Cerimonial como representação do poder nas organizações
notas sobre a comunicação protocolar na Universidade Federal de Roraima (UFRR)
Palavras-chave:
Cerimonial universitário, Comunicação protocolar, Poder Simbólico, Universidade Federal de RoraimaResumo
Este artigo investiga como as práticas protocolares das colações de grau da Universidade Federal de Roraima (UFRR) expressam uma cultura cerimonial universitária e como reproduzem elementos de poder simbólico. Adota-se uma linha teórica interdisciplinar: poder simbólico (Bourdieu), poder disciplinar (Foucault), perspectivas pós-coloniais e decoloniais (Quijano; Boaventura de Sousa Santos), memória coletiva (Halbwachs; Elias) e análise multimodal (Kress; van Leeuwen). A justificativa reside na relevância comunicacional e política das cerimônias — que organizam visibilidade, tempo, espaço e memória — num contexto étnico-culturalmente diverso como Roraima, onde repertórios de tradição europeia coabitam com saberes locais. Objetivos: (1) analisar a comunicação protocolar universitária como ferramenta simbólica; (2) identificar continuidades e rupturas nas hierarquias simbólicas manifestas nas formaturas; (3) apontar intervenções institucionais para ampliar representatividade, pluralidade e outras formas de sensibilidade (p.ex., integrar repertórios locais, revisar arranjos espaciais e normas protocolares). O estudo, de natureza qualitativa e indutiva, aplica análise documental, multimodal e discursiva a registros audiovisuais e normativos da UFRR.
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