Ditadura Militar no Acre e resistência
os seringueiros em busca de seus direitos pela terra (1970-1980)
DOI:
https://doi.org/10.29327/268903.9.1-11Palavras-chave:
Acre, Seringueiros, Terra, FazendeirosResumo
O presente trabalho busca examinar os conflitos agrários ocorridos no estado do Acre entre as décadas de 1970 e 1980, período este marcado por intensas transformações políticas, econômicas e sociais no meio rural em relação a posse da terra. Destacam-se nesse contexto as tensões estabelecidas entre trabalhadores rurais, seringueiros e grandes fazendeiros que amparados pelo regime militar buscavam expandir suas propriedades e intensificar a exploração dos recursos naturais da região. A pesquisa enfatiza as complexas relações de poder existentes no campo acreano, evidenciando como a intervenção do Estado favoreceu interesses econômicos ligados à concentração fundiária. Além disso, o estudo analisa os impactos sociais dessas políticas, revelando as múltiplas formas de injustiça sofridas pelos trabalhadores rurais, como o deslocamento forçado e a violência institucional. Por fim, evidencia-se a resistência organizada desses grupos frente à repressão estatal, configurando esses conflitos como episódios emblemáticos na história das lutas pela terra e dos movimentos sociais no Brasil.
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