação Básica da Rede Estadual de Ensino. Também é servidor de carreira do Poder Executivo Federal, atuando como Técnico Administrativo em Educação na Reitoria do IFAC. Durante sua trajetória institucional, exerceu funções de direção e assessoramento que consolidaram sua experiência na gestão pública, entre elas Reitor Substituto (2022-2024), Assessor Especial da Reitoria (2021-2024), Chefe do Gabinete Institucional (2017-2021) e Coordenador de Planejamento na Pró-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (2016).No âmbito municipal, desempenhou atividades estratégicas na Superintendência Municipal de Transportes de Rio Branco (RBTRANS) entre 2010 e 2016, onde atuou como Chefe da Divisão de Contratos de Transportes, Assessor Especial e Diretor de Transportes, com foco em políticas de mobilidade urbana e gestão do sistema público de transportes.Sua experiência inclui ainda atuação no Governo do Estado do Acre, como Técnico em Gestão de Políticas Públicas na Diretoria de Centrais de Atendimento (OCA) e no DETRAN/AC entre 2006 e 2011. No Tribunal de Justiça do Estado do Acre, desenvolveu trajetória marcante entre 2002 e 2006, ocupando os cargos de Chefe de Setor, Conciliador e Diretor de Secretaria, o que contribuiu para a consolidação de sua formação multidisciplinar e de sua prática no campo jurídico-administrativo.

Kelen Gleysse Maia Andrade, Universidade Federal do Acre (ufac)

É graduada em HISTÓRIA e mestre em LETRAS, pela UFAC. Foi professora efetiva da Prefeitura de Rio Branco, vinculada à Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco-SEME até 2018 e do Estado do Acre, vinculada à Secretaria de Estado da Educação e Desporto? SEE até 2013, atuando no Ensino Fundamental e Médio. Tem experiência no Magistério Superior, tendo atuado como docente na Universidade Federal do Acre de 2001 a 2004 e na UNINORTE de 2005 a 2008, na área de História. Atuou também como Arte-educadora entre os anos de 2007 e 2011, no Centro Multimeios do município de Rio Branco, onde aprendeu a arte de contar histórias, desenvolveu a escrita literária e publicou seu primeiro livro ?Aegypti: a mosquito da floresta?, fruto do trabalho desenvolvido com a equipe da Ciranda da Leitura. O livro foi financiado por meio da Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura Municipal de Rio Branco. Durante o ano de 2011, desenvolveu atividades de incentivo à leitura no projeto "Levando arte para todos os lugares", com crianças filhos e filhas de alunos da EJA, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Anice Dib Jatene. Desenvolveu também trabalhos na área de formação de professores e monitores do Programa Mais Educação do MEC, durante o ano de 2012. Atualmente é servidora pública do Instituto Federal do Acre, com o cargo de Técnica em Assuntos Educacionais. No IFAC, já ocupou o cargo de Diretora de Desenvolvimento Estudantil, Diretora de Extensão e Cultura, Diretora Sistêmica de Programas Especiais e atualmente ocupa o cargo de Diretora Sistêmica da Editora IFAC, onde atua como Editora-Chefe no processo de publicação de livros e periódicos. Além de artigos, poemas, resenhas literárias e prefácios de livros, publicou também o DVD ?Aegypti: um mosquito da floresta?, produzido pelo jornalista, escritor, cartunista e ilustrador Enilson Amorim. Publicou ainda outros dois livros: ?Nas fronteiras da terra prometida: trajetórias de trabalhadores rurais do Alto Acre, fruto de sua dissertação de mestrado e, ?A menina que cansou de esperar?, seguindo uma tendência para a literatura infantojuvenil. No ano passado, foi premiada em 3º lugar pelo Prêmio Garibaldi Brasil de Literatura, na categoria Poesia Escrita, com o poema Sentença. Durante este ano, vêm desenvolvendo 03 projetos aprovados na Lei Aldir Blanc, por meio dos Editais da Fundação Elias Mansour: Literatura Infantil Acreana, aprovado no Edital Arte e Patrimônio 002/2020; Trabalhadores rurais do Alto Acre: história e memória; aprovado no Edital 006/2020 de Culturas Tradicionais e Populares; e, I Festival Acreano de Causas, Contos e Poesias e I Concurso da Câmara Temática de Literatura: Prêmio Literário Florentina Esteves?, aprovado no Edital 007/2020 de Produção e Eventos Consolidados/Inéditos. Atua principalmente nos seguintes temas: projetos culturais e educativos, arte e educação, literatura infantojuvenil, estudo de trajetórias, cultura, memória, identidade, fronteira e trabalho rural. Ela é mãe em tempo integral de Laiza e Giovanna.

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Publicado

2026-06-15

Como Citar

Bissat Amim, J., & Maia Andrade, K. G. (2026). Cinema Acreano: do Acaja à institucionalização da Asacine e o protagonismo feminino no audiovisual. Das Amazônias, 9(1), 103–123. https://doi.org/10.29327/268903.9.1-6

Edição

Seção

História do Acre: fronteiras, memórias e identidades e resistências étnico-raciais na Amazônia Ocidental

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